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domingo, 7 de junho de 2015

Desemprego já atinge jovens de maior escolaridade

07/06/2015 08h51

Cleide Silva e Anna Carolina Papp

São Paulo

O aumento do desemprego no País, que atinge todas as faixas, mas em especial os brasileiros com 18 a 24 anos, castiga também os jovens com maior nível de escolaridade, que há até pouco tempo eram os menos afetados pela escassez de trabalho. Em dez anos, saltou de 528 mil para 830 mil o número de jovens que se formam anualmente nas universidades brasileiras. Essa geração, beneficiada pelo acesso mais amplo ao ensino superior - parte dele favorecido por programas como o Financiamento Estudantil (Fies) do governo federal, que beneficiou cerca de 2 milhões de pessoas desde 2010 -, chega ao mercado e se depara com a falta de vagas.

"Terminei a faculdade em julho do ano passado e esperava que as empresas pudessem me dar uma oportunidade de crescimento, mas não foi isso que aconteceu", diz Mateus de Oliveira, de 21 anos, formado em Gestão de Recursos Humanos pela Faculdade de Comunicação, Tecnologia e Turismo de Olinda (Facottur). Ele mora em Olinda (PE) com a irmã e a mãe. Os três sobrevivem com o salário mínimo que a mãe recebe como cuidadora de uma idosa e a pensão que o pai paga, e se diz "desesperado" para conseguir um emprego.

"Já estou aceitando qualquer vaga, até de vendedor em shopping center", afirma Mateus. Além das necessidades básicas, ele quer se livrar de uma dívida de cerca de R$ 2 mil no cartão de crédito.

Dados da última Pesquisa Mensal de Empregos (PME), do IBGE, mostram que a taxa geral de desemprego em seis regiões metropolitanas do País (São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre) foi de 6,4% em abril. Entre os jovens, essa taxa foi duas vezes e meia maior, e ultrapassou os 16%.

De 2002 a 2014, a taxa de desemprego entre jovens com até 24 anos caiu 11,2 pontos porcentuais, de 23,2% para 12%. Neste ano, essa taxa chegou a 16,2% em abril. "Demorou 12 anos para a taxa cair 11 pontos e em único ano já foram devolvidos mais de 4 pontos", diz o pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Eduardo Zylberstajn.

Para Rodrigo Leandro de Moura, pesquisador e professor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), apesar de o desemprego estar crescendo em todas as faixas etárias, os jovens tendem a sofrer mais em casos de conjuntura desfavorável.

"Em geral, o jovem é menos experiente, está em processo de escolarização e é menos produtivo. Numa recessão, a tendência é justamente cortar os trabalhadores menos produtivos", diz Moura. "Além disso, o jovem é a única faixa etária que tem um contrato de trabalho mais flexível que os demais. Na hora de desligar, a empresa não incorre em custos demissionais; portanto, é mais barato."

Sem experiência

Entre os jovens com 11 anos ou mais de formação (faixa que contempla o pessoal que tem ensino médio completo, ensino superior, mestrado e doutorado), a taxa de desemprego saltou de 11,1% em 2014 para 14,6% em abril deste ano.

"Já cheguei a mandar de 50 a 60 currículos por dia para empresas de São Paulo e outros Estados, e não consigo nada em minha área", afirma Nicole Pervelli, de 22 anos. Formada no fim do ano passado em Engenharia Ambiental pela Fundação Santo André, ela já ampliou a busca para outras áreas da engenharia.

"Achei que seria mais fácil, mas, além da exigência de experiência na área, tem a crise no País que dificulta ainda mais", lamenta Nicole, moradora de Santo André (SP). Ela diz que gostaria de ter um emprego para bancar suas despesas e não depender dos pais.

O número de desocupados com 11 anos ou mais de estudos aumentou de 265,9 mil pessoas em 2014 para 340,4 mil neste ano. Já o de ocupados caiu de 2,12 milhões para 1,98 milhão. Para o economista Raone Botteon Costa, da Fipe, "o País não está conseguindo gerar vagas qualificadas no mesmo ritmo em que está melhorando a qualificação".

Formada em Biologia pela Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), Larissa Ferrari Oliveira, 21 anos, está desempregada desde o final do ano passado, quando obteve o certificado de graduação. Durante o período da faculdade, estagiou em três lugares diferentes e, mesmo já tendo experiência na área, nenhuma oportunidade efetiva de trabalho apareceu.

Larissa se cadastrou em plataformas online de emprego e enviou currículos. Seu objetivo é trabalhar na área de manejo e conservação da fauna, mas ela procura oportunidades também fora desse campo. "Me inscrevi em algumas vagas para trabalhar como recepcionista e tradutora", conta.

Apesar dos esforços, ainda não foi chamada para nenhuma entrevista. "Preciso de apoio financeiro", diz. Larissa mora com os pais em Guarulhos (SP) e gostaria de bancar gastos como curso de inglês e transporte público. Colaboraram Felipe Pontes e Rafaela Malvezi, especial para o Estado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE





Cunha diz que tentativas de controle da mídia não prosperarão no Parlamento

07/06/2015 15h19

Elizabeth Lopes

São Paulo

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está em viagem ao exterior, hoje, em Moscou, para participar do fórum parlamentar dos Brics, fez hoje em seus perfis oficiais nas redes sociais - Twitter e Facebook - uma defesa da liberdade de imprensa.

"Tentativas de controle dos meios de comunicação não prosperarão no Legislativo", avisou, parabenizando os profissionais do setor pela comemoração neste domingo, 7, do Dia da Liberdade de Imprensa. Na defesa de seu argumento, o peemedebista diz que a liberdade deve prevalecer em todas as circunstâncias porque tem se consolidado como baluarte da democracia.

"Praticamos todos os dias o direito constitucional, a manifestação livre, que é da atividade parlamentar. A Câmara é um ambiente propício à discussão. É inaceitável a censura travestida de regulação. Essa Casa jamais dará acolhida e repudiará qualquer tentativa que possa resvalar em atitude autoritária, qualquer tentativa de controle dos meios de comunicação não irá prosperar no Legislativo."

A defesa da regulação da mídia é uma das bandeiras do Partido dos Trabalhadores e da presidente Dilma Rousseff. Assim que foi reeleita, em outubro do ano passado, a petista defendeu a regulação econômica da mídia, sem interferência no conteúdo, sob argumento de que apenas seis famílias controlam 70% da imprensa brasileira.

Para a presidente, a regulação servirá para impedir o monopólio e os oligopólios regionais dos meios de comunicação no País. Em razão da polêmica dessa proposta, apesar da defesa de Dilma, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva (PT), disse no mês passado que o projeto de regulação da mídia não faz parte das prioridades do governo.

Discussão

A crítica de Eduardo Cunha a qualquer tentativa de regulação da mídia ocorre na mesma semana em que o tema estará em discussão na Câmara dos Deputados. Nesta quinta, 11, a partir das 9h30, o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, a assessora da presidência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) Ana Carolina Lopes de Carvalho, o professor da Universidade de Brasília (UnB) Murilo Cesar Ramos e a coordenadora-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Rosane Bertotti, falarão sobre a regulação econômica dos meios de comunicação, em audiência pública requerida pela deputada Luiza Erundina (PSB-SP).

