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sábado, 13 de junho de 2015

Dia dos Namorados: casal fala dos desafios no namoro cristão

SEXTA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2015, 10H39
MODIFICADO: SEXTA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2015, 10H53

Casais brasileiros comemoram hoje o Dia dos Namorados; jovem casal relata desafios vividos no namoro cristão 

Monique Coutinho
Da Redação

Sexta-feira, 12 de junho, Dia dos Namorados. Existem aqueles que não se importam com a data e outros que estão à espera de alguém para comemorá-la a dois. Todos os anos os brasileiros festejam o dia dos namorados, conhecido como o dia de São Valentim em outros países.

Nos dias atuais, é comum jovens se envolverem em relacionamentos amorosos sem a intenção de um compromisso sério. A facilidade que encontram para saciar os prazeres da vida cresce cada dia mais, como afirma o casal de noivos, Maria Adélia Felizardo e Geraldo César Moura, juntos há um ano e seis meses.


O casal de noivos Maria Adélia e Geraldo, juntos há um ano e seis meses / Foto: Arquivo Pessoal

Os dois se conheceram na Comunidade “Expressão Geração de Maria” e durante um ano permaneceram amigos. Com a ajuda do fundador do grupo, o casal se aproximou.

“Deus falou através do nosso fundador que deveríamos nos aproximar para nos conhecermos melhor, a partir daí começamos a namorar, demos nosso primeiro beijo depois do pedido de namoro e parece que a cada dia nosso amor cresce mais e se fortalece, ele tem tudo o que eu pedi a Deus em oração e vice e versa”, conta a jovem Maria Adélia.

Eles dizem que, como casal, enfrentam diversas dificuldades e que uma delas é o egoísmo, pois este sentimento faz com que se fechem neles mesmos e se esquecem da convivência com as outras pessoas.

“O egoísmo nos esquiva das convivências, não deixando que a comunidade participe do nosso namoro. Por isso, sempre nos policiamos pra que isso não aconteça, afinal o namoro em Deus precisa ser partilhado para que as tentações não nos leve a quedas.”

Outro desafio citado por Maria Adélia e Geraldo é viver a castidade, pois os dois caminham juntos com este mesmo propósito: o de um namoro santo, e por isso evitam estar sozinhos e buscam sempre a intimidade com Deus.

“O jovem não deve ir atrás de prazeres e sim de desafios. O maior desafio hoje é viver a castidade (…) Evitamos ficar sozinhos, buscamos sempre a intimidade com Deus e assim alcançamos forças para juntos vivermos o amor segundo a Sua vontade. Viver a castidade é uma experiência de fidelidade, companheirismo, amizade, compreensão e se amamos um ao outro podemos esperar até o dia do matrimônio, onde Deus selará nosso amor no altar.”

Os jovens que não querem se casar

Em uma de suas reflexões, o Papa Francisco enfatizou sua preocupação sobre a realidade dos jovens que não querem se casar. Segundo o Pontífice, é importante tentar entender o porquê dos jovens agirem assim, de não terem confiança na família.


Márcia Frassão, psicóloga / Foto: Arquivo Pessoal

De acordo com a psicóloga Márcia Frassão, a experiência que os jovens vivem atualmente é diferente da que se vivia nas décadas passadas. Segundo ela, este pode ser um dos motivos para terem certas atitudes.

“Tem outras coisas no momento da vida dos adolescentes que estão tomando suas energias. Eles ainda estão no processo de dependência muito forte da família, o momento de formação deles é muito longo. Existem pessoas com 25 anos que ainda não estão formadas na sua integridade de independência para se casar.”

No caso dos adolescentes, Márcia acredita que o fato de não pensar ainda no casamento pode ser atribuído mais às exigências que o mundo atual tem sobre eles, de forma que o casamento, o relacionamento mais efetivo parece ser muito forte para eles.

“Eles estão tentando resolver outras questões (…) eles estão sendo exigidos e colocados à prova em outras questões da vida nas quais não se veem formados ou fundamentados para um relacionamento mais afetivo que possa se tornar, por exemplo, um casamento.”

Surgimento da data

O Dia dos Namorado possui diversas origens e a mais conhecida é a do padre Valentim, que no final da Idade Média lutou contra as ordens do imperador Cláudio II. O imperador havia proibido o casamento durante as guerras, acreditando que os solteiros eram melhores combatentes.

Valentim, que considerava essa medida injusta, continuou a celebrar os casamentos secretamente. A prática foi descoberta pelo imperador e o sacerdote foi preso e interrogado publicamente. Suas respostas foram elogiadas pelo soberano, que o mandou para uma prisão domiciliar, indicando a residência do prefeito romano Asterio, local onde todos eram pagãos.

Ao chegar na residência, o sacerdote ficou sabendo que o prefeito tinha uma filha cega e então, disse aos familiares que iria rezar e pedir para Jesus Cristo curá-la, o que ocorreu alguns dias depois. Mas, nesta altura dos fatos, Valentim acabou convertendo toda a família do prefeito, agravando sua pena e sendo condenado à morte.

Considerado mártir pela Igreja Católica, São Valentim morreu no dia 14 de fevereiro de 286, data que originou o dia dos namorados em muitos países. No Brasil, a escolha pelo 12 de junho foi estipulada por ser véspera do dia de Santo Antônio, conhecido como o Santo casamenteiro.





Bispos doam mais de US$ 1 milhão para refugiados no Iraque


SEXTA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2015, 10H06
MODIFICADO: SEXTA-FEIRA, 12 DE JUNHO DE 2015, 10H07

Mais de US$ 1 milhão será destinado a três projetos em Erbil, no Iraque; 13 mil famílias de refugiados são atendidas pela diocese há um ano

Da Redação, com Rádio Vaticano

A Conferência Episcopal Italiana (CEI) enviou uma ajuda no valor de US$ 1.237.400 para financiar três projetos em Erbil, no Iraque. A ajuda foi enviada após a recente visita à Itália do arcebispo Caldeu de Erbil, no Iraque, Monsenhor Bashar Warda, que pediu ajuda para as 13 mil famílias de refugiados que são atendidas pela diocese há um ano.

Os projetos preveem a construção de casas para as famílias deslocadas da planície de Nínive, a perfuração de poços artesianos em Erbil para os refugiados de Mosul e Nínive e a construção de uma escola para refugiados, também em Erbil.

Por sua vez, a Caritas italiana, com uma doação de US$ 975 mil, vai assegurar os alimentos necessários para as 13 mil famílias no mês de agosto.

“Tem uma frase que, desde quando escutei no Iraque alguns meses atrás, não consigo esquecer – disse o secretário-gGeral da CEI, Monsenhor Nunzio Galantino: ‘Já somos perseguidos, não permitam que sejamos também abandonados’. Um compromisso que como Igreja italiana fizemos prontamente nosso, traduzindo-o seja em iniciativas de oração como de solidariedade”.

O valor da ajuda é proveniente do fundo da CEI que recebe uma pequena contribuição que os cidadãos italianos destinam à Igreja Católica na hora de declarar o imposto de renda.





quinta-feira, 11 de junho de 2015

Número de imóveis rurais cadastrados em Brasília cresceu 16,6% em maio

11/06/2015 10h09

ROBERVAL EDUÃO



Entre 30 de abril e 31 de maio, 198 imóveis rurais de Brasília foram inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), primeiro passo para a regularização ambiental prevista pelo novo Código Florestal (Lei nº 12.651, de 2012). Com isso, o número de cadastrados saltou para 1.388, segundo levantamento do Serviço Florestal Brasileiro. Apesar do incremento de 16,6% em um mês, o total de inscrições ainda é baixo se comparado aos cerca de 18,3 mil imóveis rurais existentes no Distrito Federal.

Procedimento simples, gratuito e de responsabilidade do proprietário ou ocupante de áreas rurais, o CAR deve ser feito no site www.car.gov.br, e é declaratório, ou seja, baseado apenas nas informações prestadas pelo agricultor. Em uma segunda etapa, os dados passarão por uma análise técnica cuidadosa, por isso é preciso cuidado e segurança no preenchimento.

Quem tiver dúvidas sobre o procedimento deve consultar a cartilha do Ministério do Meio Ambiente com o passo a passo para a inscrição. Em breve, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) também vai oferecer um manual on-line para orientar os produtores. Por enquanto, aqueles que quiserem apoio técnico podem procurar os 21 escritórios da Emater-DF espalhados por Brasília e pelo Entorno.

