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São Paulo - O banco suíço UBS cortou sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2016 de queda de 2,8% para retração de 3,8%, com estimativas de recuo de 14% nos investimentos e de 4,4% no consumo privado. "Os dados de atividade seguem surpreendendo negativamente e não há sinais de recuperação", afirma o relatório assinado pelos economistas Guilherme Loureiro, Thiago Carlos e Rafael De La Fuente.
Para os especialistas, o País enfrentará outro ano difícil com pouca esperança de melhora no curto prazo. Para 2017, a instituição prevê "modesta recuperação", com alta de 0,6%, mas alerta que, sem melhora fiscal, a recessão pode contaminar também o próximo ano.
A revisão implica em uma estimativa menor para a arrecadação e, consequentemente, em resultados fiscais piores. O banco revisou suas projeções de déficitprimário de 0,4% para 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 e de 0% para 1,2% em 2017. A dívida bruta alcançará 80% do PIB em 2017. A inflação deve encerrar 2016 em 6,8% e em 5,2% no próximo ano.
O banco expressa preocupação com as recentes indicações de que o crescimento econômico tomou o lugar da estabilidade fiscal ou da inflação como prioridade para o governo. "A incerteza cresce à medida que se questiona o possível resgate das mesmas políticas implementadas entre 2011 e 2014 (políticas parafiscais/relaxamento fiscal e monetário) que foram a fonte primário dos problemas do País". Para o UBS, a possibilidade de o governo tentar incentivar o crescimento por meio do relaxamento fiscal e monetário, ou pela maior participação dos bancos públicos, é um "risco importante" nos próximos meses. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A capacidade de geração de energia eólica no Brasil deverá passar dos atuais 8,7 mil megawatts (MW) para 24 mil MW nos próximos oito anos. A estimativa do governo, que consta no Plano Decenal de Expansão de Energia, é que em 2024 o parque eólico brasileiro deverá responder por 11,5% de toda a energia gerada pelo país. Até o fim de 2016, a capacidade instalada deve chegar a 11 mil MW, segundo projeções da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica).
A energia produzida com a força dos ventos é a que apresenta o maior crescimento no país. Entre novembro de 2014 e novembro de 2015 a capacidade instalada do setor cresceu 56,9% em relação aos 12 meses anteriores, de acordo com o Ministério de Minas e Energia. No ano passado, foram inauguradas mais de 100 usinas eólicas no país, com investimentos de R$ 19,2 bilhões. Atualmente, existem 349 usinas eólicas instaladas no Brasil, a maioria na região Nordeste.
Investimentos na matriz eólica contribuem para a geração de energia limpa.
“A energia eólica no Brasil é algo razoavelmente novo e essa indústria foi sendo construída com bases muito sólidas porque temos um recurso eólico muito bom no Brasil, um dos melhores do mundo e, ao entender e saber explorar esse recurso nós colocamos a eólica em uma situação de vantagem comparativa e competitiva muito grande”, diz a presidente da Abeeolica, Elbia Gannoum.
Para a coordenadora da campanha de Energias Renováveis do Greenpeace, Larissa Rodrigues, o panorama para a expansão da capacidade de geração desta energia no país é otimista, especialmente levando em conta que o desenvolvimento do setor aconteceu com maior força na última década. No entanto, ela avalia que a meta de alcançar 24 mil MW de capacidade instalada em 2024 ainda é tímida. “Quando você pega o que já está instalado hoje e o que está sendo construído, o que sobra não é muita coisa. Pelo que estamos vendo hoje, para 2024 poderíamos ter muito mais”, diz.
Transmissão
O escoamento da energia produzida pelas usinas eólicas foi um problema para os primeiros parques construídos, que ficaram prontos sem ter um sistema de transmissão concluído para levar a energia a outras regiões. Segundo a Abeeolica, isso aconteceu porque houve um desencontro entre os cronogramas de obras das usinas de geração de energia e das de linhas de transmissão.
“Hoje não tem mais aquele atraso e os próximos [projetos] tendem a não atrasar mais, porque o modelo é outro”, diz a presidente da Abeeolica. Desde 2013, os editais para a contratação de energia eólica condicionam a compra de energia desse tipo de fonte à garantia de conexão junto à rede de transmissão.
A entidade estima que cerca de 300 MW de capacidade instalada em 14 parque eólicos do Rio Grande do Norte e da Bahia estejam com problemas de conexão à linhas de transmissão. “Esse percentual não é relevante, é menos de 5% do total”, avalia Elbia.
Para o Greenpeace, o escoamento da energia é o principal gargalo para a expansão das eólicas no país. Larissa Rodrigues diz que o atrelamento da contratação à garantia de linhas de transmissão prejudica o setor. “No fundo, isso é muito ruim para a indústria eólica, porque quem faz a usina não é o mesmo agente que faz a linha de transmissão, são coisas completamente separadas no setor elétrico”, avalia.
Custo
O custo de geração da usina eólica, que era um entrave para o crescimento do setor há alguns anos, já não é mais obstáculo. Atualmente, ela é a segunda fonte de energia mais barata, atrás da energia hidrelétrica. “A eólica já chegou no seu grau máximo de competitividade, quando se tornou a segunda energia mais barata do Brasil em 2011”, diz Elbia.
Segundo ela, atualmente cerca de 70% dos equipamentos utilizados na geração de energia eólica no Brasil são produzidos no país. “Ao construir essa cadeia produtiva somando ao recurso dos ventos, nós temos um potencial eólico disponível para atender as necessidades do Brasil”.
Para a representante do Greenpeace, o debate sobre o custo da energia eólica atualmente é um mito, pois com o avanço da indústria o setor se tornou competitivo. “Há 10 anos quando se falava em energia eólica no país era uma coisa de maluco, ninguém acreditava. Hoje em dia só se fala nisso”, avalia Larissa Rodrigues.
Papel social
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, destaca que, além dos benefícios para a redução dos gases do efeito estufa, a expansão da energia eólica cumpre também um papel social. Isso porque pequenos proprietários arrendam parte de suas terras para colocar os aerogeradores e ganham uma renda extra por isso.
“A forte expansão da geração eólica no país é um elemento importante para o Brasil atingir a meta acordada na COP 21 para redução dos gases do efeito estufa. Além do benefício ao planeta, por menos emissões, tem ainda o benefício local, não apenas pela redução da poluição regional, mas também pelo benefício social ligado à renda que é gerada por essa atividade, que vem sendo desenvolvida geralmente em áreas mais pobres do Brasil”, avalia Tolmasquim.
Segundo estimativas da Abeeolica, cada família que arrenda suas terras para a instalação de aerogeradores ganha cerca de R$ 2,3 mil por mês e o no ano passado foram pagos cerca de R$ 5,5 milhões por mês em arrendamentos.
Os parques instalados atualmente possuem cerca de 87,5 mil hectares arrendados e 3% destas áreas são ocupadas com os equipamentos eólicos. O restante pode ser utilizado para agricultura, pecuária, piscicultura entre outras atividades.
Categorias rejeitaram a proposta salarial das empresas aéreas
Os aeronautas e aeroviários representados pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT (Fentac) farão uma paralisação nacional na próxima quarta-feira (3), das 6h às 8h, nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos, Santos Dumont, Galeão, Viracopos, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza.
Em assembleias realizadas nesta sexta-feira (29), as categorias rejeitaram a proposta das empresas aéreas, que previa pagamentos parcelados por faixas salariais e não retroativos à data-base, de 1º de dezembro, de acordo com a Fentac.
A entidade disse, em nota, que a última proposta das empresas previa duas possibilidades de reajuste para todos os aeronautas e para os aeroviários que ganham entre R$ 1,5 mil e R$ 10 mil: 5,5% em junho de 2016 e 5,5% em setembro; ou 3% em fevereiro e 8% em setembro. Já para aqueles que ganham até R$ 1,5 mil, a proposta era parcelar o reajuste em 5,5% em fevereiro e 5,5% em junho.