Duas propostas serão discutidas nessa audiência pública na Câmara dos Deputados, o projeto de lei (PL) 4026/2004, de autoria do ex-deputado Cláudio Magrão (PPS-SP), e o projeto de lei (PL)6667/2009, do deputado Ivan Valente (Psol-SP). Ambos regulamentam a Constituição Federal (Art. 220), impondo limites à propriedade dos meios de comunicação e à audiência, com a finalidade de coibir o monopólio no setor.

AE






Após assembleia, rodoviários do DF aprovam greve a partir desta segunda

TRT mandou que 70% da frota circule em horário de pico e 50% no entrepico

07/06/2015 18h28


Durante assembléia na manhã deste domingo (7), motoristas e cobradores de empresas de ônibus do Distrito Federal decidiram deflagrar greve a partir de meia-noite desta segunda (8). A categoria pede 20% de reajuste salarial e de 30% no tíquete refeição e plano de saúde familiar. As empresas oferecem 8,34% de reajuste nos salários com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Nesse sábado (6), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) concedeu liminar em favor das empresas de ônibus que determina que 70% da frota circule em horário de pico e 50% no entrepico. Em caso de descumprimento, o sindicato fica sujeito à multa de R$ 100 mil. Os horários de pico vão de 5h às 9h30, das 11h às 13h e das 15h às 19h30.

Na assembleia, os trabalhadores contrariaram orientação do Sindicato dos Rodoviários de cumprir a liminar do TRT e votaram pela greve geral. O vice-presidente da organização, Jorge Farias, afirmou que vai cumprir a determinação da Justiça e, paralalemente, recorrer da decisão para tentar cassar a liminar.

O sistema de transporte tem cerca de 12 mil rodoviários, que transportam mais de 1 milhãos de passageiros por dia. O diretor de comunicação do sindicato, Marcos Duarte, disse que o salário de um motorista de ônibus é R$ 1.928 e o de um cobrador, R$ 1.008.

Da redação do Alô





sábado, 6 de junho de 2015

Penso na vida eterna

Eu penso na vida eterna...!


Acordo, vejo a luz do dia, e penso na vida eterna.
Tomo café da manhã, me arrumo para ir ao curso, e penso na vida eterna.
Saio de casa, vejo pessoas, corre-corre, trânsito longo de veículos, alguns estresses, mas penso na vida eterna.
Estudo, aprendo algo no dia, trabalho, e penso na vida eterna.
Ao voltar em casa, penso na vida eterna.
Ao lavar a louça, arrumar a casa, varrer e passar o rodo, organizar as coisas, etc e tal, fico pensando na vida eterna.
Faço projeções nessa vida, tento melhorar financeiramente, estudo, trabalho também para conquistar um patrimônio, mas a vida eterna é mais importante.
Já tive oportunidade de ficar um pouco mais rico financeiramente de maneira ilícita e imoral, mas preferi ficar do jeito que estava, por causa da vida eterna.
Já quis matar, já quis morrer, já quis me vingar, dominar o mundo, descontar a raiva em alguém, mas renunciei e tento renunciar todos os dias para não colocar em risco a vida eterna, ao lado de Jesus Cristo, como nos ensina a Igreja Católica Apostólica Romana.
Já quis um prazer fácil, e muitas vezes até trai a Jesus cedendo a alguns pecados, não dei o tempo que ele me pediu, mas tento renunciar a todas as tentações pela graça de Deus, para viver a vida eterna ao lado do Nosso Eterno Pai, de Deus...



A luta é ferrenha. Todos os dias, tento optar pela vida eterna. Talvez os meios de comunicação em geral e de massa nunca mostre ou promova pessoas que procuram a vida eterna, talvez porque isso não seja tão interessante pra eles. Mas mesmo assim, vou tentar optar mais uma vez pela vida eterna. Porque, nessa vida, há alguns séculos, não conheço ninguém que viveu mais de 150 anos. A vida eterna é onde vou viver eternamente, heheheheh!!! Em nome de Jesus!!!












Postagem do dia: 29 de novembro de 2014

Só pelo amor o homem se realiza plenamente

       O amor cria nos homens um sentimento de caridade e altruísmo, de bondade para com o próximo, características essenciais para a vida em sociedade.
       Hoje em dia parcelas expressivas da sociedade vivem sem amor, tanto o amor próprio como o amor ao outro. A falta de caridade reflete muitas vezes em situações e acontecimentos trágicos, como assassinatos, roubos, sequestros e outras barbáries.
       Se desenvolvêssemos mais o amor, amando a Deus e ao semelhante, construiríamos uma sociedade melhor, mais justa e solidária, mais afetuosa, e tais atitudes, comportamentos e sentimentos atrairia a felicidade, que é a realização do homem enquanto pessoa, ou melhor, atingiria seu objetivo para o qual existe.
       Somente praticando, exercitando, expressando e mesmo fazer o sacrifício será possível e concreto desenvolver o amor e, por conseguinte, possibilitar a pessoa humana ser total e plenamente realizada.








Texto retirado do site: http://interessantestemas.blogspot.com.br/, postagem do dia 01 de março de 2015.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

A "ideologia de gênero", a educação e os supostos "direitos sexuais".

Somente um governo que já perdeu a noção sobre o bem comum da família, sobre o respeito à maioria dos cidadãos, pode promover tais condutas e impor, inclusive, que sejam matéria de ensino para as crianças e adolescentes, nos colégios públicos e privados.

Brasilia, 05 de Junho de 2015 (ZENIT.org) Paulo Vasconcelos Jacobina | 454 visitas

Há um curioso paradoxo na afirmação de que as opções sexuais de cada um são um assunto privado, por um lado, e a frenética luta para promover a educação sexual de crianças e adolescentes, a ideologia do gênero e o casamento civil homoafetivo, de outro. É um paradoxo perverso. Porque silencia.

Silencia porque cada vez que alguém tenta falar publicamente sobre os temas acima, de modo a expor suas próprias opiniões sobre o assunto, há sempre alguém que retruca agressivamente com a afirmação de que a conduta sexual de cada um, as escolhas sexuais de cada um, são assunto estritamenteparticular e privado, e por isto aqueles que manifestam-se no sentido de que a ideologia de gênero não é matéria adequada para a educação de nossos jovens, que a identidade sexual não pode prescindir do seu componente biológico para estabelecer-se, e que a família não pode prescindir da complementariedade e da fecundidade para definir-se são agredidos como se fossem apenas moralistas, retrógrados e reacionários, além de fanáticos religiosos, que querem impor seus próprios padrões de moralidade aos outros. Vivam e deixem viver, dizem os defensores dessas ideologias. Não se metam nas escolhas sexuais dos outros, dizem eles, porque vivemos num país livre e laico e não lhes cabe impor a nós a (suposta) opressão heterossexual e a discriminação de cidadãos com base em preferências sexuais.

Onde está o paradoxo? Está em dizer que tais assuntos são “privados”, e que portanto dizem respeito apenas aos que os vivem, e ao mesmo tempo tentar obter o reconhecimento público das condutas dos que ostentam tais opções. Ora, se tais assuntos são privados, e se é injusto que qualquer grupo social que tenha opiniões diferentes venha a interferir nas escolhas de quem os adota, então de igual modo é injusto que se pleiteie o reconhecimento público e a promoção estatal dessas escolhas. Mesmo a título de “educação inclusiva” ou “vencer os preconceitos e as discriminações”.