Mutirão
No fim deste mês, um mutirão promovido pelas Secretarias do Meio Ambiente e de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural deve acelerar o cadastramento, em região a ser definida. O Fundo Único do Meio Ambiente do Distrito Federal destinou R$ 1,3 milhão para promover ações de conscientização e de auxílio técnico aos produtores rurais. A região da Bacia Hidrográfica do Rio Descoberto, responsável por dois terços do abastecimento de água de Brasília, será a primeira a receber o investimento.

Inicialmente, o prazo para as inscrições, determinado pelo novo Código Florestal, encerrava-se em maio deste ano. Após pressão do setor produtivo e de 48 órgãos ambientais de várias unidades da Federação, inclusive da Secretaria do Meio Ambiente, o governo federal adiou o limite das inscrições para 5 de maio de 2016. A partir desta data, os proprietários não cadastrados ficarão impedidos de contratar crédito rural, assim como de obter licenciamento ambiental.

Agência Brasília




BC eleva projeção para inflação em 2015 e admite que não conseguirá cumprir meta

11/06/2015 09h41

Célia Froufe, Adriana Fernandes e Victor Martins

Brasília

O Banco Central voltou a repetir que a inflação para 2015 ficará mesmo acima da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) , tanto no cenário de referência quanto no de mercado. Agora, o BC ampliou suas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), segundo a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana passada, quando os juros subiram para 13,75% ao ano, divulgada nesta quinta-feira, 11.

Vale lembrar que no último Relatório Trimestral de Inflação (RTI) o BC já considerava que a chance de estouro da meta era de 90% e, desde então, as expectativas do BC para o comportamento dos preços só subiram. Para 2016, a estimativa do banco para o IPCA permaneceu estável também em ambos os cenários e igualmente acima da meta de 4,5%. Entregar a inflação no alvo no ano que vem é o foco de atuação do BC no momento, já que, para este ano, ele promete apenas evitar a contaminação da atual alta dos preços para o restante da economia, contendo, assim, os efeitos secundários.

A ata do BC ressalta que o cenário de referência leva em conta manutenção da taxa de câmbio em R$ 3,15 e Selic em 13,25% ao ano "durante todo o horizonte relevante" e que o cenário de mercado considera estimativas para câmbio e juros de analistas de mercado às vésperas do encontro da diretoria. O detalhamento das previsões do BC para o IPCA será feito no RTI, que será divulgado neste mês em data não definida até o momento.

Preços administrados

Os preços controlados pelo governo subirão neste ano 12,7%, alta superior aos 11% previstos pelo Banco Central na última ata. Para o BC, esse conjunto de itens apresentará elevação de 12,7% este ano, e não mais de 11,8% como constava na edição anterior. No documento de março, a estimativa era de 10,7%.

Para 2016, a diretoria mantém em 5,3% a alta de preços administrados. Estas previsões foram a base para que o colegiado ampliasse na semana passada a taxa básica de juros (Selic) de 13,25% para 13,75% ao ano. Apesar dos sucessivos aumentos, o parâmetro do BC ainda está em um patamar mais baixo do que a expectativa de analistas do mercado financeiro. No Relatório de Mercado Focus da última segunda-feira, 9, a mediana das projeções para os preços administrados estava em 13,94% para este ano e em 5,80% para o próximo.

A ata de hoje revela que, para estimar a elevação desses itens, o BC considerou uma alta de 41% na tarifa de energia elétrica este ano. Na edição de maio, a previsão era de 38,3%. No caso de telefonia fixa, a autoridade monetária prevê agora uma queda de 4,4% ante baixa de 4,1% da ata anterior. A diretoria também levou em conta a hipótese de elevação de 9,1% do preço da gasolina (antes estava em 9,8%) e de alta de 3% do preço do botijão de gás, substituindo um previsão de aumento de 1,9% na ata anterior.

Câmbio

O BC usou como referência para suas projeções e decisão sobre a alta da taxa básica de juros para 13,75% na semana passada uma taxa de câmbio de R$ 3,15. A informação consta da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada há pouco e difere da premissa usada para o dólar no documento anterior, de R$ 3,00.

O novo valor considerado para o dólar está mais alto do que a cotação exibida ao final do dia em que o colegiado tomou sua decisão de manter o ritmo de alta dos juros em 0,50 ponto porcentual. Na quarta-feira, 3, a moeda norte-americana fechou em R$ 3,13. Na ata de maio, a cotação de R$ 3,00 estava acima do valor negociado no dia da decisão em abril, de R$ 2,9540.

No Relatório de Mercado Focus, a mediana das previsões para o dólar estão paralisadas há algumas semanas. Para o fechamento de 2015, a previsão do mercado financeiro é de uma cotação de R$ 3,20 e, para um ano depois, de R$ 3,30. Para formar seu cenário de referência, a diretoria considerou também a Selic em 13,25% ao ano.

Salários

O BC manteve avaliação de que ainda prevalece na economia brasileira risco significativo à inflação relacionado à possibilidade de concessão de aumentos de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade. Na ata divulgada hoje esses aumentos têm repercussões negativas sobre a inflação.

Os diretores observaram na ata que a estreita margem de ociosidade no mercado de trabalho tem arrefecido, com alguns dados confirmando o início de um processo de distensão nesse mercado. No entanto, os integrantes do Copom ponderam que é preciso ampliar o horizonte de observações do mercado de trabalho.

Apesar da concessão de reajustes para o salário mínimo não tão expressivos, bem como a ocorrência de variações reais de salários mais condizentes com as estimativas de ganhos de produtividade do trabalho, o BC avalia que a dinâmica salarial ainda permanece originando pressões inflacionárias de custos.

AE





UnB está entre as dez melhores da América Latina, aponta ranking

11/06/2015 09h32

ISA LIMA/UNB AGÊNCIA



Com 85 pontos em 100 possíveis, a Universidade de Brasília está em 10º lugar entres as melhores instituições de nível superior da América Latina, segundo ranking divulgado esta semana pela companhia britânica Quacquarelli Symonds (QS).

O desempenho posiciona a universidade da capital como a quarta melhor do país e a segunda entre as federais, atrás da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os critérios mais bem avaliados da UnB são a qualificação do corpo docente, o impacto na internet e a reputação acadêmica.

O resultado da pesquisa mostra a ascensão da UnB, que ocupava a 17ª colocação em 2014e há três anos era a 25ª entre as universidades latino-americanas. “É uma satisfação constatar essa evolução em rankings internacionais. Esse desempenho reflete não só melhorias na instituição, mas, principalmente, o aumento da exposição da qualidade de sua produção acadêmica”, declara o reitor Ivan Camargo.

O decano de Ensino de Graduação, Mauro Rabelo, demonstrou entusiasmo pelo salto no ranking da QS. “Temos colocado a busca pela excelência acadêmica como norte em nossas ações, e esse resultado mostra que estamos no caminho correto. Toda nossa comunidade acadêmica merece os parabéns”, diz.

“Nenhum ranking é definitivo ou absoluto, mas esses indicadores nos ajudam a entender como estamos inseridos internacionalmente”, avalia o decano de Pesquisa e Pós-Graduação, Jaime Santana. Ele faz menção aos esforços da instituição e das agências de fomento para dar mais visibilidade à produção científica da UnB. “Realizamos mais de 100 eventos internacionais no ano passado. Isso é fruto de investimento e de muito trabalho de toda a comunidade”.

A nota final da UnB, no ranking, foi obtida a partir da análise de sete parâmetros com avaliação de até 100 pontos: reputação acadêmica (90,5), reconhecimento no mercado de trabalho (65,5), relação entre número de funcionários e alunos (81,6), citações por paper (44,6), volume de papers (79,7), professores com doutorado (97,2) e presença na internet (95,2). Os dois primeiros itens têm peso maior.

Confira a metodologia e o resultado completo do Ranking QS.





Libertados em condição de escravos estão mais velhos e escolarizados

Dados obtidos com exclusividade pelo G1 compõem novo perfil no país.
Nº de mulheres libertadas chega a 10%; veja a origem dos resgatados.

Thiago ReisDo G1, em São Paulo

Os jovens já não são maioria; os analfabetos, também não. E cada vez mais mulheres compõem o grupo de libertados em condições análogas à escravidão no país. É o que mostram dados exclusivos do Ministério do Trabalho, tabulados a pedido do G1 – veja a página especial.