Os trabalhadores reivindicam reajuste de 11% nos salários e benefícios, retroativo à data-base, para a recomposição das perdas inflacionárias. “A greve é o último recurso que temos para expressar às empresas que elas precisam valorizar e reconhecer o trabalho dos profissionais da aviação que são responsáveis pela segurança nos voos e pelo ótimo desempenho do setor”, disse o presidente da Fentac, Sergio Dias.
O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) destacou, em nota, que foram feitas seis propostas desde outubro do ano passado, que “buscavam atender às condições pedidas pelas entidades sindicais, mesmo em momento de retração econômica, queda significativa da demanda no transporte aéreo doméstico e forte aumento de custos de operação”. A entidade informou que estão sendo adotadas medidas de contingência para minimizar o impacto das paralisações na operação aérea.
A primeira tentativa de negociação, segundo o sindicato empresarial, contemplava a garantia de emprego para os trabalhadores da aviação. Na última proposta, foi oferecido reajuste salarial que recompõe o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de forma parcelada. A proposta também previa reajuste de 11% retroativo à data-base nos benefícios como vale-alimentação, vale-refeição, seguro de vida e diárias nacionais.
Por Ansa | 30/01/2016 12:37 - Atualizada às 30/01/2016 12:47
Protestos são contra projeto que tramita na Itália e quer ampliar direitos dos homossexuais e legalizar a união estável
Milhares de pessoas estão protestando em Roma neste sábado (30) em prol do que chamam de "família tradicional" e pedindo que a lei da união civil de homossexuais não seja aprovada no Parlamento.
Os organizadores do "Family Day" (Dia da Família) informaram que 1,5 mil ônibus de todas as regiões italianas estão se dirigindo para áreas próximas ao Circo Máximo e que mais de um milhão de pessoas estarão presentes na manifestação. O protesto é organizado pelo grupo "Defendemos nossos filhos" e algumas organizações católicas, mas sem o apoio oficial do Vaticano.
"Hoje, muitíssimos italianos estarão em Roma para lembrar àqueles que os governam e que nos representam que a Constituição ainda está à espera da implementação da lei de que a família é fundada sobre o matrimônio, 'associação natural' entre uma mulher-mãe e um homem-pai, abertos à vida, e também premissa essencial e promessa de futuro para uma ampla comunidade civil", escreveram os organizadores do "Family Day" em sua página no Facebook.
O projeto em tramitação no Parlamento da Itália, de autoria da senadora Monica Cirinnà, do centro-esquerdista Partido Democrático (PD), prevê a possibilidade de que homossexuais registrem os filhos de seus parceiros, mas apenas na ausência do outro pai biológico. No entanto, casais de gays ou lésbicas continuariam proibidos de adotar crianças.
Além disso, a nova lei inclui uma equiparação de fato entre matrimônio e união civil, mas apenas esta última seria acessível aos homossexuais. Até o momento, cerca de seis mil emendas ao projeto já foram apresentadas, sendo aproximadamente cinco mil do partido de extrema-direita Liga Norte. Tal tática é usada pela oposição para obstruir medidas defendidas pelo governo no Congresso. A Itália é um dos poucos países europeus que não permite a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Enquanto a Quarta-Feira de Cinzas não restaura o ritmo à vida nacional, grupos a favor e contra o impeachment, que defendem a presidente Dilma Rousseff (PT) ou a Lava Jato, aproveitam o Carnaval para botar o bloco da política na rua e cativar foliões para seu desfile.
Em São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais, convocações em redes sociais avisam da motivação dos blocos: "Fora, Dilma", em Belo Horizonte, "Pimenta no Cunha dos outros é refresco", em Brasília.
Na capital paulista, o bloco "Unidos pela Lava Jato" desfila no pré-Carnaval deste sábado (30) e, no Rio, um grupo sairá vestido com as camisetas do "Unidos" para divulgar a causa durante outros desfiles do Carnaval de rua.
Entre os que defendem a saída da presidente Dilma do cargo, uma das principais motivações é divulgar durante a festa as manifestações a favor do impeachment previstas para o dia 13 de março em todo o país.
"A questão é que durante o Carnaval só se fala sobre o Carnaval. Então, estamos utilizando esse momento para começar a mobilizar a sociedade para ver novamente a pauta do impeachment, contra a corrupção e a favor da Lava Jato durante esse ano", afirma o porta-voz do movimento Vem Pra Rua Sampa, Julio Lins, 18 anos.
Logo após o Carnaval, o mundo político volta a balançar entre o processo de impeachment aberto contra Dilma, o pedido de cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e uma possível análise do afastamento dele do cargo pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
As alas do bloco paulistano dão o tom do desfile: Heróis da Pátria, Presidiários, Dilma Pinóquio, Fora Corruptos e STF. Um carro de som e uma bateria executarão marchinhas temáticas, como a recentemente popularizada do "japonês da Federal", uma alusão ao agente da PF Newton Ishii, que costuma aparecer na TV conduzindo as importantes figuras presas pela Operação Lava Jato.
Em Brasília, um grupo de amigos que se conheceu durante as manifestações pelo impeachment do último ano decidiu levar a proposta ao Carnaval de rua da capital federal. Inspirados na coreografia "Fora, Dilma", que correu as redes sociais após ser apresentada em Fortaleza, a turma da cidade satélite de Águas Claras vem ensaiando para repetir o feito.
As apresentações serão este sábado (30), em Águas Claras, e no sábado de Carnaval (6 de fevereiro), na Esplanada dos Ministérios. Além da coreografia, um mini trio-elétrico tocará toda sorte de marchinhas inspiradas em críticas ao PT e à corrupção. Uma delas diz: "Dilmãe (sic) eu quero mamar / Dá uma teta pro petista roubar".
A resposta à crítica vem da mesma capital federal, em igual animação. O bloco "Pimenta no Cunha dos outros é refresco", além de usar o humor contra o principal antagonista da petista, tem um refrão que exclama: "Impeachment, meuzovo (sic)".
Com desfile em Brasília este domingo (31) e na segunda-feira de Carnaval (8 de fevereiro), o bloco canta músicas sobre as supostas contas de Cunha na Suíça e se diz uma agremiação "anticoxinha", segundo entrevista dos organizadores ao site "Congresso em Foco".
Além dos blocos, é esperado nas ruas um grande número de máscaras carnavalescas de personagens como o agente Newton Ishii e o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba. Em Olinda (PE), o "japa da Federal" foi homenageado com um dos tradicionais bonecos do Carnaval pernambucano.
Julio Cesar Guimarães/UOL
Máscaras de Carnaval de Delcídio do Amaral, Eduardo Cunha e Newton Ishii
Os organizadores dos blocos dizem que, apesar da gravidade dos temas, é possível casar política e Carnaval.
"Não é que as questões mais sérias se tornaram carnavalescas. Mas, sim, que o Carnaval pode se transformar num momento oportuno para trazer questões mais serias", afirma Lins, de São Paulo.
"É Carnaval, mas só com música pedindo impeachment. É bem protesto mesmo, bem manifestação", diz um dos organizadores do bloco pró-impeachment de Brasília, o militar da reserva Winston Rodrigues Lima, 54. "É diferente, mas a grande maioria das pessoas que querem o impeachment está gostando muito", ele afirma.