Ouvi, outro dia, durante um debate inflamado, alguém perguntar agressivamente a um interlocutor que discordava da legalização do casamento homoafetivo: “Por que você quer impor sua própria heteronormatividade a quem tem uma sexualidade diferente da sua? Se você acredita no casamento heterossexual, então case-se com alguém de outro sexo e seja feliz, e deixe ser feliz quem acredita no casamento homoafetivo e quer ter direito a ter sexo com alguém do mesmo sexo. Uma vez que a conduta deste último não vai influir em nada na sua vida, sua posição é simples moralismo, discriminação injusta, atraso de mentalidade, falta de educação, violação do estado laico. Seu direito acaba onde começa o direito do outro”.

Temendo ser retrógrado, atrasado, fanático ou moralista, o debatedor que se opunha a tais “avanços” se calou, porque não tinha argumentos que não parecessem simplesmente uma intromissão no direito sexual alheio, ou na felicidade do outro, ou tradicionalismos e conservadorismos sem valor.

Não há “direitos sexuais”.

Não são poucos os católicos que se deixam não somente calar, mas até convencer por argumentos assim. Mas tais argumentos são simplesmente falsos.Não há uma categoria pública de direitos sexuais. E a contradição aqui é gritante. Se a sexualidade se constitui de condutas privadas, a categoria dos “direitos” se constitui na esfera pública. Por isto, falar em “direitos sexuais” é submeter à condição de públicos os interesses que o próprio debatedor colocou como privados quando quis colocar-se a salvo da crítica de quem defendia a posição oposta.

Não há direitos sexuais, compreendidos como um direito subjetivo ao prazer genital. Nem sequer como possibilidade de estabelecimento de políticas públicas estatais sobre tais prazeres. Mesmo a título de “garantia de não discriminação” a quem tem qualquer pulsão, tendência ou opção sexual neste ou naquele sentido. Todo direito manifesta um poder, e a todo direito se opõe um dever. Se há um “poder sexual” reconhecido como direito, há a possibilidade de impor, por via estatal, a um outro, o dever de garantir, promover ou conceder prazer sexual ao suposto “titular” desse direito. Ao admitir tais direitos, estaríamos estabelecendo que caberia ás famílias, ao estado, aos quartéis, aos hospitais, às escolas, enfim, a todas as esferas públicas de convivência, o dever de garantir o exercício do prazer sexual aos cidadãos que estiverem titularizados com tais direitos. Não é difícil imaginar onde isto nos conduziria. Aliás, já está conduzindo: os banheiros públicos, que sempre foram espaço de atendimento de necessidades fisiológicas digestivas, separados, portanto, conforme critérios estritamente biológicos e corporais, transformaram-se, por decreto do Governo federal, em espaço de manifestação de “identidade sexual” - ou seja, de expressão do “direito sexual” dos ativistas, e da contrapartida do “dever sexual” de que nossa preocupação com o pudor e a ingenuidade, por exemplo, de crianças e adolescentes, seja derrogado em favor do “prazer sexual” dos ativistas. Não é, pois, de condutas privadasque estamos falando aqui, mas da imposição pública universal de opções particulares aos outros, privando-o, por outro lado, de exercer suas próprias opções de não ver misturados assuntos sexuais com assuntos digestivos. Se isto não for de interesse de todos, então já não vivemos numa democracia, mas numa ditadura cujo projeto é estabelecer os seus próprios conceitos de “fim da discriminação sexual” e da “igualdade de gênero” por cima da razão, da fé, da tradição, da corporeidade, da ciência, dos interesses, de todos os cidadãos.

O matrimônio como relação complementar, reprodutiva e estável.

Além disso, o matrimônio sempre foi visto como o relacionamento estável potencialmente fértil e reprodutivo entre seres biologicamente complementares, e somente por isto ele despertou interesse público. Em nome da necessidade de prorrogação, no tempo, da própria existência da comunidade humana, bem como do valor que a prole gera a todos os membros de uma nação – representando a nova geração de trabalhadores, soldados, governantes, cidadãos – é que esta relação adquiria a dimensão pública que a fazia de necessária regulamentação estatal. Não havia uma relação com o prazer sexual em si, nem sequer com quaisquer pulsões ou desejos que os cônjuges eventualmente sentissem, entre si ou com terceiros: a esfera das emoções, dos sentimentos, dos desejos ou do prazer esteve sempre fora do âmbito público, em matéria de família e matrimônio, salvo quando relacionado à estabilidade, ao respeito recíproco e ao cuidado adequado com a prole.

O interesse estatal se dava pelo fato de que as consequências das relações sexuais complementares eram, essencialmente, duradouras e graves: implicavam reprodução, e um novo ser humano, que precisava ser cuidado e sustentado até a idade adulta, e adquiria, então, o dever recíproco de cuidar de seus genitores. Qualquer outra atividade sexual que não tivesse tal dimensão era um indiferente, ou mesmo um inconveniente jurídico, porque colocava o desejo sexual individual acima do interesse social. E a libido, neste contexto, é uma base extremamente frágil, e portanto totalmente inconveniente, para estabelecer a família. Com prazer ou não, com atração ou não, a simples condição potencial essencial da geração da prole, com todos os seus consectários, é o único fundamento válido para o reconhecimento público de tais relacionamentos como familiares.

No momento, porém, que se pleiteia uma nova base como fundamento para o próprio matrimônio, qual seja, a pulsão sexual indistinta por qualquer outra pessoa, independentemente de complementariedade ou de potencialidade para a reprodução natural, os fundamentos do casamento estão sendo alterados, e não somente para os chamados “casais homoafetivos”. Se não há diferença entre o desejo sexual homoafetivo e a união complementar essencialmente reprodutiva, e ambas dão origem à mesma pretensão de reconhecimento público, então a base do matrimônio mudou, e mudou para a sociedade inteira. O que fundamenta o matrimônio, agora, seria o contrato sexual, a libido recíproca, e não mais o interesse social na estabilidade de um lar para a prole. E isto para homoafetivos ou para heterossexuais. É por isso que o reconhecimento estatal da união homoafetiva como casamento afeta a todos os matrimônios, não somente aos homoafetivos. Por essa ideologia, desaparecida a libido, ou dirigida ela a outra pessoa, desfaz-se a família, porque o prazer sexual, tornado sinônimo de “felicidade”, é tido como o único fundamento para o casamento civil.

Somente um governo que já perdeu a noção sobre o bem comum da família, sobre o respeito à maioria dos cidadãos, pode promover tais condutas e impor, inclusive, que sejam matéria de ensino para as crianças e adolescentes, nos colégios públicos e privados. Em pouquíssimo tempo, este mesmo governo estará processando pais de família, religiosos e professores que ousem ensinar para os jovens que, se a sexualidade sem critério fosse o centro da vida e da identidade humana, a humanidade seria apenas mais um rebanho de seres irracionais. Quem sabe um dia tenhamos até uma “Campanha da Fraternidade” em favor dessas políticas governamentais desarvoradas. Não duvido, mas espero e rezo para que isto não ocorra.

(05 de Junho de 2015) © Innovative Media Inc.





Venezuela: A Igreja pede que o Governo permita à Cruz Vermelha visitar os presos políticos

Entre eles, "o ex-prefeito de San Cristobal, Daniel Ceballos, cujo "misterioso translado” ocorreu em condições humilhantes e sem avisar os seus familiares e nem sequer advogados”.