O perfil dos resgatados pelos grupos móveis de fiscalização tem mudado ano a ano. Em 2007, 56% dos libertados no Brasil eram jovens. Em 2014, o grupo deixou de compor a maioria: 46% dos resgatados possuíam até 29 anos.

Em relação à escolaridade, os dados mostram uma mudança ainda mais significativa. Em 2007, 44% dos trabalhadores eram analfabetos, ante 14% em 2014 – no país, a taxa é de 8,5%. No ano passado, havia ainda duas pessoas com ensino superior completo, fato inexistente sete anos antes.

Grau de instrução

Número de libertados em 2014

%Analfabeto 197 13,7
Até o 5º ano incompleto 726 50,4
5º ano completo 105 7,3
6º ao 9º ano incompleto 169 11,7
Fundamental completo 70 4,9
Ensino médio incompleto 85 5,9
Ensino médio completo 81 5,6
Superior incompleto 5 0,3
Superior completo 2 0,1

Para o procurador Jonas Ratier, coordenador nacional de Erradicação do Trabalho Escravo do MPT, um foco maior da fiscalização nos centros urbanos explica os indicadores. “Em 2007, por exemplo, em uma só operação, foram resgatados mais de mil indígenas, de várias aldeias, a grande maioria analfabeta. Foi uma época também de blitzes concentradas em usinas de álcool, sendo os resgatados trabalhadores predominantemente rurais. A gente chegou a fazer uma libertação grande em uma usina em que nenhum dos trabalhadores sabia escrever nem assinar o nome. O filho de um deles que ajudou na hora da rescisão.”

Mesmo com a diminuição do número de analfabetos, a baixa escolaridade ainda prevalece: 50% tinham até o 5º ano incompleto em 2014. “Esses números nos envergonham. Trata-se de uma questão estrutural do país. Só com educação a gente conseguirá sair desse ciclo vicioso de exploração do trabalhador. Hoje, como eles não têm o básico, a formação de primeiro grau, não conseguem nem sequer fazer um curso de qualificação, se inscrever no Pronatec”, diz Ratier.

Mulheres
Outro dado que chama a atenção é o que diz respeito às mulheres. Em 2007, apenas 3% do total de libertados eram do sexo feminino, contra 10% no ano passado.

Mulheres resgatadas

Percentual de libertadas em 2014 é o maior

Para o coordenador nacional de Erradicação do Trabalho Escravo do MPT, o dado também tem relação com o aumento das fiscalizações nas cidades, especialmente nas oficinas de confecção. “Na área rural, as mulheres normalmente atuam como cozinheiras na frente de trabalho ou catando bitucas (os restos da cana), um número muito baixo.”

Quanto à origem dos trabalhadores, é possível perceber um aumento do aliciamento no Sudeste. Em 2007, apenas 4% eram provenientes de um dos quatro estados da região; em 2014, o número subiu para 19% (quase 1/5 do total). O Nordeste continua líder (se, em 2007, 42% foram arregimentados na região, em 2014, foram 50%) – veja o mapa com todas as cidades de residência dos resgatados.

O levantamento do Ministério do Trabalho foi feito com base nos dados referentes ao pagamento do seguro-desemprego. O direito é concedido aos trabalhadores que são submetidos a condições análogas à escravidão, acabam resgatados pelos grupos móveis e não possuem renda própria. São três parcelas mensais no valor de um salário mínimo cada uma.

Em 2007, 5.610 trabalhadores foram cadastrados no sistema; em 2014, foram 1.440.


‘Escravo de luxo’
Um dos libertados no ano passado, Anderson Matsuura é um retrato dessa mudança de perfil. Resgatado em um navio de luxo da MSC Cruzeiros, ele tem 34 anos e ensino superior incompleto. Além do português, fala inglês, italiano, espanhol e japonês. Sua mulher, Letícia, que também foi libertada na operação realizada na Bahia, junto com outros nove tripulantes, tem 24 anos e um curso universitário inacabado.

Os dois foram resgatados após relatarem rotinas extenuantes de trabalho, ameaças, assédio moral e condições subumanas de alimentação. Matsuura emagreceu 14 quilos durante os três meses em que esteve embarcado e teve uma lesão causada pelo excesso de peso que era obrigado a carregar.

“Havia uma perseguição por parte do nosso chefe, que era filipino e dizia que ‘todo brasileiro era vagabundo’. Ele colocava a gente no horário de folga para fazer reunião. Ligava de madrugada para fazer cobranças. Em apenas dois dias, eu tive que trabalhar 36 horas e ainda era obrigado a assinar uma folha de ponto falsificada. A comida não era a mesma dos passageiros, era de péssima qualidade, tinha galinha com pena ainda, barata. Teve uma hora que a situação ficou insustentável”, conta Matsuura, que trabalhava como camareiro no navio.


Mais de um ano depois do resgate, Matsuura vive hoje como autônomo no ramo da informática em Fortaleza (CE). Ele diz que não se arrepende de ainda jovem ter largado a faculdade de engenharia química para trabalhar em embarcações e que planeja agora cursar direito. Rejeita, no entanto, qualquer possibilidade de voltar a trabalhar em um navio. “Era uma paixão. Mas o sonho acabou.”

“Eu fico indignado que uma empresa grande como a MSC, que faz toda uma propaganda voltada às famílias, não dê condições humanas de trabalho. Hoje, não guardo mágoa e não quero causar nenhum dano patrimonial à empresa, pelo contrário, ela gera empregos. Queria apenas que ela olhasse para seus trabalhadores, fosse mais humana.”

A ação coletiva em favor dos trabalhadores resgatados do navio da MSC deve ter um desfecho nos próximos dias, quando deve ser proferida a decisão da juíza Priscila Cunha Lima de Menezes, da 37ª Vara de Salvador.

Em nota, a MSC Cruzeiros informa que, durante a temporada 2013/2014, seus quatro navios que estiveram no Brasil passaram por intensas e repetitivas inspeções por parte do Ministério do Trabalho e Emprego e que, dos 4.181 tripulantes, 1.243 eram brasileiros. "Após análises detalhadas de milhares de folhas de documentação e centenas de entrevistas com tripulantes, no dia 1º de abril de 2014 o Ministério do Trabalho e Emprego esteve a bordo do MSC Magnifica e alegou irregularidades na jornada de trabalho de 13 tripulantes brasileiros, solicitando-os a desembarcar. Destes, 11 aceitaram desembarcar, mas dois se recusaram e decidiram continuar trabalhando a bordo."

"A MSC Cruzeiros reitera que está em total conformidade com as normas de trabalho nacionais e internacionais e está colaborando com as autoridades competentes. Sendo assim, a MSC repudia as alegações feitas pelo Ministério do Trabalho e Emprego e já apresentou sua defesa. Cabe ainda mencionar que, durante a última temporada brasileira 2014/2015, diversas inspeções foram conduzidas sem que qualquer irregularidade fosse constatada", informa.

A empresa diz que, "como parte do contínuo processo de aperfeiçoamento, entre outras medidas, contratou um profissional de Recursos Humanos para cada navio, de modo que os tripulantes de todas as nacionalidades possam receber o apoio e o suporte necessários durante a permanência a bordo das embarcações".

Desafios
Jonas Ratier diz que ainda há um longo caminho para que o país erradique o trabalho escravo contemporâneo. “O Estado brasileiro, por meio de políticas públicas de combate ao trabalho escravo, principalmente a repressão, é exemplo internacional. Mas na parte da prevenção e da reinserção dos trabalhadores ainda deve. Mais ações são necessárias para que eles não voltem mais à cadeia da exploração”, afirma.


Anderson e Letícia, na Grécia, durante uma das viagens a trabalho (Foto: Anderson Matsuura/Arquivo pessoal)






Gasolina deve subir 9,1% em 2015 e energia 41%, estima Banco Central

Informações constam na ata da última reunião do Copom, que subiu juros.
Com isso, preços administrados deverão avançar 12,7% em 2015.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília

A gasolina e a energia elétrica, principalmente, devem ter altas expressivas este ano, segundo estimativa do Banco Central. Em ata da reunião que elevou a taxa Selic para 13,75%, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC estimou em 41% o aumento da energia elétrica este ano –acima da estimativa de alta 38,3% feita em abril.

Para a gasolina, a previsão de alta neste ano ficou um pouco menor: passou de 9,8% em abril para 9,1% na última reunião.