Sexta, 29 Janeiro 2016 15:41 Fonte/Autor por: Talita Matias
Participe do hackathon promovido pela IMA e Prefeitura Municipal de Campinas, em parceria com a Sensedia. Serão 48 desenvolvedores reunidos para construir aplicativos e soluções a partir de dados da gestão municipal
Campinas recebe nos dias 5 e 6 de março um Hackathon – maratona de programação – com o objetivo de criar projetos de softwares e soluções tecnológicas para a Administração Pública e os cidadãos. O evento será promovido pela IMA - Informática Munícipios Associados, Prefeitura Municipal de Campinas e pela Sensedia, empresa especialista em APIs. Quem curte programação e quiser participar da maratona poderá usar a base de dados relacionados à Prefeitura de Campinas para criar aplicativos e soluções tecnológicas úteis para a população.
“A IMA cuida de toda a infraestrutura digital de Campinas, incluindo os sistemas de gestão urbana, financeiro, saúde e atendimento como o 156”, explica Fábio Pagani, presidente da organização. Segundo ele, a expectativa é que o hackathon traga boas ideias que possam ser implementadas posteriormente. “O evento faz parte das iniciativas de estímulo à inovação e empreendedorismo em Campinas”, conta.
O evento tem início no dia 5, às 8h00, na sede do IMA, à Rua Bernardo de Sousa Campos, 42 - Praça Dom Barreto - Ponte Preta. Serão 48 pessoas selecionadas, a serem divididas em 12 equipes, e cada time será composto por três desenvolvedores e um designer. “Os participantes terão apoio do time técnico e de pessoas da área de negócios que poderão falar mais sobre a origem e o uso desses dados”, conta Kleber Bacili, CEO da Sensedia.
Como participar
Se você gosta de programar e quer participar da maratona de programação da IMA, acesse o site http://www.ima.sp.gov.br/hackathon e faça sua pré-inscrição. Os critérios de seleção incluirão conhecimento de diferentes tecnologias e histórico profissional. Você poderá, também, colocar links para seu portfolio, apps e outros trabalhos realizados.
“A maratona de programação resultará em produtos que colaborem para a reinvenção do governo, proporcionem maior visibilidade e transparência dos dados públicos, bem como benefícios aos cidadãos”, afirma Fábio Luiz, coordenador de sistemas na IMA. Serão 24 horas de programação, já que o evento se encerra somente no dia 6, a partir das 9 horas, com a demonstração dos apps. Uma banca composta por cinco pessoas irá selecionar e premiar os criadores dos melhores apps.
A iniciativa de realizar o hackathon partiu tanto da IMA quanto da Secretaria Municipal de Gestão e Controle da Prefeitura Municipal de Campinas (PMC). De acordo com Thiago Sampaio Milani, diretor de controle preventivo e Igor Nogueira de Camargo, coordenador de prevenção e orientação da Secretaria, as expectativas da Prefeitura são muito positivas em relação ao evento, uma vez que será uma oportunidade para tratar de dados abertos governamentais contando com a sociedade na construção de apps inteligentes e soluções. “O hackathon será um grande aliado da lei de acesso à informação e é muito importante envolver a população neste evento”, afirma Milani.
Enquanto a IMA está atuando para disponibilizar os dados técnicos da Prefeitura de Campinas, a Sensedia constrói as APIs e oferece sua plataforma, API Suite, para gerenciamento das mesmas.“Os participantes poderão utilizar informações municipais relevantes para o desenvolvimento dos apps. Os dados serão disponibilizados antes do início do evento, acompanhados de documentações que os contextualizem e detalhem”, ressalta Fábio Luiz.
Segundo Fábio Rosato, gerente de consultoria da Sensedia e responsável pelo projeto, o foco do hackathon é a criação de uma rede colaborativa de usuários que poderão contribuir para uma cidade mais inteligente. “Campinas tem um ambiente propício à inovação e tem tudo para ser posicionada como uma cidade digital. E quanto mais usuários estiverem conectados, melhor será a eficiência da rede”, conta Fábio Rosato. Assim como no hackathon da ONG Transparência Brasil, realizado pela Sensedia em 2014, um dos objetivos deste projeto é incentivar a inovação aberta, trazendo soluções mais criativas para a população a partir de dados da Prefeitura Municipal.
Sobre a IMA
Fundada em 1976, a Informática de Municípios Associados S/A (IMA) é uma empresa de economia mista que tem como principal acionista a Prefeitura Municipal de Campinas (PMC). A IMA presta serviços nas áreas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e é responsável pelo desenvolvimento, manutenção e evolução de todos os sistemas que atendem à PMC. Além disso, possui um moderno datacenter e estrutura de telecomunicações que oferecem suporte a todo o ambiente, com altos índices de segurança e disponibilidade.
Os principais clientes da IMA são prefeituras, entretanto várias de suas soluções atendem aos demais níveis da administração pública direta e indireta.
Sobre a Sensedia
Considerada a maior referência em API (Application Programming Interface) e SOA (arquitetura orientada a serviços) no Brasil, a Sensedia tem sede em Campinas (SP), e escritórios em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Filadélfia (EUA). Alguns dos clientes são: Abril, Bradesco, Bradesco Seguros, Catho, Cielo, Rede, Cnova, Estácio, GVT, Ipiranga, Itaú, Novartis, Porto Seguro, Sem Parar, Serasa Experian, Tecban, TIM, Vale e Vivo.
Mulher com bolsa: o segmento de acessórios pessoais e calçados foi o que mais cresceu no ano
São Paulo - As franquias faturaram mais de 139 bilhões de reais em 2015, um valor 8,3% maior em relação ao do ano anterior. A informação é da Associação Brasileira de Franchising (ABF), que divulgou hoje o balanço consolidado do setor em 2015. De 2013 para 2014, o crescimento havia sido de 7,7%, a menor alta porcentual em 10 anos.
Essa alta no faturamento é nominal, ou seja, desconsidera o efeito da inflação. A ABF diz que não a considera no cálculo porque diferentes segmentos sentem os efeitos inflacionários de forma diferente (e também optam por repassá-los ou não ao consumidor final).
Hoje, 3.073 franqueadoras operam no país - um número 4,5% maior do que o visto no resultado de 2014. Considerando-se lojas abertas e lojas fechadas, o saldo foi de 12.702 unidades franqueadas a mais: ao todo, são mais de 138 mil negócios do tipo. Por meio dessas lojas, 90 mil empregos foram gerados em 2015, diz a ABF.
Acelerados
De acordo com a pesquisa, o setor de acessórios pessoais e calçados foi o que mais cresceu em comparação anual, com 12%. O setor foi beneficiado por fatores como profissionalismo na entrega dos produtos e serviços, pela variação cambial e pelo ticket médio baseado em qualidade, design e preço.
Veja, a seguir, os cinco setores que mais cresceram em 2015:
SetorCrescimento
Acessórios pessoais e calçados 12%
Negócios, Serviços e Outros Varejos 10%
Hotelaria e Turismo 9%
Alimentação 8,90%
Serviços Automotivos 8,80%
Já falando sobre marcas, a classificação de marcas por número de unidades ficou assim (da primeira para a décima posição): O Boticário; Subway; Cacau Show; Colchões Ortobom; AM PM Mini Market; McDonald's; Jet Oil; Kumon; BR Mania; e Wizard Idiomas.
Novos terrenos
As marcas ainda estão muito concentradas no Sudeste, com 71,4% do total de redes - só São Paulo tem 53,3% desse mesmo total.
Porém, o crescimento mais acentuado do setor se deu nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. "Muitas franqueadoras dessas regiões buscam se profissionalizar, com o objetivo de se expandir pelo resto do país. Isso ajuda a diversificar os modelos de negócio", afirmou Cláudio Tieghi, diretor de inteligência de mercado da ABF.
Hoje, 40% dos municípios possuem franquias. Em 2014, eram 37%. Para Tieghi, isso evidencia uma interiorização e uma estratégia oposta ao êxodo rural. Ou seja, um desejo do empreendedor em continuar morando e trabalhando em cidades menores, chegando até a cidades com menos de 50 mil habitantes.
