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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Brasileiros buscam oportunidade de aprender a língua falada pelos antepassados

23/02/2016- 02h07min


Foto: UFSC / Divulgação


Trocar o "ão" por "on" (como em "garrafon" ou "sabon") e o J pelo Z (tal qual "zovem" ou "zanta") são características marcantes da fala dos descendentes de alemães e italianos que vieram para o Rio Grande do Sul. Os tropeços soam engraçados para alguns, mas servem de estímulo para muita gente pesquisar com mais cuidado a língua e os costumes dos antepassados.

– Há quem acredite que isso possa atrapalhar, em razão de serem vários dialetos falados no Estado ou das adaptações que essas linguagens sofreram com o tempo. Mas o contato com a língua por meio da família é mais positivo do que negativo – afirma Daniela Norci Schroeder, professora de Italiano da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A professora da UFRGS Karen Spinassé, doutora em Ensino de Alemão como Língua Estrangeira pela Universidade Técnica de Berlim, faz coro:

– Crescer ouvindo alguém falar outra língua ajuda na compreensão e na hora de se comunicar. Há pessoas que procuram cursos porque percebem que têm uma proximidade com a língua.

É comum que filhos, netos e bisnetos de imigrantes tentem aproveitar esse contato prévio para aprimorar o conhecimento sobre a língua estrangeira e, quem sabe, trabalhar ou estudar no Exterior.

– Acima de tudo está a motivação familiar, que estimula a busca pelas origens. Geralmente, há, ainda, um conhecimento do vocabulário. Além disso, a carga cultural também pesa e dá certa vantagem para quem vai estudar idiomas – explica Daniela.

Além disso, muitos descendentes de imigrantes dispõem de dupla cidadania. O passaporte europeu dispensa necessidade de visto e ainda permite que se trabalhe normalmente no país de destino – um alívio em tempos de crise econômica.

No entanto, não é apenas quem já tem o ouvido treinado que pode buscar oportunidades fora do país. A Alemanha, por exemplo, dispensa atenção especial para estimular o intercâmbio de brasileiros no país.

A nação chefiada pela chanceler Angela Merkel tem apostado em políticas que estreitem os laços com o Brasil. 

– O objetivo é mostrar como a Alemanha é hoje: um país moderno e progressista, não ficar atrelado à antiga tradição de seriedade – explica o professor Darli Breunig, coordenador do Curso de Letras Português e Alemão do Instituto Superior de Educação Ivoti (Isei) e diretor do Instituto de Formação de Professores de Língua Alemã (IFPLA).
O número de alunos de alemão em território nacional aumentou 47% entre 2010 e 2015, de acordo com pesquisas do governo alemão, Goethe-Institut e entidades parceiras. 

Em um momento econômico complicado, a Itália não tem desenvolvido atividades semelhantes por aqui, conforme a Sociedade Italiana de Porto Alegre, mas as oportunidades de cursos também são abundantes no "país da bota".


Uma rede que se reconecta

Por ter bisavós italianos e ter cidadania do país, sempre tive interesse pela cultura e pelo idioma. Ouvia muitas histórias sobre as origens da minha família e, na casa do meu avô, a TV sempre estava ligada no canal italiano. 

Em 2011, com 16 anos, fiquei um mês na Itália sozinha visitando uma tia. Com 17 anos, eu procurei um curso e comecei a estudar. Fiz três anos de aula e pretendo terminar no futuro.

Foi interessante como estudar a língua me trouxe mais interesse pelo país e pela história da minha família, até mais proximidade. Praticamente todos os meus colegas de curso estavam lá porque tinham ou estavam buscando a cidadania italiana e achavam importante aprender. Trocávamos bastante experiências e histórias. 

Em 2014, eu fui de novo à Itália e foi bem diferente conseguir me comunicar e entender as pessoas. Me aproximei da minha prima, por ser a parente do Brasil que conseguia falar com ela. Foi bem legal ver como as pessoas lá apreciavam que, por ser cidadã, eu estava buscando aprender. Além disso, é bem diferente conhecer o país sabendo falar e entender os outros. Me senti bem mais próxima da cultura e da história da família e tenho vontade de voltar para lá um dia, talvez por mais tempo e até para ter a chance de ir nos lugares dos quais meus bisavós vieram.

Daniela Bruno Flor, 21 anos, jornalista, de Porto Alegre


Descobrindo-se na Alemanha

Cresci ouvindo a minha família toda falar alemão. Em 2008, realizei um intercâmbio com o grupo de alemão do Instituto de Educação Ivoti. Foi incrível. Além de passear e conhecer diversas cidades alemãs, tive a oportunidade de morar com uma família, podendo viver intensamente a rotina. Frequentei algumas aulas com minha irmã hospedeira, provei comidas típicas e conheci costumes.

Em 2010, voltei ao país para mergulhar na cultura. Morei com uma família alemã maravilhosa, que tinha prazer e vontade de me mostrar o que realmente era a Alemanha. O meu trabalho era cuidar, durante um período do dia, das crianças.

Ao voltar para o Brasil, fiz um curso técnico de administração ministrado em alemão. A paixão pelo idioma foi aumentando, e em 2014 iniciei um curso de Letras Português-Alemão. Após viver tantos momentos envolvendo o idioma, pude perceber que a minha vontade era poder passar essa paixão para as demais pessoas. Aos meus alunos poderei ensinar não somente a gramática, mas como realmente se vive na Alemanha.

Atualmente, estou fazendo um curso de alemão na cidade de Freiburg. Consegui uma bolsa de estudos com o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico. Moro com mais quatro alemães em um WG (república), tenho acesso à biblioteca e a todos os prédios da universidade de Freiburg. Após esse curso, buscarei novos desafios.

Natana Leuck, 23 anos, estudante, de Ivoti


Paixão pela querida bota

Meu avô paterno era italiano, mas veio ainda criança para o Brasil. Eu sempre tive mais contato com a língua italiana quando ia visitar a cidade dos meus bisavós – nônos –, São Marcos.

Meu pai fez a cidadania italiana para mim quando eu era bem pequena. Quando adolescente, eu já sonhava em passar um período na Itália. Em 2007, fui morar em Milão para viver a cultura e estudar a língua. Fiz um curso de italiano para estrangeiros por quase dois meses e trabalhei como garçonete para me manter na cidade, uma das mais caras do país, e aprimorar meu italiano. Entre idas e vindas ao Brasil, acabei ficando um ano e meio na Itália. Foi um período maravilhoso, que fez eu me apaixonar pelo país.

Quando voltei para o Brasil, em 2009, precisava manter o laço. Entrei para o curso de Letras para estudar a fundo o italiano e ser professora. A saudade da Itália sempre me perseguiu, então, em 2011, voltei a passeio e, em 2013, por meio da UFRGS, fiz um curso na Università per Stranieri di Perugia (região da Umbria).

Me formei professora de língua italiana em 2014. Sou professora em duas escolas e na UFRGS. Faço o que gosto vivendo o idioma diariamente. Pretendo voltar a estudar na Itália, fazendo uma pós-graduação ou especialização. Jamais conseguirei estar muito longe da tão querida bota!

Natália Pasin, 29 anos, professora de italiano, de Porto Alegre






Matéria retirada do site: 

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