No começo deste ano, o governo anunciou aumento da tributação sobre a gasolina, por meio da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), do PIS e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Essa alta foi repassada para os preços.

Já a estimativa de alta de 41% no preço da energia elétrica em 2015 reflete do repasse às tarifas do custo de operações de financiamento, contratadas em 2014, da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

O governo anunciou, no início deste ano, que não pretende mais fazer repasses à CDE – um fundo do setor por meio do qual são realizadas ações públicas – em 2015, antes estimados em R$ 9 bilhões. Com a decisão do governo, as contas de luz dos brasileiros podem sofrer em 2015, ao todo, aumentos ainda superiores aos registrados no ano passado.

Custo de produção maior
O custo de produção de eletricidade no país vem aumentando principalmente desde do final de 2012, com a queda acentuada no armazenamento de água nos reservatórios das principais hidrelétricas do país.

Para poupar água dessas represas, o país vem desde aquela época usando mais termelétricas, que funcionam por meio da queima de combustíveis e, por isso, geram energia mais cara. Isso encarece as contas de luz.

Entretanto, também contribui para o aumento de custos no setor elétrico o plano anunciado pelo governo ao final de 2012 e que levou à redução das contas de luz em 20%.

Para chegar a esse resultado, o governo antecipou a renovação das concessões de geradoras (usinas hidrelétricas) e transmissoras de energia que, por conta disso, precisaram receber indenização por investimentos feitos e que não haviam sido totalmente pagos até então. Essas indenizações ainda estão sendo pagas, justamente via CDE.

Gás de cozinha e telefonia fixa
O Banco Central estimou ainda, na ata do Copom divulgada na manhã desta quinta-feira, que o preço do gás de cozinha deve ter um aumento de 3% neste ano, enquanto que a telefonia fixa deve ter queda de 4,4% em 2015.

Preços administrados
Com a alta da tributação sobre gasolina e fim de repasses para a conta de luz, o Banco Central informou que prevê, para o conjunto de preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros), um aumento de 12,7% neste ano.





quarta-feira, 10 de junho de 2015

Greve dos rodoviários chega ao fim

Ainda no final da tarde de hoje (10), os rodoviários devem começar a rodar normalmente.

10/06/2015 16h08

Foi decidido na tarde desta quarta-feira (10), o fim da greve dos rodoviários no Distrito Federal. A paralisação durou três dias e afetou mais de 1 milhão de pessoas. 

Os rodoviários e os donos das empresas de ônibus assinaram um acordo colocando o fim na greve, e aceitaram a proposta de reajuste de salário em 10%, 11% na cesta básica e 11% no aumento do ticket de alimentação. 

Ainda no final da tarde, os rodoviários devem começar a rodar normalmente. 

Da Redação do Alô




Tombini destaca que regime de metas para inflação emergiu mais forte após crise

10/06/2015 17h22

Idiana Tomazelli e Vinicius Neder

Rio

O regime de metas para inflação emergiu ainda mais forte após a crise financeira mundial, afirmou nesta quarta-feira, 10, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Em discurso de abertura da mesa-redonda "Central Banking - the next 50 years", no Rio, ele afirmou que o sistema de metas é "realmente útil" para transmitir mensagens claras ao público sobre a necessidade e as condições para a adoção de medidas não convencionais. "No final, o regime de metas para inflação emergiu ainda mais forte depois da crise. Nenhum dos principais bancos centrais abandonou o regime de metas para inflação, e alguns bancos centrais que não o seguiam passaram a fazê-lo", disse.

O presidente do BC ainda disse não estar convencido da hipótese de estagnação secular, relançada por Larry Summers e Paul Krugman. "Enquanto houver oportunidades de investimentos rentáveis em algum lugar do mundo, o capital tende a fluir de economias onde há excesso de poupança para aquelas em que haja excesso de demanda por investimento", afirmou. "De fato, há diversas oportunidades para se investir em projetos de alto retorno em muitas economias emergentes, incluindo o Brasil, especialmente em infraestrutura", acrescentou Tombini.

O presidente do BC afirmou ainda que os bancos centrais e os formuladores de políticas econômicas no mundo ainda não têm uma avaliação sobre os efeitos e a eficácia de políticas não convencionais, mais notadamente o Quantitative Easing (QE). "Ainda não há uma visão consensual sobre os efeitos colaterais e a eficácia dessas políticas não convencionais", disse.

Fluxo de capitais

Tombini afirmou que é importante fazer uma abordagem múltipla para lidar com o surto de fluxo de capitais provocado pelo excesso de liquidez nos mercados globais após a adoção de políticas monetárias não convencionais pelos bancos centrais dos países desenvolvidos. Essa abordagem, segundo Tombini, inclui políticas estruturais, macroeconômicas e macroprudenciais. "Os mercados emergentes foram fustigados por fluxos de capitais extraordinariamente intensos e voláteis", afirmou.

Segundo Tombini, "as intervenções nos mercados cambiais foram insuficientes para manter a estabilidade financeira", após os fluxos de capitais intensos e voláteis por causa da liquidez global a nível sem precedentes. "Há atualmente amplo consenso sobre a importância de uma abordagem múltipla, que inclua políticas estruturais, macroeconômicas e macroprudenciais a fim de lidar com surtos muito intensos de fluxos de capitais", disse.

O presidente do BC destacou os custos das políticas para lidar com os fluxos de capitais. "Essas medidas de gestão de fluxo têm custos, incluindo distorções de mercado, encargos administrativos e reações negativas do mercado", afirmou.ni aproveitou para criticar a excessiva falta de regulação. "A abordagem 'laissez-faire' para os fluxos de capital não é uma opção. Ainda há desacordo, no entanto, sobre como lidar com os fluxos, sobre em quem deveria recair o ônus de ajustes e sobre o escopo da cooperação global", afirmou o presidente do BC.

"A crise foi uma grande surpresa, não porque nós não tenhamos observado a formação das bolhas financeiras, mas sim porque a comunidade financeira não levou na devida conta as vulnerabilidades decorrentes do shadow banking, a opacidade dos novos instrumentos que ajudaram a alimentar as bolhas e as complexas conexões entre diferentes intermediários do setor financeiro", completou Tombini. (Idiana Tomazelli - idiana.tomazelli@estadao.com; Vinicius Neder - vinicius.neder@estadao.com)

AE





Rússia manterá sanções contra o Ocidente, dizem autoridades

10/06/2015 20h22

Moscou

O governo da Rússia manterá suas sanções contra o Ocidente e pode inclusive expandir essas penalidades, caso as tensões políticas se aprofundem, afirmaram autoridades nesta quarta-feira.

O tema voltou ao foco ao longo do fim de semana, quando líderes do G-7 avaliaram a tomada de mais ações para punir Moscou por seu apoio aos rebeldes no leste da Ucrânia. A Rússia, que dizia estar se preparando para viver sob sanções havia anos, prometeu retaliar. Sergei Ivanov, chefe de gabinete do Escritório Executivo Presidencial, disse que era "muito lógico concluir que Moscou irá ampliar" suas sanções tomadas em retaliação.

Em resposta a uma lista de indivíduos que estão proibidos de entrar nos EUA e na União Europeia e a uma série de dificuldades para os bancos russos, Moscou proibiu a importação de alimentos dos países que impuseram sanções ao país. Adotada em agosto, essa medida gera um impacto para os produtores internacionais, mas também levou a inflação ao consumidor a acelerar para quase 17% neste ano no país.

A declaração de Ivanov, colocado na lista de sanções dos EUA no ano passado, foi confirmada pelo ministro da Economia, Alexei Ulyukayev. O ministro disse que a Rússia irá prorrogar as sanções, caso o Ocidente decida manter suas penalidades por mais tempo, segundo agências de notícias russas.

Falando a repórteres em Milão, Ulyukayev afirmou que as sanções apenas criam problemas adicionais. Ele lembrou que as sanções prejudicam as empresas da União Europeia, dizendo ter dúvidas de que o Ocidente imporá sanções mais duras contra Moscou.

Já os membros do Parlamento Europeu afirmaram que a Rússia não está mais agindo como um parceiro estratégico do bloco e que a UE precisa se opor mais às políticas "agressivas" do país. O Parlamento decidiu hoje que o Executivo da UE, a Comissão Europeia, gaste mais para se contrapor ao que qualificou como informações equivocadas russas e para ajudar os grupos de cidadãos independentes dentro do país. As lideranças da UE discutirão a política do bloco para a Rússia durante um encontro em Bruxelas, nos dias 25 e 26. Fontes: Dow Jones Newswires e Associated Press.