Roma, 05 de Junho de 2015 (ZENIT.org) Staff Reporter | 204 visitas

Monsenhor Roberto Lückert León, presidente da Comissão de Justiça e Paz da Conferência Episcopal Venezuelana, solicitou nesta quinta-feira ao governo, através de um comunicado, que “permita a visita de organismos de caráter humanitário, entre eles a Cruz Vermelha Internacional e esta Comissão de Justiça e Paz”, aos presos políticos do país. E recordou a debilitada saúde do ex-prefeito de San Cristobal, Daniel Ceballos, cujo "misterioso translado”, foi feito em “condições humilhantes” e “sem informar aos seus familiares e nem advogados”. Destacou também que "a vida e a saúde são prioridades perante qualquer posição ideológica e o Estado tem a obrigação de respeitar e garantir".





Papa na Bósnia: professor analisa cenário do país europeu


SEXTA-FEIRA, 5 DE JUNHO DE 2015, 8H20
MODIFICADO: SEXTA-FEIRA, 5 DE JUNHO DE 2015, 11H28

Papa visita Sarajevo neste sábado; mestre em História analisa cenário complexo da Bósnia, país multiétnico, um dos mais pobres da Europa e marcado pela guerra

Jéssica Marçal
Da Redação

Logo da viagem do Papa a Sarajevo, com o tema da paz

Um país multiétnico, considerado um dos mais pobres da Europa, marcado por um cenário de crise econômica e por um processo de reconciliação. Assim é a Bósnia-Herzegovina, país europeu que recebe a visita do Papa Francisco neste sábado, 6. Apesar do pouco tempo, já que Francisco fica apenas um dia na capital Sarajevo, grande é a expectativa pela visita, que tem como tema “A paz esteja convosco”.

A divisão em vários segmentos marca um cenário de conflitos político-religiosos na Bósnia. Em uma população de aproximadamente 4 milhões de habitantes, 40% seguem o Islã, 31% são cristãos ortodoxos e 15% de católicos.

Outro fator agravante é o embargo econômico que Sarajevo vem tentando vencer desde meados de 1995, uma medida que lhe foi imposta devido ao chamado genocídio étnico ocorrido no país. Além disso, Francisco vai encontrar uma crise de desemprego que afeta principalmente os jovens em um país onde 18% da população vivem em extrema pobreza.

“Nessa sociedade multicultural, multiétnica, parece que a tarefa do Papa vai ser inaugural, no sentido de tentar restabelecer um diálogo. E a gente está vendo pelo noticiário que ele está sendo esperado com muita expectativa. Na figura dele há uma esperança de unidade”, diz o mestre História Mario Dias, que é coordenador do curso de Filosofia do Centro Universitário Salesiano de Lorena (SP).

O acadêmico reconhece como um sinal dessa expectativa de unidade a própria fabricação da cadeira que Francisco vai utilizar no país: foram marceneiros muçulmanos que trabalharam na construção do objeto, não um católico romano.

“Isso já é uma notícia significativa. E esse processo de reconciliação é lento, mas a tentativa de consolidar a paz, a fraternidade, que é talvez a grande marca do Papa Francisco, pode inaugurar o que a OTAN tentou fazer e outros tantos tentaram, que é estabelecer um país que, com seus 4 milhões de habitantes, possa conviver com a dignidade, a respeitabilidade e, principalmente com a tolerância”.

Guerra e o processo de paz

Por ter uma posição estratégica, já que liga três continentes – Europa, África e Ásia – a Bósnia sempre foi alvo de conflitos, conforme explica o professor Mário. Os interesses pela região figuraram no contexto da Primeira Guerra Mundial e também da Guerra Fria.

Não bastasse o sofrimento advindo de dois conflitos mundiais, o país ainda enfrentou uma guerra civil após a conquista da independência, em 1992. Nessa época, houve um genocídio em massa de milhares de habitantes e, como consequência, assistiu-se a uma fuga em massa para países vizinhos.

“Essa tentativa de processo de paz que vem seguindo desde 1994 ainda não foi resolvida. A maioria dos empregos na região é de natureza pública, poucas são as ofertas para o mundo privado. Isso acaba tendo um reflexo importante principalmente na intolerância religiosa e na crise econômica”, afirma Dias.

O professor explica ainda que os acordos internacionais acabam sendo dificultados principalmente no estímulo à entrada de empresas estrangeiras, porque o país ainda sofre parte do embargo econômico, mesmo com a recente tentativa de entrar na União Europeia.

Diálogo na diversidade

O nacionalismo, segundo Mario, é sempre muito forte nos países e não é diferente no caso da Bósnia. A diferença está no fato de que, no país, a diversidade étnica e religiosa acontece em um pequeno território.

“Os sérvios, por exemplo, representam boa parte dos cristãos ortodoxos. Os croatas, são os católicos. E os muçulmanos, aqueles adeptos ao islamismo. A partir de 1993, se tenta associar a religião muçulmana como a religião da nação”.

Antes da guerra de 1992, essas questões religiosas eram “disfarçadamente” mais toleradas, explica Mario. Após a guerra, instalou-se a intolerância, que dificulta, de todos os lados, a possibilidade de diálogo. “Isso é um fator que o Papa vai encontrar nesses três grupos que acabam sendo oponentes, os sérvios, os católicos ortodoxos; os croatas que são católicos romanos e os bósnios, os muçulmanos”.




Planeta tem mais água doce que o necessário, afirma geólogo


QUINTA-FEIRA, 4 DE JUNHO DE 2015, 11H12MODIFICADO: 
QUINTA-FEIRA, 4 DE JUNHO DE 2015, 15H42

Geólogo afirma que o Brasil tem reservatório subterrâneo de água suficiente para abastecer o país por um século, mesmo sem chuvas

André Cunha
Da redação

O brasileiro ficou bem preocupado neste ano (e continua preocupado), assistindo a crise no abastecimento de água que atinge, especialmente, o Sudeste do país. Muito se tem falado que a água é escassa, que podemos não tê-la no futuro como temos agora.

No entanto, o Geólogo e presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas, Cláudio Oliveira, explicou ao noticias.cancaonova.com que a crise hídrica não é exatamente aquilo que temos ouvido, nem mesmo como menciona a Organização das Nações Unidas (ONU). Para ele, “as nossas demandas são muito inferiores à quantidade de água que temos à disposição”.

Para entender a afirmação, vamos citar alguns dados. Primeiro: o cientista britânico, John Anthony Allan, da King’s College de Londres, disse que a humanidade consome 8 mil km³ de água por ano. Segundo: o volume de chuva, de acordo com Cláudio, é de 48 mil km³, também por ano. Ou seja, quatro vezes maior que a média de consumo no planeta.

Cláudio explica que toda a água doce disponível na Terra vem da chuva. Trata-se da água do mar dessalinizada no processo de evaporação feito pelos raios solares (clico hidrológico). Essa água é filtrada pelo solo e armazenada nos compartimentos subterrâneos, também chamados de aquíferos.



O acesso aos Aquíferos se dá através da perfuração de poços tubulares (popularmente conhecidos como poços artesianos), com a finalidade de captação das águas subterrâneas / Ilustração: Abas

A ONU afirma que há escassez de água no Planeta, porém, Cláudio explica que esse cálculo da ONU e dos meios técnicos utiliza apenas o volume de águas da superfície, sem contar com os recursos dos aquíferos.

“Veja o tremendo erro que a ONU comete. Todo o volume de água da superfície é simplesmente um centésimo do volume de água que existe no subsolo”, afirmou o especialista.