Projeções
Para 2016, a ABF projeta um crescimento de 6 a 8% no faturamento, em comparação com 2015. Também espera um aumento de 8 a 10% no número de unidades; e de 4 a 6% no número de marcas franqueadoras.
"Estamos com projeções conservadoras, até pelo resultado do Produto Interno Bruto, mas ainda esperamos um crescimento parecido ao de 2015", explica Tieghi. O governo ainda não divulgou o PIB de 2015, mas a associação estima uma retração de 3% nesse valor.
A Apple pode levar o carregamento sem fio para iPhones e iPads já em 2017. A fabricante estaria desenvolvendo uma nova tecnologia capaz de alimentar a bateria do celular a uma distância maior do que a de outros carregadores wireless. O rumor foi publicado pela revista americana Bloomberg, na sexta-feira (29).
Segundo a publicação, o novo carregador da companhia seria produzido em uma parceria entre Estados Unidos e países da Ásia. A novidade, apesar de animadora, não deve chegar para o iPhone 7 e o iPhone 7 Plus, smartphones com lançamento previsto para setembro de 2016.
Sucessores do iPhone 6 podem vir com carregador sem fio (Foto: Luana Marfim/TechTudo)
A implementação do projeto, no entanto, passa por obstáculos tecnológicos. A eficiência de transferência de energia diminui à medida que a distância entre transmissor e receptor cresce. Isso significa que a bateria demora mais tempo para carregar, o que pode gerar frustração entre os consumidores.
O método em estudo pela Apple não foi informado, mas a fabricante já registrou vários pedidos de patente sobre carregamento sem fio. Um dos conceitos mais comentados é o que usa um computador Mac como hub para carregar telefones a uma distância de 1 metro. O procedimento teria base na técnica conhecida como ressonância magnética em campo próximo.
Smarphones top de linha rivais, como Galaxy S6, suportam carregamento sem fio (Foto: Divulgação/Samsung)
O novo recurso pode impulsionar as vendas dos próximos iPhones e iPads, que representam mais de três quartos da receita da Apple. O mercado de celulares tops de linha já conta com carregamento sem fio, graças a empresas como Samsung, Sony e Google, no entanto, ainda exigem que o smartphone esteja sobre uma base magnética.
A chegada de um carregador wireless mais potente seria um grande ponto de inovação para a Apple. Vale lembrar que, por enquanto, não há confirmação da fabricante sobre o assunto.
Eletrobras: o grupo registrou o mesmo desempenho visto em 2014, com execução de 67,5% (aproximados R$ 6 bilhões) do total de R$ 8,9 bilhões no ano passado Luci Ribeiro, doEstadão Conteúdo
Brasília - As estatais federais executaram 78,7% dos recursos para investimentos em 2015. Com isso, as empresas do governo deixaram de aplicar cerca de R$ 22 bilhões em obras e projetos no país ano passado.
A informação consta de relatório do Ministério do Planejamento publicado no Diário Oficial da União (DOU).
Segundo o documento, depois de um corte de R$ 3,8 bilhões no decorrer do ano, a dotação final de 2015 para esses dispêndios somou cerca de R$ 102 bilhões, dos quais R$ 80 bilhões foram executados.
O nível de investimentos das estatais vem caindo nos últimos anos. Em 2013, essas empresas executaram 92,1% de um volume total de R$ 123 bilhões, deixando de aplicar R$ 10 bilhões. Já em 2014, 86% do orçamento de R$ 111 bilhões foi executado, ficando parados cerca de R$ 15,4 bilhões.
O relatório do Planejamento referente a 2015 divulga o desempenho de 71 estatais, 65 do setor produtivo e seis do setor financeiro. A Petrobras aplicou 81,9% (R$ 51,8 bilhões) de seu orçamento de R$ 63,3 bilhões.
A execução em 2015 da petrolífera, porém, foi menor do que a apresentada no ano anterior, quando a empresa desembolsou 90,8% (R$ 65,5 bilhões) de um total de R$ 72 bilhões.
O Grupo Eletrobras apresentou em 2015 praticamente o mesmo desempenho visto em 2014, com execução de 67,5% (aproximados R$ 6 bilhões) do total de R$ 8,9 bilhões no ano passado. A Infraero executou no ano passado 89,7% do orçamento de R$ 1,1 bilhão para investimentos.
No setor financeiro, Caixa aplicou 66,8% (R$ 1,3 bilhão) do total de R$ 2 bilhões; o Banco do Brasil investiu 50,8% (R$ 1,5 bilhão) do valor global de R$ 2,9 bilhões; e oBanco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) executou 48,7% de seu orçamento de R$ 89,3 milhões para o ano, um gasto de R$ 43,5 milhões. Os três bancos públicos apresentaram redução nos montantes executados em 2015 em relação a 2014.
O documento ainda revela que a maior parte dos investimentos das estatais em 2015 foi destinada à Região Sudeste (22,1%), seguida de Nordeste (7%), Norte (1,9%) e Sul e Centro-Oeste (0,8% cada). Outros investimentos foram feitos na regiões caracterizadas como 'nacional' (56,1%) e 'exterior' (11,2%).
O Governo alemão destacou hoje a estabilidade económica e política, sublinhando o crescimento do seu produto interno bruto (PIB), e minimizou eventuais divergências na coligação liderada por Angela Merkel sobre a questão dos refugiados.
"Não há lutas no Governo. O nosso crescimento económico e o nosso mercado de trabalho são a inveja de muitos parceiros europeus. Somos um modelo de estabilidade económica e política", afirmou o ministro da Economia, o vice-chanceler e líder social-democrata, Sigmar Gabriel, ao apresentar o seu relatório económico para este ano.
O Governo alemão prevê um crescimento de 1,7% do PIB este ano, ao mesmo nível que em 2015, e só ligeiramente abaixo dos 1,8% previstos pelo Executivo nas estimativas anteriores.
Mantem-se, assim, em linha com a robustez registada em 2014, com um crescimento de 1,6%, que foi um sinal claro da recuperação da principal economia da União Europeia, depois de uma progressão de 0,3% em 2013.
Estima-se que a Alemanha irá alcançar, pelo segundo ano consecutivo, o objetivo de défice zero no Orçamento do Estado e que a dívida pública se situará abaixo dos 70% do produto interno bruto.
O Governo alemão considera que a situação do mercado laboral continuará a ser igualmente sólida e que a taxa de desemprego ficará em torno de 6,4%, das mais baixas da União Europeia.
"Somos cautelosos com as estimativas de crescimento porque, apesar do bom funcionamento do consumo interno, público e privado, a nossa economia depende de fatores externos como a exportação", admitiu Gabriel
O ministro da Economia alemão qualificou de "mediano" o crescimento de 1,7% estimado para este ano e advertiu que, para a Alemanha manter a sua solidez atual, há que reforçar o investimento, público e privado, nos próximos anos.
Para o atual exercício, a Alemanha prevê um aumento da procura interna em 2,3% (em 2015 foi de 1,6%), enquanto as exportações deverão crescer 3,2%, contra 5,4% um ano antes.
"Não há que temer pelo futuro da nossa indústria, nem do nosso motor exportador. Mas está claro que há que investir para manter a nossa competitividade em termos globais", acrescentou.
Sigmar Gabriel rejeitou fazer estimativas sobre o impacto económico que terá o acolhimento de refugiados - a Alemanha recebeu no ano passado 1,1 milhões de pedidos de asilo - sobre o seu mercado de trabalho ou sobre a evolução do PIB.
"É difícil fazer cálculos sobre isso, já que depende de muitos fatores", afirmou.
Nos próximos meses não se espera "um grande impacto" da chegada de refugiados ao mercado laboral, acrescentou o ministro, que considerou importante manter a calma frente ao grande desafio político e logístico que é acolher os refugiados, tanto na escola alemã como europeia.