AE





Inflação alta cria incerteza e inibe investimentos, diz Levy

0/06/2015 20h58

Carla Araújo

São Paulo

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, reafirmou o compromisso do governo em trazer a inflação para o centro da meta, de 4,5%, e afirmou que é preciso acompanhar a inflação "o tempo inteiro". "Inflação alta cria incerteza e inibe investimentos", afirmou em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo.

O ministro disse ainda que a inflação alta tem um impacto maior nas famílias de menor renda. "Por isso que é tão importante continuar trabalhando para controlar a inflação", disse.

Nesta quarta-feira, 10, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,74% em maio, ante 0,71% em abril. Com o resultado, o IPCA acumula altas de 5,34% no ano e de 8,47% em 12 meses, acima do teto da meta, que é de 6,5%.

Levy comentou ainda que o princípio do governo de gastar o que arrecada não é uma coisa momentânea. "É um princípio que veio com a Lei de Responsabilidade Fiscal e que tem feito muito pelo Brasil", disse. Segundo o ministro, a lei tem ajudado o governo a realizar o que deseja.

O ministro disse ainda ser fundamental "estratégia", "organização" e que as medidas tenham começo, meio e fim para que sejam efetivas. "Com desorganização e desequilíbrio fiscal, ninguém alcança objetivo nenhum", afirmou.

AE





Senado poderá votar direto no plenário fim de obrigação da Petrobras no pré-sal

10/06/2015 21h45
Ricardo Brito
Brasília
Senadores vão decidir nos próximos dias se vão votar, diretamente em plenário, uma proposta que revoga a participação obrigatória da Petrobras no modelo de exploração de partilha da produção de petróleo na camada pré-sal. O projeto foi apresentado pelo senador José Serra (PSDB-SP) em março e já recebeu um parecer favorável do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado.



Na linha com as "dobradinhas" que têm feito com Serra, conforme mostrou reportagem do Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, do último dia 22, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tentou colocar em votação um requerimento do próprio tucano para votar a proposta dele já no plenário, acelerando na prática a tramitação da matéria.



A avaliação de parlamentares favoráveis à proposta é que a Petrobras não tem recursos para investimentos na camada do pré-sal, após ter sido envolvida na Operação Lava Jato e passar por problemas de caixa.



Caso tenha que seguir o andamento normal do projeto, ele terá de passar pela CCJ, pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e ainda pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI). Esse último colegiado votaria a matéria em caráter terminativo, ou seja, se for aprovado lá o projeto, ele seguirá diretamente para a Câmara. Isso só não ocorreria se houvesse recurso para a proposta passar também pelo plenário.



Numa reação, o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), defende que haja maior debate sobre o projeto. Ex-diretor da Petrobras, o senador do PT disse que há divergências em relação à Petrobras atuar como operador exclusivo no pré-sal. Diante do impasse, Renan adiou a decisão do plenário sobre a votação da proposta de Serra.
AE

Pronatec terá um milhão de vagas em 2015, menor total desde o lançamento

Em relação a 2014, diminuição no ritmo de abertura de vagas será de 66%.
Corte no orçamento do ministério da Educação foi de R$ 9,42 bilhões.


Do G1, em São Paulo


Fonte: MEC

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, afirmou em audiência pública na Câmara, nesta quarta-feira (10), que oPronatec (Programa Nacional do Ensino Técnico) terá mais de um milhão de vagas em 2015. 

O total será o menor ofertado desde o ano em que o Pronatec foi lançado em 2011. Em relação ao ano anterior, a diminuição no ritmo de abertura de novas vagas será de 66%.

O programa financia cursos de educação profissional e tecnológica. A redução nas vagas é resultado do corte de verbas no orçamento da pasta.

"O Pronatec esse ano vai ter mais de um milhão de vagas, mesmo em crise faremos isso. Estamos administrando isso com o cuidado e o carinho de evitar maiores prejuízo", disse o ministro.

"Tão logo passe a crise vamos investir de novo. Esse é um setor que se trata de fazer que pela sua qualificação o trabalhador consiga no mercado o salário que almeja e que ele merece", afirmou.

Além do Pronatec, o Ciências sem Fronteiras também será afetado pelo corte de verbas. NoMinistério da Educação, o bloqueio no orçamento da pasta foi de R$ 9,42 bilhões, o terceiro em ordem de grandeza entre todos os ministérios.

O valor aprovado pelo Legislativo era de R$ 48,81 bilhões, recuando para R$ 39,38 bilhões – uma limitação de 19,3%.

Criado em 2011, o Pronatec tinha alcançado 8 milhões de matrículas no começo do ano. No ano passado, Dilma lançou a segunda etapa do programa, com a meta de alcançar mais 12 milhões de matrículas.
Tão logo passe a crise vamos investir de novo. Esse é um setor que se trata de fazer que pela sua qualificação o trabalhador consiga no mercado o salário que almeja e que ele merece"
Renato Janine Ribeiro

As dificuldades em relação ao programa se refletiu em dívidas do governo federal com instituições de ensino ainda referentes ao ano passado.

"Na última semana, liberamos mais de R$ 270 milhões para o pagamento de instituições afiliadas. Se houve atrasos não foi absolutamente por vontade de nossa, foi por falta de recursos, e pretendemos tão cedo seja possível cobrir tudo isso", afirmou.

Aplausos em sessão
O ministro foi aplaudido durante a audiência pública ao dizer que é contra a redução da maioridade penal. O ministro afirmou que a missão do MEC é de educação, não punição - a busca por ambientes melhores de educação para o país. 

Para ele, o Brasil tem pensado demasiadamente em punição. Janine Ribeiro disse ver "com agrado" a proposta de aumentar a pena para maiores de idade que usarem menores em ações criminosas. Para ele, a proposta vai evitar que maiores aliciem menores, o que vai evitar a "escola do crime".





10/06/2015 15h40 - Atualizado em 10/06/2015 15h50 Produção de motos atinge o menor nível em 10 anos, diz Abraciclo

Acumulado do ano chegou a 582.528 unidades, o pior desde 2005.
Em maio, setor teve queda de 12,3%, em relação ao mesmo mês de 2014.

Do G1, em São Paulo


Produção de motos Honda, em Manaus
(Foto: Divulgação)

A produção de motos atingiu o menor nível em 10 anos, informou a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas e Similares (Abraciclo), nesta quarta-feira (10). De acordo com a entidade, o acumulado de janeiro a maio chegou a 582.528 unidades, o pior resultado do setor desde 2005, quando havia alcançado 495.098 motos no mesmo período.

Comparado a 2014, que fechou os 5 primeiros meses do ano com 695.155 unidades, a queda em 2015 foi de 16,2%. Em maio, foram produzidas 119.280 motocicletas, o que corresponde a uma alta de 15,7% em relação a abril (103.061 unidades), porém também indica uma queda de 12,3% em comparação com o mesmo mês de 2014 (136.080 unidades).

“A instabilidade macroeconômica, atrelada à falta de confiança do consumidor, reforça o momento de cautela. O setor já havia feito uma redução nas projeções de produção e vendas para 2015, porém, diante da piora do cenário, novos ajustes não estão descartados”, afirmou Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, em comunicado.

A queda no setor de motos acompanha resultados na produção de veículos, que voltou ao nível de 2005, em seus números alcançados no mês de maio.

Exportações
As exportações somaram 3.653 motocicletas em maio, com recuo de 47,8% em relação ao mesmo mês de 2014 (7.002 unidades). Em comparação com abril (2.761 unidades), as exportações evoluíram 32,3%. De janeiro a maio foram exportadas 12.765 motocicletas, volume 68,5% abaixo do registrado no mesmo período de 2014, que havia totalizado 40.579 unidades.





terça-feira, 9 de junho de 2015

EPE prevê que demanda máxima de gás crescerá 47% e oferta subirá 49% até 2024

09/06/2015 16h55

Antonio Pita

Rio

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, apresentou na tarde desta terça-feira, 09, estudos preliminares sobre a demanda e oferta de gás natural no País para os próximos 10 anos. Segundo ele, haverá alta no excedente de gás ofertado, uma vez que, até 2024, a demanda máxima crescerá 47% e a oferta máxima, considerando três novos projetos de terminais de regaseificação, subirá 49%.