O Aquífero Guarani, por exemplo, é considerado o maior reservatório de água doce do mundo, e tem sua maior parte no Brasil, que o divide com alguns países da América Latina. Cláudio afirma que este reservatório teria “água para suprir o Brasil inteiro, no mínimo, por um século, se não chovesse mais”.

Por este e outros motivos, ele enfatiza: “nós vivemos num país que tem muita água. Quem dessaliniza água do mar são os países do Oriente Médio. Vamos aproveitar a nossa água enquanto ela está boa”.

Então, como explicar a crise hídrica?

De acordo com o geólogo, o que acontece é que nas regiões onde há pouca água superficial disponível, o recurso hídrico subterrâneo também é crítico devido às áreas territoriais. Uma situação que piora com a urbanização e a grande concentração de pessoas, como é o caso do Sudeste. Então, para estas regiões, as águas subterrâneas podem ajudar, mas não servir de “salvadoras da pátria”.

“Na realidade, a única alternativa que passa pela cabeça dos gestores é a água subterrânea, mas é aí que começa o problema, porque eles vêm esta água como a salvadora da pátria. Ela até pode ser, mas não por completo, como em São Paulo”.

Ao mesmo tempo, o especialista alerta que é preciso ações dos governos para que água subterrânea disponível em outras regiões chegue àquelas onde há escassez . “Nova York, por exemplo, também não está em cima de uma região produtora de água, mas tem túneis de mais de 100 km trazendo água de lagos e represas”.

“Nós temos potencial, mas os meios de comunicação e os meios gestores (que são estaduais) não sabem dessa potencialidade. Na verdade, tem todo um mecanismo de proteção de mercado. Não é mais gestão de recursos hídricos subterrâneos; as concessionárias públicas tentam manter a hegemonia e não querem a concorrência das formas alternativas”, denunciou.

Todavia, o geólogo Cláudio Oliveira reitera que estes recursos têm que ser administrado, mapeados e calculados – trabalho normalmente realizado pelos governos estaduais – para saber quanto está sendo utilizado, e não haver uso indiscriminado.







quinta-feira, 4 de junho de 2015

Corpus Christi deve reunir 30 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios

postado em 04/06/2015 07:50 / atualizado em 04/06/2015 10:34

Nathália Cardim /

Tudo pronto para uma importante celebração da Igreja Católica. Hoje é dia de Corpus Christi, e fiéis de todo o Distrito Federal e das cidades do Entorno vão comemorar a data com shows e ritos sagrados. A expectativa da Arquidiocese de Brasília é de que pelo menos 30 mil pessoas compareçam à Esplanada dos Ministérios para a festividade durante todo o dia.

Haverá missa solene às 17h, celebrada pelo arcebispo de Brasília, dom Sergio da Rocha. O evento é tradicionalmente seguido por uma procissão, que passa sobre um tapete, com símbolos religiosos, de 110 metros de comprimento. A peça é confeccionada, desde às 6h30, por 600 jovens de paróquias de todo o DF.


Quem não vai sair do Distrito Federal durante o feriadão tem opções de lazer para aproveitar os dias de folga. Cinemas, zoológico e parques são boas opções. Hoje, o metrô terá horário reduzido, das 7h às 19h (confira o que abre e o que fecha).

Festa religiosa

» 6h30: início das atividades, com a confecção do tradicional tapete pelos grupos jovens de paróquias do DF.
» 15h: concentração dos fiéis, com animação da Banda Maranatha. Cerca de 60 sacerdotes atenderão às pessoas que desejarem se confessar.
» 16h45: saída do arcebispo, bispos e padres de todas as paróquias, da Catedral para o altar no palco principal, no canteiro central da Esplanada.
» 17h: missa celebrada por dom Sérgio da Rocha.
» 18h: procissão do Santíssimo Sacramento, com bênção para os doentes, os governantes e as famílias.
» 18h30: shows com Banda Dom e Vida Reluz.

O que abre e o que fecha

» Comércio
Os shoppings abrem na quinta-feira em horário reduzido: lojas, áreas de lazer e praça de alimentação, das 14h às 20h. Cinemas funcionarão normalmente. Para o comércio de rua, a data é facultativa. Na sexta-feira, funcionamento normal.

» Parque Nacional de Brasília
A Água Mineral abrirá das 8h às 16h. Os ingressos custam R$ 8. Crianças até 11 anos e maiores de 60 não pagam. É permitido entrar com alimentos, exceto bebidas alcoólicas.

» Jardim Zoológico
Funcionamento normal até domingo, com visitação das 9h às 17h. Os ingressos custam R$ 2. Crianças até 5 anos e idosos maiores de 60 anos não pagam.

» Jardim Botânico
Abre das 9h às 17h. Os ingressos custam R$ 2. Crianças até 5 anos e pessoas com mais de 65 não pagam.

» Feiras
Funcionarão normalmente, das 9h às 18h.

» Delegacias
Os atendimentos nas delegacias vão funcionar normalmente em esquema de plantão, assim como o registro de boletins de ocorrência.

» Saúde
As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e as emergências dos hospitais funcionarão normalmente em esquema de plantão. As unidades básicas de saúde, como centros, ambulatórios, postos e clínicas da família não abrem no feriado.

» Companhia Energética de Brasília (CEB)
Prestará atendimento 24 horas pela Central de Relacionamento com o Cliente, pelo telefone 116. As atividades essenciais de manutenção e operação serão mantidas em esquema de plantão.

» Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb)
A Caesb funciona em esquema de plantão, seguindo o regime de feriados. Setores administrativos e postos de atendimento não abrem. O telefone de emergência disponível para atendimento ao público é o 115. As agências voltam a operar normalmente na sexta-feira, a partir das 8h.

» Metrô
Vai operar das 7h às 19h. A tarifa será de R$ 3. Na sexta-feira e no fim de semana, o horário permanece inalterado: das 6h30 às 23h30, na sexta e no sábado, com tarifa a R$ 3, e das 7h às 19h, no domingo, com tarifa a R$ 2.
» Detran
Postos fecharão no feriado e só funcionarão na sexta, das 7h15 às 18h15.

» Hemocentro
Suspenderá as atividades na quinta-feira. Sexta e sábado, funcionará das 7h às 18h.

» Bancos
Não haverá atendimento nas agências bancárias no feriado. As agências reabrem para atendimento ao público na sexta-feira. Contas com o vencimento previsto para o dia 4, poderão ser pagas no primeiro dia útil após o feriado, sem acréscimo.

» Receita Federal
Não haverá atendimento ao público nas agências da Receita Federal no feriado. A central telefônica da Secretaria de Fazenda (número 156, opção 3) também ficará indisponível durante o feriado. Quem precisar de consultas e serviços básicos, como impressão de boletos e de certidões negativas, poderá acessar o site da secretaria. Demais serviços poderão ser registrados no atendimento virtual, mas as respostas serão concedidas nos dias úteis, em horário comercial, das 8h às 18h.

» Na Hora
Os postos do Na Hora estarão fechados. Na sexta, o público voltará a ser atendido a partir das 8h.




Texto retirado do site: 

Toque no Altar - Bendito serás (Legendado)

Índice de preços recua 1,4% em maio e alcança menor nível desde 2009

04/06/2015 12h22

AE

São Paulo (04)

O índice mensal de preços de alimentos da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado nesta quinta-feira, apresentou queda de 1,4% em maio na comparação com abril, para 166,8 pontos. O resultado representa uma retração de 20,7% ante o apurado em igual mês do ano passado. Segundo a organização, este é o menor nível desde setembro de 2009.