"Não é preciso cair em histerias", alertou, para destacar como exemplo de resposta equilibrada o projeto de lei aprovado hoje mesmo pelo Conselho de Ministros para agilizar a expulsão de deliquentes estrangeiros.
A medida foi adotada em "tempo recorde", no meio do alarme causado pelos abusos sexuais a mulheres e vários roubos em Colónia e depois de se comprovar que os alegados atacantes tinham pedido asilo.
A confiança empresarial na Alemanha baixou para 107,3 pontos o nível mais baixo, dos últimos 12 meses, no início 2016. Em dezembro, o índice fixou-se nos 108,6 pontos.
De acordo com o Instituto de Investigação Económica germânico, a queda deve-se à degradação das expectativas das exportadoras, especialmente em setores como o da engenharia mecânica ou o automobilístico.
A utilização de capacidades no setor manufatureiro subiu 0,6 pontos percentuais para 85,1 pontos.
A confiança empresarial aumentou no setor das vendas por grosso e a retalho, devido à melhoria da avaliação da situação atual e caiu no setor da construção.
A Lenovo acaba de lançar mais um notebook no Brasil, o Yoga 900. Assim como os demais modelos da linha, o híbrido possui uma dobradiça especial que permite usar o computador de quatro modos: laptop, apresentação, tenda e tablet.
O modelo high-end traz tela IPS de 13,3 polegadas com resolução QHD e é equipado com a 6ª geração do processador Core i7. No varejo nacional, o Yoga 900está disponível com Windows 10 na cor champagne gold e custa R$ 11.099,00.
Yoga 900, da Lenovo, chega ao Brasil por R$ 11 mil (Foto Divulgação/Lenovo)
Externamente, o design ultrafino do laptop chama atenção. Com 14,9 mm de espessura, o aparelho pesa apenas 1,29 kg. As dobradiças na cor prata contrastam com o corpo dourado, dando um ar elegante ao notebook conversível. O display de 3.200 x 1.800 pixels emite cores fiéis e vivas.
Detalhe da dobradiça do híbrido Yoga 900 (Foto Divulgação/Lenovo)
Além do processador i7, a parte interna conta com SSD de 256 GB e 8 GB de RAM, que prometem rodar com fluidez o Windows 10. A bateria de 4 células de 66Wh, segundo a fabricante, dura até nove horas executando vídeos.
Outros pontos altos do Yoga 900 são o sistema de áudio, que traz alto-falantes JBL com certificação Dolby, e o térmico, que resfria melhor os componentes internos e entregam uma máquina mais silenciosa.
As especificações também incluem conectividades Wi-Fi e Bluetooth 4.0, câmera de 720p e teclado retroiluminado. Há duas entradas USB 3.0, uma USB-C com saída de vídeo, uma DC-in com função USB 2.0 e leitor de cartões de memória.
Você sabia que o Go tem sido considerado um dos jogos mais difíceis de se automatizarcom inteligência artificial? Embora o xadrez seja famoso por sua complexidade e por partidas épicas antagonizando homem x máquinas, é o jogo chinês Go que se destaca como o mais complicado para ensinar computadores a jogarem bem o suficiente para vencer humanos.
Agora, parece que a Google mostrou avanços. Um sistema de rede neural construído pela companhia derrotou o campeão europeu de Go, vencendo cinco partidas entre as cinco disputadas, e atravessando um novo limiar para a inteligência de máquina. Em um post da Google e um artigo publicado hoje na Nature, os pesquisadores do DeepMind revelaram como o sistema foi construído e como ele foi capaz de ter sucesso onde décadas de sistemas anteriores de Go falharam.
O novo programa da Google trabalha através a mesma tática que permitiu que programas como o Deep Blue pudessem derrotar jogadores humanos no xadrez. Conhecido como "tree search", a tática consiste em uma simples busca de resultados possíveis de um determinado movimento. Mas onde um programa de xadrez classifica através de dezenas de movimentos para cada possível posição no tabuleiro, um programa de Go deve considerar centenas de possíveis movimentos, uma tarefa computacional que cresce exponencialmente com cada novo passo na árvore de decisão.
Os pesquisadores da Google resolveram esse problema, incorporando a tecnologia de rede neural, construindo "value networks" para avaliar as posições no tabuleiro e "policy networks" para avaliar os movimentos individuais. Isso permite que o programa possa priorizar possibilidades específicas, reduzindo a necessidade de explorar todos os ramos da árvore de possibilidades.
Mas ainda que a tecnologia seja bastante impressionante, ainda falta muito para ser testada. O novo sistema é uma melhoria clara sobre programas de Go anteriores, vencendo 99,8% dos programas testados, mas seu registro contra adversários humanos ainda é pequeno. O único adversário humano até agora foi o campeão Europeu de Go, e os dois só se enfrentaram em cinco jogos. É um recorde impressionante, mas ainda é pouco e mais jogos estão por vir.
A novidade fez com que o novo sistema DeepMind se tornasse particularmente interessante para pesquisadores de inteligência artificial. O Facebook está trabalhando em um sistema similar de Go elogiado por Mark Zuckerberg em um post no Facebook, apenas alguns dias antes do anúncio da Google.
A Oracle publicou um comunicado na quarta-feira, 27, que anuncia o fim do plugin do Java.
A Oracle publicou um comunicado que anuncia o fim do plugin do Java.
Foto: H.C Huang/Shutterstock.
Segundo a empresa, não há sentido em manter o recurso ativo pois diversos navegadores já divulgaram que encerrarão a possibilidade de instalação de plugins em suas ferramentas, enquanto outros já acabaram com esse cenário.
O Google, por exemplo, removeu a tecnologia necessária o plugin do Java em setembro. Já a Microsoft acabou com o suporte para o recurso com o lançamento do navegador Edge. A Mozilla anunciou planos para remover o suporte a plugins como o Silverlight e Java no Firefox até o final do ano.
As empresas que ainda dependem do plugin do Java poderão usá-lo ainda em navegadores compatíveis a curto prazo. A Oracle afirma que desenvolvedores de aplicativos devem considerar opções alternativas, como a migração para a tecnologia Java Web Start, livre do plugin.
Enquanto o plugin começou nos anos 90 como uma maneira inocente de trazer características de apps para os navegadores, nos últimos anos ele tem sido uma dor de cabeça para usuários e administradores de TI por suas falhas de segurança e problemas de malware, afirma o The Verge.
A Kaspersky chegou a publicar uma pesquisa em 2012 afirmando que o plugin do Java foi responsável por metade de todos os ataques cibernéticos que ocorreram naquele ano.
Ao todo, 305 pessoas foram demitidas; plano da instituição é reduzir despesas em 25%
28/01/2016 às 18:55 - Atualizado em 28/01/2016 às 18:56
André Esteves, ex-controlador do BTG
(Denis Balibouse/Reuters)
O Banco BTG Pactual anunciou nesta quinta-feira a demissão de 305 funcionários, número que corresponde a 18,5% do total de 1.653 que a instituição tem no Brasil. A medida integra um programa de redução de sua estrutura de custos. O plano é reduzir o total de custos em 25%.
Segundo o comunicado distribuído pela instituição, nenhuma linha de negócios do banco foi ou será desativada. O BTG tenta se reorganizar após o abalo sofrido com a prisão de André Esteves, em novembro de 2015. Na ocasião, Esteves era o controlador e principal executivo do banco.
Depois que Esteves renunciou ao comando do banco, dias após sua prisão, o BTG passou a ser comandado por Persio Arida, sócio-fundador da instituição. O banco encerrou 2015 com lucro líquido de 4,61 bilhões de reais, montante 35,3% maior que o do ano anterior.