"O aumento da oferta será provocado pela produção do pré-sal mais os novos terminais de gás que estão previstos para 2020, o que vai ampliar a oferta potencial de gás na malha", afirmou Tolmasquim. Segundo eles, os três novos terminais privados de Rio Grande (RS), Suape (PE) e Sergipe somarão uma oferta de 47,5 milhões de metros cúbicos por dia.

O terminal de Rio Grande também deverá contar com um gasoduto, segundo proposta apresentada pela iniciativa privada. O desafio, segundo Tolmasquim, é garantir uma empresa carregadora, responsável pela carga transportada no gasoduto. Garantida essa condição, o leilão da capacidade do gasoduto poderia ocorrer já no início de 2016.

"Para fazer o gasoduto, é preciso garantir o carregador para comprar o gás transportado. Aí o problema é o preço, a variável chave para viabilizar mercado para todo o gás excedente e que ainda não está muito claro", afirmou Tolmasquim.

Segundo ele, a oferta excedente de gás virá também da ampliação da produção do pré-sal, que dobrará a produção total de barris de óleo no País até 2024. Na apresentação, Tolmasquim indicou que a produção no Campo de Libra será iniciada em 2020. O prazo é mais dilatado que as projeções da Petrobras, que espera iniciar a produção no primeiro campo do pré-sal já em 2018 e alcançar a marca de 4 bilhões de barris em 2020.

"Os prazos foram adiados, mas o nosso planejamento é mais genérico que o da Petrobras. É uma hipótese nossa, apenas uma amostra da ordem de grandeza", contemporizou Tolmasquim. Ele ressaltou que os dados são preliminares e que os estudos ainda passarão pelo Ministério de Minas e Energia e por audiências públicas, a partir de agosto. Antes, a Petrobras deverá atualizar suas projeções no novo plano de negócios, aguardado ainda este mês.

A EPE também divulgou as projeções de alta de demanda de consumo de gás até 2024. A indústria deverá crescer em 2,4% o consumo e o setor residencial, 6,7%. Na média de todos os setores, o crescimento deverá ficar em 3,7% nos próximos 10 anos.

Concessões

Tolmasquim confirmou que o governo estuda novas concessões de distribuidoras de energia elétricas do País. Segundo ele, nem todas as empresas do sistema Eletrobras serão ofertadas à iniciativa privada.

"Vamos ter concessões de distribuidoras. Estão sendo estudadas ainda. Será analisado caso a caso, provavelmente não serão todas concedidas", afirmou Tolmasquim.

O executivo afirmou ainda que os preços atuais estabelecidos nos leilões seguem as condições de mercado e são revisados periodicamente.

Tapajós

Adiado em outubro de 2014, o leilão de energia da Usina Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, no Pará, corre o risco de não acontecer em função dos impactos às comunidades indígenas locais, avalia Tolmasquim. Segundo ele, apesar da importância do projeto, a "palavra final" é dos órgãos ambientais.

"Esse risco (de não acontecer) tem. Para o suprimento energético do Brasil é importante que tenha esse empreendimento, mas a palavra final é da área ambiental", afirmou Tolmasquim.

Segundo ele, a "questão indígena" é o grande tema em discussão atualmente no projeto, que já foi alterado outras vezes para mitigar os impactos sociais do projeto localizado no Rio Tapajós, no Pará. Como em Belo Monte, a construção e operação da usina vão afetar populações indígenas tradicionais que vivem em reservas da região. "Tenho esperança (de que o leilão) que ocorra. Provavelmente, ficará para 2016", completou Tolmasquim.

Tapajós terá potência de 8 mil MW e deverá custar cerca de R$ 30 bilhões.

AE




Senado autoriza registro de bebês natimortos

09/06/2015 21h47

Isadora Peron

Brasília
O Senado aprovou nesta terça-feira, 9, um projeto que permite aos pais registrarem o nome e o sobrenome de um bebê que nascer morto. Hoje, a Lei dos Registros Públicos prevê que a certidão de óbito leve apenas o nome dos pais. O texto, que segue agora para a sanção presidencial, tem como objetivo trazer conforto às famílias nesta hora.

"O mínimo que o ordenamento jurídico pode fazer é permitir que os pais, conservando a memória do natimorto, possa inserir no registro civil o nome que atribuíram a esse pequeno facho de luz que se foi e que por um breve momento iluminou suas vidas", afirmou o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) em seu parecer sobre a proposta. A medida já é reconhecida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e em alguns Estados, como São Paulo, já há leis que determinam essa prática.


AE





Rússia vai lançar três voos tripulados à ISS até fim do ano

9 JUN2015

11h41

atualizado às 12h31


A Rússia lançará três voos tripulados rumo à Estação Espacial Internacional (ISS) até o final do ano, conforme o novo calendário oficial divulgado nesta terça-feira pela agência espacial Roscosmos.



Rússia confirma lançamento de 3 voos tripulados até fim do ano (imagem da Terra tirada pela ISS)Foto: Twitter

O primeiro voo tripulado, da nave Soyuz TMA-17M, ocorrerá entre 23 e 25 de julho. Na sequência, a Soyuz TMA-18M será lançada em 21 de setembro e a Soyuz TMA-19M no dia 15 de dezembro.

O próximo lançamento, no entanto, será o da nave de carga Progress M-28M, partirá no dia 3 de julho com provisões para a tripulação que se encontra na plataforma orbital.

O calendário corrigido de lançamento das naves tripuladas Soyuz e os cargueiros Progress foi aprovada depois de vários erros ocorridos nos últimos meses no programa espacial russo.






Texto retirado do site: http://noticias.terra.com.br/ciencia/espaco/russia-confirma-lancamento-de-3-voos-tripulados-a-iss-ate-fim-do-ano,1a8c14e6056fc1099db7b1d838dcd737axzlRCRD.html

Ciência e Vida: "revalorizar a diferença sexual para desmentir a indiferença de gênero"

Associação italiana apoia os cidadãos que se mobilizam contra as novas ideologias

Roma, 09 de Junho de 2015 (ZENIT.org)

"A referência à ideologia do gênero feita ontem pelo papa Francisco é uma nova e eficaz denúncia do que está acontecendo em nossa sociedade, que, para promover uma ‘parificação’ que não é paridade, tende a negar as diferenças peculiares e naturais que tornam o homem e a mulher complementares", declarou em comunicado a presidente nacional da associação italiana Scienza & Vita (Ciência e Vida), Paola Ricci Sindoni.

"Em nome da não discriminação de ninguém, princípio justo e legítimo, acabam-se penalizando realidades humanas fundamentais do nosso viver comum. Proibir o Dia das Mães e o Dia dos Pais, substituir ‘pai’ e ‘mãe’ nos formulários por categorias numéricas, promover cursos que tergiversam a sexualidade, espalhar teorias sem base científica, tudo isto são apenas alguns dos meios que impulsionam uma colonização ideológica mascarada de projetos libertários".

"Algum tempo atrás, o papa já tinha se referido às possíveis motivações que levaram os modelos ideológicos de gênero a se desenvolver tão rapidamente: talvez seja a dificuldade de se definirem as relações entre os sexos o que cria o clima ‘de frustração e resignação’ que envolve ‘essa confusão, esse erro da mente’".

"Hoje, a questão é ainda mais urgente e premente e nos desafia em vários níveis. No dever concreto de esclarecer esta situação, olhamos com atenção e simpatia para os movimentos de cidadãos que estão se organizando diante desta ameaça", declarou Ricci Sindoni.
(09 de Junho de 2015) © Innovative Media Inc.






segunda-feira, 8 de junho de 2015

Vírus Amazonaws se espalha pelo Facebook; saiba eliminá-lo

O vírus faz publicações com apelos pornográficos em contas de usuários
8 JUN2015

19h14

atualizado às 19h15

O vírus de computador Amazonaws está 'hackeando' contas do Facebook e se espalhando através de posts da rede social. O 'sequestrador de navegadores', como é definido, já atacou diversos perfis de usuários que começaram a reclamar de posts com apelo pornográfico que são publicados em suas contas e pedir ajuda para solucionar o problema na Central de Ajuda do Facebook.



Vírus de computador Amazonaws está 'hackeando' contas do Facebook e se espalhando através de postsFoto: Facebook / Reprodução

O vírus S3.amazonaws.com/addns/ pode ser transferido através de anexos de e-mails, sites comprometidos ou pelos posts danificados, e se aloca no computador como uma barra de ferramenta de busca. Uma vez instalado, ele passa a fazer publicações abusivas em perfis do Facebook, além de provocar outras mudanças no funcionamento do computador.