O Índice de Preços de Alimentos da FAO acompanha cinco grupos de commodities em mercados internacionais: cereais, carnes, laticínios, óleos vegetais e açúcar. A queda foi generalizada, com exceção de carnes.

O grupo dos cereais foi o que registrou a maior queda no período com retração de 3,8% em maio ante o mês anterior, para 160,8 pontos. Na comparação anual, o segmento acumula perdas de 22,4%. Segundo a FAO, amplos estoques combinados com perspectivas de boas colheitas neste ano mantiveram os preços internacionais sob pressão. A média de maio foi a mais baixa desde julho de 2010.

Os preços dos laticínios registraram retração de 2,9% em maio na margem, para 167,5 pontos. Segundo a FAO, a queda foi puxada pelo leite em pó e pela manteiga, enquanto que o queijo permaneceu estável. O recuo reflete grandes estoques na Nova Zelândia e o acúmulo de entregas para exportação na Europa, com a produção no Hemisfério Norte em seu pico sazonal. A incerteza sobre a demanda chinesa durante 2015 também continua pressionando o mercado, embora os preços mais baixos tenham estimulado o interesse do comprador no Oriente Médio e norte da África.

O índice de carnes alcançou 171 pontos em maio, recuo de 1,0% ante abril. No caso das aves, os preços permaneceram praticamente estáveis. Uma das causas apontadas pela FAO é o surto de gripe aviária nos Estados Unidos que levou a uma série de países a banir a importação norte-americana.

O subíndice de açúcar teve alta de 2%, para 189,3 pontos. O avanço em maio, que representa uma recuperação significativa desde outubro do ano passado, se deve principalmente a um começo mais lento da moagem da cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, segundo a FAO. No entanto, os preços do demerara seguem sob pressão com amplos estoques e previsões de safra robusta em 2014/15.

O índice de óleos vegetais também avançou no período. A alta foi de 2,6%, para 154,1 pontos. O avanço foi liderado pela alta nos preços dos derivados de palma e de soja. O óleo de palma vem sendo sustentando pelos temores de ocorrência de El Niño no sul da Ásia, concluiu a FAO.

(Camila Turtelli, camila.turtelli@estadao.com)

AE




Polícia Rodoviária Federal recomenda atenção nas estradas no Corpus Christi

04/06/2015 11h56

MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL




Antes de pegar a estrada neste feriado prolongado de Corpus Christi, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) recomenda que o motorista planeje o roteiro da viagem, verifique os itens de segurança do veículo e, principalmente, avalie se ele está preparado para dirigir em uma rodovia.



“Não podemos confundir o trânsito urbano com as estradas federais de longo percurso”, disse o agente de PRF Wanderley Francisco Soares, um dos responsáveis pelo patrulhamento das estradas federais que cruzam o Distrito Federal.

“As rodovias não são locais, definitivamente, de [o motorista] se autotestar, de aprender, porque o resultado disso costuma ser muito danoso”, afirmou Soares. Mas a falta de experiência só pode ser superada dirigindo. Nesse processo, o condutor deve tomar certos cuidados, como conduzir durante o dia e evitar pista molhada.

“Em primeiro lugar, se o condutor não tiver experiência adequada, for novo de habilitação, ele deve adquirir experiência no trânsito urbano primeiro, e passar a direção para uma pessoa com mais experiência quando for pegar rodovias”, orientou o agente da PRF.

Outra alternativa que pode salvar vidas é pegar a estrada nos períodos de menor fluxo. “Uma dica é sair antes ou depois dos outros. Especificamente, neste feriado agora, o ideal é optar pelo período da tarde, já que o horário de pico vai começar a partir das 5h desta quinta”.

Agência Brasil




terça-feira, 2 de junho de 2015

Defesa da Vida: Próximas marchas acontecem em Goiânia e Brasília

06/05/2015 - 04:53 pm .- 
“Por que legalizar a morte, se queremos vida?”. Esse é o tema da 8ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida contra o aborto, que acontecerá no dia 2 de junho, em Brasília (DF). Em Brasília, a concentração está marcada para às 14h atrás da Torre de TV, no Eixo Monumental. Antes da marcha nacional, no dia 28 de maio, Goiânia realiza sua sétima marcha, às 15 horas, na Praça Cívica. 

O objetivo é garantir os direitos do bebê que está por nascer, por meio da aprovação do Estatuto do Nascituro - Projeto de Lei (PL) 478/2007. “Estamos esperançosos de que atinja muita gente, o atual momento é importante, com tantas coisas em andamento no Congresso”, disse a presidente nacional do movimento, Lenise Garcia. No último domingo, 3 de maio, aconteceu a 3ª Marcha pela Vida - Contra o aborto, do Estado do Rio de Janeiro, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. O evento contou com a participação do bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio, Dom Antônio Augusto Dias Duarte. Participaram também líderes pró-vida de diversas religiões e foram coletadas mais de mil assinaturas para a aprovação do Estatuto do Nascituro. Este ano, a marcha apontou a adoção como uma alternativa para o aborto. Em 2016, o evento acontecerá no dia 1º de maio. 

 Além de organizar as marchas em todo o país, o Movimento Nacional da Cidadania pela Vida, Brasil sem aborto, também disponibiliza em seu site www.brasilsemaborto.com.br a possibilidade de participar de forma online do abaixo assinado pela aprovação do Estatuto do Nascituro. O Estatuto tramita atualmente na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e, como já foi aprovado em duas comissões, pode ser apresentado e votado a qualquer momento. Além disso, a população brasileira pode manifestar a sua opinião por meio de ligações para o Alô Senado: 0800.61.22.11. O movimento pede que as pessoas registrem a opinião contrária a qualquer iniciativa que seja favorável a descriminalização do Aborto no Brasil.





Quem veio, viu, eu também vi! Pentecostes 2015 - Taguatinga Norte

segunda-feira, maio 25, 2015 6:21 pm 130 




“Meus ouvidos ouviram falar de ti, mas agora os meus próprios olhos te viram em Pentecostes 2015”. No Taguaparque, em Taguatinga Norte, Distrito Federal, esta frase estampada nas camisetas dos cerca de mil e 1.800 servos de pastorais, em ação durante a Semana de Pentecostes, fez valer o propósito pelo qual foi criada: mostrar Jesus Cristo vivo, real e ressuscitado à Capital Federal, ao Brasil e ao mundo.


Celebrada pelo décimo sexto ano consecutivo, pelo padre Moacir Anastácio de Carvalho, a Semana de Pentecostes cumpriu, mais uma vez, o seu propósito: evangelizar sem fronteiras e apascentar as ovelhas sedentas do amor de Deus. As centenas de milhares de pessoas, talvez milhões, espalharam-se pelo imenso parque só para ver com os próprios olhos os milagres de Jesus, operados pela ação do Espírito Santo, tal como aconteceu em Pentecostes, da época dos apóstolos.


Esta multidão de fiéis, vinda de todos os cantos e recantos do Distrito Federal, do Brasil e do mundo, viu, nestes oito dias, o mar se abrir para Moisés passar com seu povo, em retirada da escravidão do Egito; viu o coxo se levantar e caminhar com Jesus; viu o leproso ser lavado e ser curado de suas feridas; viu o cego abrir os olhos e enxergar, tomar a sua capa e seguir Jesus Cristo; viu o filho da viúva ser ressuscitado; viu a mulher samaritana ser saciada com a água viva que Jesus a deu de beber; viu os céus se abrirem e o Espírito de Deus ser derramado sobre ela.