A variação acumulada em 2015 do Índice de Preços ao Produtor (IPP) atingiu 8,84%. Entre as atividades que, no acumulado do primeiro ao último mês ano, obtiveram as maiores variações percentuais na perspectiva deste indicador, sobressaíram: outros equipamentos de transporte (33,62%), fumo (32,02%), papel e celulose (21,21%) e alimentos (14,28%).
Os setores que exerceram as maiores influências sobre a oscilação do Índice de Preços ao Produtor no ano foram: alimentos (2,72 pontos porcentuais), outros produtos químicos (1,24 ponto porcentual), papel e celulose (0,72 ponto porcentual) e outros equipamentos de transporte (0,71 ponto porcentual).
A seguir, são analisados detalhadamente esses cinco setores que exerceram grande influência percentual no índice acumulativo do ano:
Outros equipamentos de transporte
No ano, os preços do setor de Outros equipamentos de transporte apresentam variação acumulada de 33,62%, maior taxa das indústrias extrativas e de transformação, exercendo a quarta maior influência no índice geral em 2015. Já na variação mensal de dezembro de 2015 os preços do setor apresentaram variação de 1,90%.
Fumo
Com o resultado positivo do mês de dezembro (1,93%), a variação acumulada dos preços do setor Fumo em 2015 atingiu 32,02%, segunda maior taxa registrada nas indústrias extrativas e de transformação. Vale dizer que a taxa observada em 2015 é a maior da série, mas, por outro lado, o resultado de dezembro (na comparação mês contra mesmo mês do ano anterior) é menor do que outros quatro resultados observados ao longo do ano (setembro, 44,67%, outubro, 38,93%, agosto, 35,90% e novembro, 32,18%).
Papel e Celulose
Em Dezembro de 2015, o setor Papel e Celulose teve uma variação média de preços ao produtor da ordem de -1,93%, após um mês de novembro sem mudança quando comparado a outubro. Essa foi a maior queda de preços do setor em 2015 (a outra foi de -1,06%, em abril), e pode ser atribuída à menor demanda interna e a reajustes competitivos de preços. Apesar da queda, o setor acumulou um aumento de preços em 2015 de 21,21%.
Alimentos
A variação de preços do setor de Alimentos, ao longo de 2015, foi de 14,28%, a terceira maior da série (21,24%, em 2010, e 14,86%, em 2012) e segue, por sua vez, a menor, a de 2014 (0,96%). O resultado de dezembro contra novembro foi de 0,73%, superior a do mês anterior (0,36%) e, em termos de influência, foi destaque em todos os indicadores calculados.
Outros produtos químicos
A indústria química registrou no mês de dezembro variação negativa de 2,68% (segunda vez seguida); quebrando uma série de variações positivas de preços de cinco meses seguidos, o que gerou um acumulado no ano de 11,96%; maior variação desde dezembro de 2010 (15,76%). O cenário da indústria química dos produtos petroquímicos básicos e intermediários para plastificantes, resinas e fibras é ligado aos valores internacionais, aos custos associados à energia elétrica, à compra de matérias-primas importadas, à cotação do dólar (desvalorização do real frente à moeda americana de 46,7% em 12 meses) e aos preços da nafta — cujo movimento explica em parte a redução dos preços dos produtos químicos no último mês e a variação positiva do ano. Um ponto a ser destacado é que os quatro produtos com maiores variações de preços no mês contra mês anterior tiveram resultados negativos, são eles: ―borracha de estireno-butadieno, ―etileno (eteno) não-saturado, ―fosfatos de monoamônio ou diamônio e ―tintas de impressão. Apenas ―etileno (eteno) não-saturado está entre os quatro produtos com maior peso da atividade, motivo pelo qual também é um dos produtos relacionados entre os quatro de maior influência no mês.
Entenda o Índice de Preços ao Produtor (IPP)
Produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Produtor (IPP) tem como principal objetivo medir a variação média dos preços de venda recebidos pelos produtores domésticos de bens e serviços, sinalizando as tendências inflacionárias de curto prazo no Brasil.
O IPP mensura a evolução dos preços de produtos de vinte e três setores da indústria de transformação. Cerca de mil e quatrocentas empresas são visitadas pelo IBGE para a pesquisa.
Os preços coletados ainda não apresentam a incorporação de impostos tarifas e fretes, sendo definidos apenas pelas práticas comerciais usuais. O instituto coleta, aproximadamente, cinco mil preços por mês.
Em discurso durante reunião do 'Conselhão', a presidente pediu "encarecidamente que reflitam sobre a excepcionalidade do momento" para apoiar a volta do imposto, segundo ela, "a melhor solução disponível" para o equilíbrio das contas; Dilma também pediu apoio à reforma da Previdência; "Qualquer mudança deve respeitar os direitos adquiridos", reforçou; por diversos momentos afirmou estar, junto com seus ministros, "absolutamente disponível ao diálogo"; a presidente falou ainda na expansão do crédito para o custeio da safra, infraestrutura e pequenas empresas e em se construir "uma ponte entre a necessária urgência do curto prazo e a estabilidade do médio prazo"; há um consenso entre ela e os membros do Conselho, disse Dilma: "Nós todos queremos o melhor para o nosso País"
28 DE JANEIRO DE 2016 ÀS 18:08
247 – A presidente Dilma Rousseff pediu "encarecidamente" nesta quinta-feira 28, durante sua fala na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado 'Conselhão', para que "reflitam sobre a excepcionalidade do momento" e apoiem a volta da CPMF, segundo ela, "a melhor solução disponível" para o equilíbrio das contas neste momento.
Dilma também pediu apoio à reforma da Previdência. "Precisamos, neste momento, pensar mais em nossos filhos e netos que em nós mesmos. A previdência social precisa ser sustentável para um horizonte que vai muito além do meu governo", disse. "Qualquer mudança deve respeitar os direitos adquiridos", reforçou também a presidente.
Por diversos momentos ela afirmou estar, junto com seus ministros, "absolutamente disponível ao diálogo". "Este Conselho sempre foi um espaço privilegiado de diálogo", declarou. Em outro momento, afirmou que "um País só se constrói com o diálogo paciente e tolerante" e ainda que "não há tema interditado ao diálogo e à construção de convergências".
A presidente falou ainda nas medidas apresentadas para a recuperação da economia e explicou que elas "são resultado de diagnósticos que fizemos". Dilma falou na expansão do crédito para o custeio da safra, para a infraestrutura e para pequenas empresas e defendeu a construção de "uma ponte entre a necessária urgência do curto prazo e a estabilidade do médio prazo".
Ao concluir, constatou que "há um consenso" entre ela e os membros do Conselho. "Nós todos queremos o melhor para o nosso País. Isso já é um bom começo". Abaixo, reportagem da Reuters sobre o discurso:
No Conselhão, Dilma diz que CPMF é melhor solução para ajuste nas contas
BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o Conselhão, que a recriação da CPMF é a melhor solução para o ajuste das contas públicas.
Diante de ministros, representantes dos trabalhadores, de empresários e da sociedade civil, a presidente defendeu também a renovação da Desvinculação das Receitas da União (DRU) e a tributação dos Juros sobre Capital Próprio e dos ganhos de capital.
"Muitos aqui podem ter dúvidas e até mesmo se oporem a essas medidas, em especial à CPMF", disse Dilma em discurso diante dos integrantes do Conselhão.
"Mas eu peço, no entanto, e peço encarecidamente, que reflitam sobre a excepcionalidade do momento, que torna a CPMF a melhor solução disponível", acrescentou.
A volta do tributo já foi alvo de críticas por parte de representantes do empresariado, e a medida deve enfrentar dificuldades para ser aprovada no Congresso Nacional.