Para remover o vírus manualmente, é preciso abrir o navegador Firefox, clicar em Ajuda e selecionar Solução de Problemas. Depois, selecione a opção Redefenir Firefox. Após o término da operação, basta clicar em Fechar e o navegador irá iniciar.




Greve dos rodoviários atinge 600 mil pessoas no DF

Trabalhadores descumprem decisão judicial que obriga que 70% da frota seja mantida nos horários de pico

8 JUN2015

11h12

atualizado às 11h13

Os motoristas e cobradores do Distrito Federal (DF) cruzaram os braços nesta segunda-feira em protesto por reajuste salarial, segundo informações confirmadas pela Secretaria de Estado de Estado de Mobilidade do Distrito Federal. Cerca de 600 mil pessoas são afetadas pela paralisação.

No sábado, o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região determinou que o sindicato dos rodoviários garantisse que 70% dos ônibus rodassem nos horários de pico, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. A ação foi movida por cinco empresas de transporte do DF.

Em contato com o Terra , o sindicato não soube informar quando será realizada a próxima assembleia, mas disse que entrará em contato com as empresas de ônibus o mais rápido possível para tentar solucionar o impasse.

Os rodoviários pedem reajuste salarial de 20% e 30% de aumento no vale alimentação, além de mais estabilidade no serviço, melhores condições de trabalho e mais veículos nas ruas. As negociações com as empresas se iniciaram em abril.

Terra




Texto retirado do site: http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/greve-dos-rodoviarios-atinge-600-mil-pessoas-no-df,cbd64f92a79678b1de2c383190f057bex9qxRCRD.html

Nasa fracassa em teste de paraquedas supersônico

8 JUN2015

22h30

COMENTÁRIOS

A Nasa fracassou no teste do paraquedas que deveria retardar a queda de uma espécie de disco voador lançado de um enorme balão nesta segunda-feira, cujo objetivo final será permitir o pouso de naves espaciais em Marte.

O balão de hélio começou sua subida de cerca de duas horas e meia às 14h45 (horário de Brasília) de uma base militar no Havaí, de acordo com a transmissão ao vivo do canal da Nasa.

Após o lançamento do disco, o paraquedas abriu apenas "parcialmente", informou a Nasa, sem dar detalhes.

Tratava-se do segundo teste realizado com a nova tecnologia. Na primeira tentativa, em junho de 2014, o paraquedas rasgou durante a descida.

Um barco foi enviado para recuperar o "disco" e sua caixa preta para analisar todos os dados a partir deste teste.

A Nasa planeja uma conferência de imprensa nesta terça-feira às 14h (horário de Brasília) para dar os resultados completos deste teste.

Como a atmosfera de Marte é muito pouco densa, qualquer paraquedas que ajude a suavizar o pouso de uma espaçonave pesada e que tenha alta velocidade precisará ser mais forte.

A agência espacial norte-americana começou a testar esta tecnologia em 1976, quando a missão Viking colocou duas sondas em Marte. Mas como o objetivo é enviar astronautas para o planeta vermelho até 2030, a agência espacial precisa de paraquedas mais avançados, feitos com tecnologia de nova geração, que permitam que as naves pousem suavemente.

O paraquedas (chamado "Low-Density Supersonic Decelerator", ou LDSD) era descrito pela agência como o "maior já enviado até hoje". Tinha 30 metros de diâmetro e seu objetivo era "reduzir a velocidade de entrada do disco de Mach 2 para uma velocidade subsônica".

O teste consistiu no envio do disco voador e do paraquedas a uma altitude de 37 quilômetros sobre o Oceano Pacífico, com a ajuda do balão gigante. O balão lançou a espaçonave e foguetes a elevaram a 55 quilômetros. Na queda, o disco deveria atingir uma velocidade 3,8 vezes a velocidade do som, ou 4.651 km/h.

O desacelerador aerodinâmico supersônico inflável, que tem a forma de uma rosquinha (chamado SIAD, sigla de Supersonic Inflatable Aerodynamic Decelerator), foi lançado então para frear a descida da nave até uma velocidade de cerca de 2,5 vezes a velocidade do som (3.060 Km/h). Neste momento, o paraquedas se abriu parcialmente, fracassando no objetivo de ajudar o disco a pousar suavemente no Pacífico.





Em exumação, coração de padre é encontrado intacto 7 anos após morte

Ângelo Angioni foi enterrado na Igreja Matriz em José Bonifácio (SP).
Descoberta foi de postuladores de Roma, durante processo de beatificação.

Do G1 Rio Preto e Araçatuba



Restos mortais, inclusive o coração, foram expostos durante missa no domingo (Foto: Reprodução / TV TEM)



A igreja São João Batista de José Bonifácio(SP) recebeu neste domingo (7) fiéis de toda a região noroeste paulista para o início oficial dos trabalhos diocesanos para o processo de beatificação e canonização do Monsenhor Ângelo Angioni.

Ele morreu há sete anos e, segundo a igreja católica, ao exumar o corpo nesta semana, postuladores de Roma - responsáveis por recolher informações para beatificações - perceberam que o coração estava intacto e não se deteriorou com o tempo. Peritos começam agora uma investigação para a possível beatificação dele.

Ângelo Angioni, tido como Santo pelos fiéis, nasceu na Itália em 1915. Foi ordenado padre aos 23 anos. Chegou ao Brasil em 1951 e foi direto para José Bonifácio onde atuou por quase 60 anos. Morreu em 2008 e foi enterrado na Igreja Matriz. O túmulo do Monsenhor - título de honra conferido pelo Papa a padres católicos por serviços prestados à igreja - recebe centenas de fiéis todos os anos.
Padre Ângelo Angioni (Foto: Reprodução / TV TEM)

A missa foi celebrada pelo bispo Dom Tomé Ferreira da Silva. Os integrantes do Tribunal Eclesiástico que vai analisar os milagres atribuídos ao Monsenhor foram apresentados à comunidade. No fim da celebração, os restos mortais do religioso, inclusive o coração, foram apresentados aos fiéis.

Dois postuladores de Roma estão na cidade desde o dia 29 e o que mais chamou a atenção foi o coração intacto do religioso. O processo de decomposição do corpo humano começa de dentro para fora e em até dois meses, o coração se desfaz. Em dois anos, a maioria dos corpos enterrados está totalmente decomposta, restando apenas ossos, cabelos, dentes e unhas.

Para o postulador Paulo Vilotta, a preservação de qualquer parte do corpo pode ocorrer por vários motivos. “Isso é um fator natural, pode acontecer com qualquer um de nós. Mas é um estímulo para rezar, pedir graças e elevar o padre, uma figura venerada na região”, comentou Vilotta.

Para que Ângelo Angioni seja declarado beato é preciso que a igreja reconheça um milagre pela intercessão do Monsenhor e depois, para ser considerado Santo, mais um milagre precisa ser comprovado pelos peritos do Vaticano. Um processo longo que pode durar décadas, mas depende dos fiéis que vão pode ajudar contando histórias e apresentando cartas e documentos que falem sobre os possíveis milagres.
Coração se deteriora em dois meses; padre morreu há 7 anos (Foto: Reprodução / TV TEM)





Texto retirado do site: 

Produção de veículos no Brasil retorna ao nível de 2005, diz Anfavea

Foram montadas 210,1 mil unidades em maio, com queda anual de 25,3%.
No ano, acumulado chega a 1,09 milhão de veículos e encolhe 19,1%.

Peter FussyDo G1, em São Paulo



A produção de veículos no Brasil caiu 25,3% em maio, na comparação com o mesmo mês de 2014, segundo números divulgados pela associação de fabricantes (Anfavea) nesta segunda-feira (8).

Foram montadas 210,1 mil unidades, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Em abril, o montante chegou a 217,6 mil, o que resulta em uma queda de 3,4%.

Produção de veículos em 2015
Unidades por mês (em mil)
em mil unidades204,7205,9254217,6210,1JaneiroFevereiroMarçoAbrilMaio050100150200250300
Fonte: Anfavea

"Com este nível de produção retornamos ao ano de 2005, com um destaque extremamente negativo, a produção de caminhões, que retorna a maio de 1999. Já conferi este número 3 vezes", afirma Luiz Moan, presidente da Anfavea.