Em cada metro quadrado deste parque, onde o evento é celebrado há cerca de cinco anos, grupos e caravanas se aconchegavam para ver mais de perto tudo o que se passava na frente dos seus olhos, como num filme, revelando os acontecimentos de agora e de então. É impressionante notar a fé nos olhos destas pessoas, a coragem que elas têm de acreditar no que somente com os olhos da fé se pode ver! Quem, como eu, participou e trabalhou em prol de Pentecostes desde o seu início, se surpreende ao ver a proporção que ela tomou.







Andando no meio da multidão e esticando o olhar pelos arredores do parque, em cada rosto, cada olhar, cada lágrima, cada sorriso se vê uma busca sedenta por uma cura, um milagre, uma libertação, um emprego, um marido, uma casa, uma aprovação em concurso ou vestibular, uma vitória dos filhos contra as drogas, enfim, todos em busca de algo que somente Jesus pode dar. E aqui eles encontram o que procuram porque, por meio da oração e da fé, todos poderão ver a glória de Deus.


Por Marli Soares







segunda-feira, 1 de junho de 2015

Confiança de empresários sinaliza mais recuo do PIB de serviços, diz FGV



01/06/2015 16h41

Idiana Tomazelli

Rio

A confiança dos empresários do setor de serviços sinaliza que a queda do Produto Interno Bruto (PIB) da atividade deve continuar nos próximos trimestres, afirmou o economista Silvio Sales, consultor da Fundação Getulio Vargas (FGV). Embora a redução das incertezas, principalmente no campo político, tenha levado a uma alta das expectativas, a percepção sobre a situação atual continua ruim e provocou o recuo de 1,6% no índice de confiança ante abril.

"Os sinais são de que essa trajetória de queda deva continuar", disse Sales. Na sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que o PIB de serviços recuou 1,2% no primeiro trimestre em relação a igual período de 2014 - o pior resultado neste tipo de comparação desde o início da série, em 1996.

O perigo, segundo Sales, reside na fraqueza do mercado de trabalho. Diante do consumidor já cauteloso, a taxa de desemprego em alta e a queda na renda pode piorar a percepção das famílias e deprimir ainda mais a demanda, já encarada pelos empresários como insuficiente.

"Esse é um círculo que pode realimentar trajetória de desaceleração da atividade", disse Sales. "A demanda doméstica aumentará de forma mais clara só em 2016", acrescentou.

AE




Faturamento de micro e pequenas empresas paulistas recuou 4,8% em março

01/06/2015 16h40

Isabela Bonfim, especial para a AE

São Paulo

O faturamento das micro e pequenas empresas (MPEs) do Estado de São Paulo caiu 4,8% em março em relação ao mesmo mês do ano passado, já descontada a inflação. Em valores, a receita real foi de R$ 46,9 bilhões, R$ 2,4 bilhões a menos do que março de 2014. Foi a terceira queda seguida na comparação de um mês com igual período do ano anterior. A pesquisa Indicadores Sebrae-SP avalia que o recuo no faturamento é um reflexo do fraco desempenho da economia do País em 2015.

Na comparação com fevereiro, houve aumento de 6,1% na receita real das MPEs, em razão do maior número de dias úteis. O total em março ficou R$ 2,7 bilhões acima do mês anterior.

A má fase da economia atingiu todas as regiões do Estado. O Grande ABC registrou a maior queda no faturamento (8,5%) e a Região Metropolitana de São Paulo teve o menor recuo (2,2%).

Na análise por setores, a indústria apresentou discreto aumento de 0,7% no faturamento ante março de 2014. O comércio ficou praticamente estável, com variação positiva de apenas 0,1% no mesmo período. Já os serviços registraram redução de 12,2%, queda acentuada pela base de comparação, já que em março de 2014 o setor foi o único a ter resultado positivo.

A pesquisa Indicadores Sebrae-SP é realizada mensalmente, com apoio da Fundação Seade. São entrevistados 2.716 proprietários de MPEs do Estado de São Paulo. No levantamento, as MPEs são definidas como empresas de comércio e serviços com até 49 empregados e empresas da indústria de transformação com até 99 empregados. O faturamento bruto anual máximo é de R$ 3,6 milhões.

AE




Emplacamentos de veículos caem 27,5% em maio, diz Fenabrave

Comparação é com o mesmo período do ano passado.
Entre caminhões e ônibus, queda em relação a maio de 2014 foi de 50%.

Do G1, em São Paulo


Gerentes de concessionárias temem novos atrasos e mais prejuízos. (Foto: Reprodução/TV Tem)

Os emplacamentos de veículos caíram 27,5% em maio, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 212.713 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus emplacados, contra 293.344 veículos no mesmo período de 2014. Os dados são da Fenabrave, a associação das concessionárias.

Na comparação com abril desde ano, a queda foi menor, de 3%. No período, foram emplacados 219.371 veículos.

No acumulado de 2015, foram 1.106.476 veículos vendidos, contra 1.399.280 nos cinco primeiros meses de 2014. Neste caso, a queda é de 20,9%.

Automóveis e comerciais leves
A maior participação do mercado é de automóveis e comerciais leves. Neste segmento, houve queda de 26,2% em relação a maio do ano passado, com 204.978 unidades, ante 277.886 veículos. Em relação a abril deste ano, a queda foi de 3,1%. No mês, foram vendidos 211.625 veículos.

O modelo mais vendido foi o Palio, líder também no acumulado do ano. O modelo foi o único a emplacar mais de 10 mil unidades no mês. Foram 10.469 veículos. O vice-líder foi o HB20, com 8.848 unidades, e o terceiro, o Ford Ka, com 8.348.

Caminhões e ônibus
No segmento de caminhões e ônibus, a queda é ainda mais acentuada. Em maio deste ano, foram 7.735 unidades, número apenas 0,14% menor do que em abril, porém, 50% inferior a maio de 2014, período em que foram emplacados 15.458 veículos.

No acumulado, o segmento despencou 38,8%. São 41.224 veículos emplacados, contra 67.330 entre janeiro e maio de 2014.

Motos
Entre as motos, foram 105.472 unidades emplacadas em maio deste ano. Em relação ao ano passado, quando ganharam ás ruas 126.704 unidades, a queda foi de 16,8%. Já na comparação com abril, período em que foram emplacadas 108.155 unidades, o mercado sofreu retração de 2,5%.




Preço do carro sobe mesmo com vendas em ritmo lento e crise no setor

Empresas do setor estão demitindo e dando férias coletivas para tentar diminuir prejuízos

Joyce Carla, do R7


Com a baixa nas vendas, grandes montadoras de carros, caminhões e ônibus continuam adotando medidas para reduzir a produçãoDivulgação/11.08.2014/Volkswagen

O setor automotivo brasileiro colecionouresultados negativos em 2014 e prevê que 2015 não será diferente, com uma conjuntura que vai dos pátios cheios e demissões em massa às férias coletivas e a elevação de impostos. Apesar do cenário ruim e das promoções constantes na televisão, as montadoras conservam os preços dos veículos no mesmo patamar. 

Em alguns casos, houve até mesmo um aumento de preço em relação ao ano passado, maior até do que a inflação no mesmo período.