Na reunião do Conselhão, que conta com representantes de centrais sindicais, contrários a mudanças na Previdência, a presidente também defendeu alterações no sistema previdenciário brasileiro para que seja sustentável no longo prazo.
"Não somos mais o país de jovens que podia se permitir adiar indefinidamente a solução de seus desequilíbrios previdenciários", disse a presidente.
"Qualquer mudança deve respeitar direitos adquiridos, levar em consideração expectativas de direitos, e, portanto, estabelecer período de transição", garantiu.
(Reportagem de Lisandra Paraguassu, Marcela Ayres, Leonardo Goy e Maria Carolina Marcello)
A confiança do empresário do setor de serviços cresceu em 11 dos 13 segmentos pesquisados, segudo a FGV
Por Redação, com ABr – de Brasília:
O Índice de Confiança de Serviços (ICS), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 2,8 pontos na passagem de dezembro para janeiro, atingindo 70,4 pontos. Essa é a segunda alta consecutiva do indicador. De acordo com a FGV, a confiança do empresário do setor de serviços cresceu em 11 dos 13 segmentos pesquisados.
A alta de 2,8 pontos foi provocada principalmente por uma confiança maior dos empresários no momento presente.
A alta de 2,8 pontos foi provocada principalmente por uma confiança maior dos empresários no momento presente, medido pelo Índice da Situação Atual, que cresceu 4,3 pontos. O otimismo dos empresários em relação aos próximos meses, medido pelo Índice de Expectativas, cresceu 1,2 ponto.
De acordo com a FGV, os indicadores da Confiança de Serviços mostram uma redução do pessimismo das empresas de serviços nesse início do ano. Apesar da melhora da confiança, ainda há o predomínio de uma percepção negativa sobre o andamento dos negócios, segundo a FGV.
Confiança do consumidor
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cresceu 2,5 pontos entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016, atingindo 67,9 pontos. O indicador voltou a crescer, depois de uma queda de 2 pontos em dezembro.
A alta do ICC foi provocada tanto pelo grau de confiança dos consumidores no momento presente quanto pela sua confiança em relação aos próximos meses. O Índice da Situação Atual, que mede o momento presente, subiu 1,1 ponto, depois de oito meses em queda.
O Índice de Expectativas, que mede a avaliação dos consumidores em relação ao futuro, avançou 3,4 pontos, atingindo o maior patamar desde agosto de 2015.
Apesar da alta do Índice de Confiança do Consumidor em relação a dezembro de 2015, houve queda de 13,2% na comparação com janeiro de 2015.
Reunião com empresários e membros da sociedade civil foi reativada recentemente pela presidente Dilma Rousseff (PT) e deve ter mais quatro reuniões este ano.
Ministro-chefe da Casa Civil, Jacques Wagner, presidente Dilma Rousseff (PT) e o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa abertura do 44ª Reunião Ordinária do Pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) | Foto Lula Marques/Agência PT
As medidas de estímulo ao crédito que devem injetar R$ 83 bilhões na economia, anunciadas na última quarta-feira (28/1) pelo governo federal, foram recebidas com simpatia pelos empresários e representantes do setor produtivo que participaram da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Planalto. O chamado Conselhão estava desativado há mais de um ano e meio.
Para o presidente do Brasdesco, Luiz Carlos Trabuco, a oferta de crédito não deverá pressionar a inflação e pode até ajudar a baixar os juros. “A oferta de crédito está num nível adequado e quando se oferta mais crédito a gente pode ter uma disputa até pelo preço e pela taxa de juros, acho que é o momento adequado para isso. O crédito é sempre algo que tem de ser colocado com oferta máxima, porque ele vai atender as demandas”, disse.
Para Trabuco, o crédito tem que existir “em tempos duros e maduros” e, neste momento difícil vivido pela economia brasileira, pode ajudar a preparar o país para a retomada do crescimento. Para isso, no entanto, é preciso reconquistar a confiança do consumidor brasileiro, segundo o presidente do Bradesco.
“O crédito é dirigido ou para investimento – e a taxa de investimento neste momento está baixa, precisamos retomar a confiança. E o crédito de consumo também está [baixo] porque o desemprego provocado pela desaceleração faz com que as pessoas estejam extremamente conscientes na tomada de crédito. Nós precisamos virar esse jogo”, afirmou.
Estímulo à indústria
A preocupação com o desemprego também foi lembrada pelo presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, como um dos fatores que está “paralisando a economia brasileira”.
Na opinião do executivo, a retomada do chamado Conselhão, e o apoio político que os membros deste colegiado estão oferecendo ao governo devem colaborar para passar ao cidadão a sensação de confiança nos rumos do país.
“Não tenho dúvida que poderemos estabilizar sim a indústria especificamente, não só a automotiva, mas a indústria como um todo. Nossos investimentos estão aí, a capacidade produtiva está aí, o que nós precisamos é voltar a gerar confiança no consumidor brasileiro. Porque hoje o que paralisa o mercado interno é o medo de perder o emprego. Esse medo de perder o emprego está provocado pelas questões políticas que correram a economia brasileira”, avaliou.
Para Moan, a iniciativa de retomar o Conselhão foi positiva não apenas pela “reabertura do diálogo” com os vários setores representados nele, mas também por mostrar a “disposição de se realizar quantas reuniões sejam necessárias para que a gente possa criar as medidas” necessárias para a saída da crise.
O presidente da Anfavea destacou o anúncio do governo de oferecer refinanciamento do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) e do Programa de Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame) como iniciativa positiva porque “visa não prejudicar o investidor que acreditou no Brasil e ao tomar o financiamento para investimento encontrou uma recessão bastante severa”.
Crédito e manutenção do emprego
Já o estímulo ao crédito na construção civil, também anunciado hoje pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, deixou satisfeito o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins.
Segundo Martins, a caderneta de poupança é um dos grandes fundings (financiadores) da construção civil e a queda dessa aplicação provocada pelo aumento dos juros no último ano teve efeito ruim sobre o setor. Agora, a expectativa é que o dinheiro proveniente do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ajude a repor a perda. “Esse aporte equivale a 20% do que a caderneta de poupança perdeu ano passado”, comparou.
O dirigente da CBIC disse que a oferta de crédito para o setor imobiliário pode não ser suficiente para repor os postos de trabalho já fechados na construção civil, mas ajudará a evitar o fechamento de novas vagas em 2016.
“Quando disponibilizo mais recursos para o crédito imobiliário, estou deixando de parar obras ou vou iniciar obras, algumas delas já foram até vendidas. Então, claro que quando eu faço dessa forma, com essas medidas que foram anunciadas, ajuda – não vou dizer a recuperar emprego – a não acontecer o que aconteceria em 2016 se não tivesse nenhum tipo de medida”, afirmou.
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse que, além das novas linhas de crédito que serão abertas, com a oferta de mais recursos, em breve a instituição anunciará uma reformulação no cartão do banco.
“Nós temos ainda o cartão BNDES que, no ano passado, desembolsou R$ 11 bilhões. Estamos aperfeiçoando o cartão”, adiantou.
Nesta edição, são ofertadas 250.279 vagas; resultado da pré-seleção na chamada única será divulgado em 1° de fevereiro.
Publicado: 29/01/2016 10h16
Última modificação: 29/01/2016 10h16
Divulgação/EBC
Fies financia cursos superiores em instituições de ensino privadas com avaliação positiva
O prazo para inscrições no processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2016 termina nesta sexta-feira (29), às 23h59. Nesta edição, são ofertadas 250.279 vagas. O resultado da pré-seleção, na chamada única, será divulgado no dia 1° de fevereiro.
Pode se inscrever o estudante que tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, obtido pelo menos 450 pontos na média das provas e não tenha tirado zero na redação. O candidato precisa ter também renda familiar mensal bruta per capita de até 2,5 salários mínimos.