Em maio de 2005, a produção de veículos estava em 207.369 unidades, enquanto a de caminhões, em 1999, era de 4.754 unidades.

"Nós tivemos um mês de maio com vendas bastante aquém das nossas previsões", acrescenta Moan.

Acumulado tem baixa de 19,1%
De janeiro a maio, o setor apresenta um encolhimento de 19,1%, com 1,09 milhão de unidades produzidas, ante 1,35 milhão no mesmo período do ano passado.

O montante produzido em 2015 até maio é o menor para o período em 8 anos. Em 2007, 1,07 milhão de veículos saíram das fábricas nos primeiros 5 meses do ano.

O recuo na produção foi mais sentido entre caminhões, com volume 51,4% menor que em 2014 e apenas 6.169 unidades. Já as fábricas de ônibus reduziram o ritmo em 31,6%, para 2.319 chassis montados.

Os números acompanham a queda de 27,5% nos licenciamentos de veículos em relação a maio de 2014 e de 3% sobre abril. Foram emplacadas 212,7 mil unidades no mês passado. A queda no acumulado do ano é de 20,9%, segundo dados do Denatran.

25 mil trabalhadores em casa
O emprego também é afetado pela crise nas vendas. Em maio de 2014, 152,3 mil pessoas trabalhavam na indústria. Depois de 1 ano, o montante caiu para 138,2 mil – uma queda de 9,2%. De janeiro a maio deste ano, foram fechadas cerca de 6 mil vagas.
Temos, sem dúvida nenhuma, um excedente de pessoal nas nossas fábricas"
Luiz Moan, presidente da Anfavea

Além das demissões, atualmente cerca de 25 mil empregados ligados a montadoras estão de férias coletivas, com suspensão de contratos de trabalho (lay-off) ou de licença remunerada.

"Temos, sem dúvida nenhuma, um excedente de pessoal nas nossas fábricas. O nível de emprego é equivalente ao de 2010 e 2011, enquanto o nível de produção é de 2006 e 2007. No entanto, nenhuma das nossas empresas gostaria de perder mão de obra qualificada, que é fruto de investimentos, por isto vem buscando todos os mecanismos possíveis para manter os empregos", afirmou Moan.

Exportações em alta
As exportações registraram o único sinal de retomada para a indústria. Foram 40,7 mil unidades em maio, o que representa uma alta de 41,7% sobre abril e de 16,5% ante maio de 2014. "É um valor que não atendíamos desde o final de 2013", afirmou Moan.

Recentemente, o governo brasileiro renovou o acordo automotivo com o México, o que ajudou a levantar os números. Além disso, Moan apontou a desvalorização do real e o crescimento do mercado interno mexicano como fatores importantes no processo.

Previsões revistas
A Anfavea manteve as previsões para exportações, mas revisou a expectativa para produção e vendas em 2015. Agora a estimativa é de queda de 20,6% nos licenciamentos de automóveis e de 17,8% na produção nacional.

"Temos claramente um ajuste fiscal que ainda não foi concluído, o que impacta bastante a confiança do investidor e do consumidor. Por isto, decidimos fazer essas revisões das previsões", explicou Moan.





domingo, 7 de junho de 2015

'Para que este gênio feminino seja reconhecido, deve ser ouvido’

Por que a paridade tem que significar que a mulher seja parecida com o homem e não ao contrário? Entrevista com Maria Giovanna Ruggieri, presidente da União Mundial das Organizações Femininas Católicas, sobre o Congresso dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Roma, 05 de Junho de 2015 (ZENIT.org) Rocio Lancho García

O ano de 2015 será um ano crucial para a comunidade internacional já que nas Nações Unidas será preparado e discutido a nova agenda para o desenvolvimento, que constituirá para a comunidade internacional o novo quadro de referência para os próximos quinze anos. Um grupo de mulheres que trabalham no âmbito eclesial, se reuniu no Vaticano recentemente para discutir, debater e contribuir com seu ponto de vista a estes objetivos. O Congresso foi organizado pelo Pontifício Conselho de Justiça e Paz junto com a World Union of Women’s Catholic Organisations (WUCWO) e a World Women’s Alliance for Life and Family.

Maria Giovanna Ruggieri, presidente da União Mundial das Organizações Femininas Católicas, (WUCWO) explicou a ZENIT que "o objetivo do congresso era ouvir, da base, reflexões e prioridades no nosso papel de organizações e realidades a serviço da Igreja e da sociedade. Entender quais são os elementos que nos chamam e são emergenciais, que não podemos adiar". Também “dar uma contribuição como mulheres” porque o documento final que realizaram é oferecido “à Santa Sé para quando tenham que participar na ONU da discussão dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”.

Por outro lado, a presidente Ruggieri disse que "isso também nos levou a verificar qual ideia de mulher oferecemos. Os objetivos são para todos, mas nós o vimos com olhos de mulher. E especialmente buscamos entender o que se quer privilegiar e o que está por trás dos objetivos propostos e oferecidos pelas diferentes realidades”. A ideia de mulher que deve emergir não é "uma mulher comercializada, uma mulher objeto ou uma mulher explorada”, mas “uma mulher respeitada na sua dignidade de pessoa”. Nossa proposta – afirma – é que brote esta dignidade que está em todos e cada um.

Também, adverte que em alguns aspectos estes Objetivos são muito "ocidentais" e que as prioridades, talvez, não sejam totalmente universais. O documento em que trabalharam durante o congresso está estruturado em quatro temas: “Ecologia humana”, “educação e trabalho”, “pobreza e ambiente”, “paz e desenvolvimento”.

O passo seguinte – nos diz Maria Giovanna – é como fazer para que os nossos organismos a nível nacional, local, “percebam estas coisas que falamos e se é possível dar um salto e estar atentos às prioridades desses Objetivos a serviço da pessoa”.

Uma das urgências que deve ser abordada é “a necessidade de trabalhar muito para que a dignidade da mulher seja realmente assumida”, destaca. E coloca o seguinte exemplo: “Se para vender qualquer produto é preciso colocar uma mulher linda do lado, isso fala muito do grau de dignidade que temos com a mulher”. Este problema – explica – afeta todo o mundo, é universal, de forma diferente, mas no fundo está sempre a ideia dessa mulher-objeto. “Objeto a ser usado para os meus interesses, para o trabalho, sexualidade... Infelizmente são muitas as novas formas de escravidão, que mostram quanto trabalho de educação e formação ainda é preciso ser feito para ajudar a todos, incluindo as mulheres, para terem respeito pela dignidade da pessoa”, adverte.

Falar sobre o valor das mulheres "não é nenhuma reivindicação, mas é pedir um reconhecimento de uma dignidade que, infelizmente ainda não tem totalmente", diz a presidente. E a Igreja – observa – deve também ajudar-nos nisso porque, em algumas situações a dignidade da mulher não é respeitada totalmente, e a Igreja poderia incidir ainda mais.

A este respeito, se pergunta: "Pensando nestas meninas que são exploradas sexualmente me pergunto o que fazemos para sensibilizar as comunidades eclesiais sobre este problema? Estas meninas são exploradas porque há demanda. Qual educação e formação existe? Na Itália, país tradicionalmente católico, fomos educados nas paróquias a respeitar a menina, a jovem, as mulheres? Isto não é transmitido geneticamente, e acho que ainda temos muito a fazer”.

A presidente se questiona sobre a ideia e a forma de entender hoje em dia a paridade, “Por que a paridade significa que eu tenho que ser como o homem e não que o homem se aproxime da sensibilidade feminina?, Deve ser obrigatoriamente esse o nível máximo a ser alcançado, não existe uma possibilidade intermediária? Por que entender a paridade como ‘fazer o que fazem os homens’? Por que a ternura deve pertencer somente à mulher?, Por que o homem não pode mostrar os seus sentimentos?”

Portanto, ela reconhece que gostaria que "na paridade, ambos reconheçam no outro valores e princípios, modos, que podem enriquecer-me, e não que eu tenha que tirar o que me pertence”.

Finalmente, Maria nota que o Papa está falando muito do “gênio feminino” como um grande dom que deve ter mais espaço na sociedade, mas “se ele fala e depois não se coloca em prática, o que ele diz, na sociedade, nada mudará”. Ele nos está abrindo um caminho, mas e nós? E para que este gênio feminino seja reconhecido, deve ser ouvido.


(05 de Junho de 2015) © Innovative Media Inc.






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