O candidato poderá se inscrever em um único curso e turno entre aqueles com vagas ofertadas. Durante o período de inscrição, poderá alterar sua opção de vaga, bem como fazer o cancelamento. Os estudantes serão classificados de acordo com as notas no Enem na edição em que tiver obtido a maior média.
Do total de vagas ofertadas, 47% vão para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A maior parte da vagas (63%) vai para os cursos considerados prioritários pelo Ministério da Educação nas áreas de saúde (30,4%), engenharias (13,8%) e formação de professores (18,8%). Os outros 37% são para cursos das demais áreas.
Os estudantes que não forem pré-selecionados na chamada única serão incluídos na lista de espera para o preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas. Tanto o resultado da pré-seleção na chamada única, quanto a lista de espera serão divulgados no dia 1º de fevereiro.
Recessão na economia e pagamento de 'pedaladas' afetou resultado.
Após pagar juros, déficit somou R$ 613 bilhões, mais de 10% do PIB.
Alexandro Martello, do G1, em Brasília
As contas do setor público consolidado, que englobam o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais, registraram no ano passado o maior rombo da série histórica, que tem início em 2001, informou Banco Central nesta sexta-feira (29). Foi o segundo ano seguido com as contas no vermelho.
Em 2015, as contas públicas apresentaram um déficit primário (gastos maiores que as receitas, sem a inclusão dos juros da dívida) de R$ 111,24 bilhões, ou 1,88% do Produto Interno Bruto (PIB). Até então, o pior resultado para um ano fechado havia sido registrado em 2014 (-R$ 32,53 bilhões, ou 0,57% do PIB).
RESULTADO FISCAL
Em R$ bilhões
Fonte: BC
O fraco resultado das contas públicas em 2015 está relacionado com a recessão que se abateu sobre a economia brasileira, prejudicando o recolhimento de impostos e contribuições do governo, estados e municípios. Além disso, também foi contabilizado, no último ano, o pagamento integral das chamadas "pedaladas fiscais" pelo governo federal – recursos que eram devidos aos bancos públicos.
Desempenho do governo impulsiona déficit
O desempenho das contas públicas no ano passado está relacionado, principalmente, com resultado ruim das contas do governo central. Em 2015, o governo teve déficit primário de R$ 116,65 bilhões, enquanto estados e municípios tiveram superávit primário de R$ 9,68 bilhões, e as estatais registraram resultado negativo de R$ 4,27 bilhões.
Além da recessão na economia e do pagamento das "pedaladas fiscais" em 2015, o governo também atribui os números ruins das contas públicas aumento do déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em todo ano passado, o déficit da Previdência somou R$ 85,81 bilhões, contra R$ 56,69 bilhões em 2014. Nesta quinta-feira (28), o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, informou que pretende encaminhar ao Congresso Nacional ainda no primeiro semestre deste ano uma proposta de reforma da Previdência Social.
Revisão da meta fiscal
Por conta do resultado ruim das contas públicas no decorrer do ano passado, o Executivo enviou ao Congresso, que aprovou, uma nova revisão da meta fiscal de 2015. A meta passou de um superávit, nas contas do setor público, de R$ 8,7 bilhões, ou 0,15% do PIB, para um déficit fiscal de R$ 48,9 bilhões (0,8% do PIB).
Este valor não incluía, porém, o pagamento das chamadas "pedaladas fiscais" (limitadas a R$ 55,6 bilhões) e, também, a frustração de R$ 11 bilhões em receitas previstas com o leilão de hidrelétricas – cuja arrecadação aconteceu somente em janeiro deste ano. Incluindo o pagamento das pedaladas e a frustração de receitas das hidrelétricas, o teto da meta passou para R$ 115,8 bilhões em 2015 para as contas do setor público. Deste modo, a meta revisada foi atingida pelo setor público.
Déficit nominal
Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta, no conceito conhecido no mercado como resultado "nominal", houve déficit de R$ 613 bilhões no ano passado, o equivalente a expressivos 10,34% do PIB. Trata-se do pior resultado da história para o conceito em 12 meses. Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco na determinação da nota dos países.
Com este valor, o resultado nominal do Brasil só está em melhor situação que países como Antigua (-10,5% do PIB), Algéria (-12,5% do PIB), Brunei (-15,6% do PIB), República do Djibuti (-13% do PIB), Egito (-11,7% do PIB), Guinea Equatorial (-21,4% do PIB), Eritreia (-12,18% do PIB), Líbia (-68% do PIB) e Venezuela (-19,9% do PIB), de acordo com projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O resultado nominal das contas do setor público – ou seja, após a incorporação dos juros – sofreu impacto, no ano passado, do processo de aumento dos juros (Selic), para conter a inflação, atualmente em 14,25% ao ano, o maior patamar em quase 10 anos. Também houve efeitos dos contratos de swaps cambiais – cujas perdas, que são incorporadas aos juros da dívida pública, somam cerca de R$ 89,67 bilhões em 2015.
O pagamento de juros nominais, em todo ano passado, ainda de acordo com números da autoridade monetária, somou R$ 501 bilhões, ou 8,46% do PIB, contra R$ 311 bilhões, ou 5,48% do PIB, no ano anterior.
Dívida líquida do setor público sobe
Segundo números do Banco Central, a dívida líquida do setor público (governo, estados, municípios e empresas estatais) subiu de R$ 1,88 trilhão dezembro de 2014, ou 33,1% do PIB, para R$ 2,13 trilhões no fechamento de 2015 – o equivalente a 36% do PIB. A dívida líquida considera os ativos do país como, por exemplo, as reservas internacionais – atualmente ao redor de US$ 370 bilhões.
Dívida bruta também avança
No caso da dívida bruta do setor público, uma das principais formas de comparação internacional (que não considera os ativos dos países, como as reservas cambiais), o endividamento brasileiro também cresceu no ano passado. Esse conceito também é acompanhado mais atentamente pelas agências de classificação de risco.
Em dezembro de 2015, a dívida estava em 66,2% do PIB (R$ 3,92 trilhões), em comparação com R$ 3,25 trilhões, ou 63,4% do PIB, no fim de 2014.
Alguns bancos já projetam a dívida bruta em 70% do PIB nos próximos anos. O próprio Banco Central já admite que, considerando as previsões de mercado para PIB, câmbio, juros básicos da economia e inflação no próximo ano, além de um déficit primário de 1% do PIB (estimado pelos analistas para 2016), a dívida bruta somaria 71,5% do PIB no fim deste ano.
Em setembro do ano passado, a Standard & Poors tirou o grau de investimento do país. A equipe econômica trabalhava para que o Brasil não perdesse o selo de bom pagador de outra agência de classificação de risco, mas acabou não conseguindo atingir seu objetivo e, no fim de 2015,, a Fitch anunciou o rebaixamento da nota brasileira para grau especulativo. Com isso, alguns fundos de pensão, por conta de suas regras, têm de retirar investimentos do país.
Meta fiscal para 2016
Para este ano, o Congresso Nacional aprovou o texto do Orçamento de 2016 estabelecendo uma meta de superávit primário (economia que o governo tem que fazer para pagar os juros da dívida) de 0,5% do PIB, o equivalente a R$ 30,5 bilhões. Esse valor, porém, é para todo o setor público - que inclui a União, estados, municípios e estatais. A parte somente do governo é de R$ 24 bilhões, ou 0,4% do PIB, enquanto R$ 6,5 bilhões são a meta de estados e municípios (0,1% do PIB).
Entre outros pontos, o texto da lei orçamentária prevê arrecadação federal com a criação da nova CPMF - tributo que sofre resistência por parte da sociedade e de parlamentares. Bancos ouvidos pelo Ministério da Fazenda em dezembro, porém, não acreditam que a meta fiscal de 2016 será atingida.