Com base na tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas),o R7 fez um levantamento do valor (de maio de 2014 ao mesmo mês deste ano) dos sete carros mais vendidos em abril que mostra que os três veículos mais caros do ranking tiveram aumento de preço acima da inflação.

Mas isso não explica o motivo de o carro no Brasil ser tão caro e, mesmo em um momento de crise, os preços não caírem.



O primeiro vilão é sempre o imposto. Mas o economista do Cofecon (Conselho Federal de Economia) Luciano D’Agostini, doutor em desenvolvimento econômico pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), afirma que, além da carga tributária — que subiu com a volta do IPI —, o preço do carro ainda tem quem cobrir os custos de produção e a margem de lucro dos empresários.

— Para se ter uma ideia, os impostos em cascata equivalem a uma carga tributária que varia de 40% a 55% do preço do carro. Além disso, há os custos físicos da indústria, como mão de obra, matéria-prima e energia elétrica, por exemplo. E essa última, teve um forte aumento neste ano, que pressionou mais ainda os custos.


D’Agostini explica que, como as empresas não podem mexer nos impostos, é preciso analisar a margem de lucro. No entanto, segundo ele, por causa do custo-Brasil, o lucro das indústrias, de forma geral, tem caído desde 2010.

— Quem tem uma empresa precisa ter uma margem de lucro mínima preservada para que o negócio valha a pena. Um cálculo possível seria a taxa básica de juros somada à inflação e ao risco país. Atualmente, a Selic [juros básicos] está em 13,25% com tendência de subir para 14%, a inflação está próxima a 8% e o risco Brasil é de cerca de 2%. Isso dá um percentual em torno de 24%.

Redução das vendas afetou emprego na indústria automotivaClayton de Souza/Estadão Conteúdo

O R7 procurou a Fiat, a Hyundai e a Chevrolet (montadoras que fazem os carros que ficaram mais caros na lista acima), mas as empresas não comentaram a política de preços dos carros. A Fiat explicou que, com o desaquecimento do mercado, "adequou sua política comercial concedendo bonificações e juros reduzidos, entre outras ações".

A empresa afirma que está com uma promoção até o fim do mês na qual o consumidor dá uma entrada mínima de 50% do veículo e o restante é dividido em 48 parcelas fixas mensais, sendo as nove primeiras com 50% do valor das 39 restantes.


Um lucro menor do que isso poderia levar os empresários a se desfazerem da empresa para buscar outros tipos de investimentos que tenham rentabilidade maior, segundo o professor.

— Ainda assim, com as fábricas já montadas, há mais facilidade para ficar no mercado e mais dificuldades para sair. O problema é que o cenário atual já começa a valer a pena para algumas empresas fechar a fábrica inteira no Brasil, montar tudo em outros países mais em conta e apenas importar os veículos prontos para vender aqui.

Trabalhadores

Com a margem de lucro reduzida, resta às empresas cortar os custos da mão de obra, ou seja, demissões, férias coletivas e lay-offs (suspensão do contrato de trabalho). O ano passado já teve recorde de suspensão temporária de trabalho nas montadoras, este ano o número segue em alta.

O ano de 2014 começou com 135.429 pessoas trabalhando na produção de veículos no País e terminou com 125.977 trabalhadores, segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Já 2015 começou com 125.778 funcionários e, em abril (último dado divulgado), havia apenas 122.204 trabalhadores empregados.

E não são só as montadoras que estão demitindo. A crise também já afeta as concessionárias. O presidente da Fenabrave (Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores), Alarico Assumpção Júnior, já havia dito, em janeiro, que “as demissões nas montadoras pioram o cenário para as concessionárias”.

— Se você produz menos, você vende menos.

A federação informou, no início deste mês, que 12 mil funcionários foram demitidos das concessionárias nos primeiros quatro meses deste ano, porque 250 autorizadas fecharam as portas no Brasil, motivado pelo encolhimento do mercado. Isso significa que mais de uma concessionária fechou por dia desde 1º de janeiro até hoje.

O presidente da Anfavea, Luiz Moan Yabiku Junior, afirma que todos esses fatores estão afetando a confiança do consumidor e a dos empresários.

— Entendemos que é de fundamental importância a realização o mais rápido possível dos ajustes fiscais na economia. Desta forma, as regras ficarão claras, o planejamento será mais preciso e a atividade será retomada.

Salário

Segundo D’Agostini, o salário dos trabalhadores aponta outro problema: ele é alto em relação à produtividade do brasileiro, mas é baixo em relação ao poder de compra.

— Assim como o setor imobiliário, o mercado automotivo precisa de crédito para fechar negócio, porque, sem financiamento, o trabalhador dificilmente consegue comprar um carro ou um imóvel. O preço do bem é alto comparado com o salário.

Para o doutor em desenvolvimento econômico, a forma de melhorar a produtividade do brasileiro e diminuir o custo da mão de obra é aumentando a educação do trabalhador.





Sem Petrobras e com economia estagnada, Nordeste terá 'São João da crise'

01/06/2015 11h04

Rafael Moraes Moura

Brasília
A deterioração da economia brasileira, a queda na arrecadação e a crise provocada pelos escândalos de corrupção na Petrobras fizeram queimar na fogueira os recursos para que prefeitos do Nordeste possam organizar as tradicionais festas de São João, que se iniciam nas próximas semanas. No interior dos Estados, principalmente da Bahia, as festas juninas são o principal evento popular do ano, atraem turistas, movimentam as economias locais, geram empregos e garantem dividendos políticos para os prefeitos.

"Ou eu pago a folha dos professores ou eu faço o São João. Não tem outra saída", desabafa a prefeita de Cardeal da Silva, Maria Quitéria Mendes (PSB). Diante de crescentes dificuldades orçamentárias e da queda na arrecadação, a prefeita optou por uma decisão drástica: cancelou a festa programada para os 9,6 mil habitantes do município, localizado a 142 km de Salvador.

"As pessoas ficam indignadas com o prefeito, a culpa é sempre do prefeito, mas a conta não fecha, quando você arrecada menos e gasta mais com saúde e educação", comenta Maria Quitéria, que preside a União dos Prefeitos da Bahia.

A mesma decisão foi tomada pelo prefeito Antônio Carlos Paim Cardoso (PT), do município de Amélia Rodrigues, para quem o São João é "supérfluo", consideradas as atuais circunstâncias.

"O momento atual não é de fazer festa nenhuma, a gente tem de se precaver pra passar o ano e ver como vai ficar o andamento da economia", diz o petista. Nas contas do prefeito, uma festa junina de médio porte não sai por menos de R$ 200 mil. "Essa despesa é um negócio impossível", afirma.

Patrocínio

Uma das principais patrocinadoras das festas juninas na região Nordeste, a Petrobras informou à reportagem que a "totalidade dos investimentos para o São João de 2015 e para o patrocínio cultural ainda estão sendo avaliados".

Os prefeitos, no entanto, já dão como certo que a demora na liberação de recursos significa que não haverá dinheiro da empresa para bancar a festa desta vez. Em meio à crise com os desdobramentos da operação Lava Jato, a empresa já encolheu neste ano o patrocínio destinado ao carnaval baiano.

Em 2014, a estatal investiu R$ 7,7 milhões no patrocínio do São João de 130 municípios - 119 deles da Bahia, 3 no Rio Grande do Norte, 3 em Sergipe, 2 em Alagoas, 2 na Paraíba e 1 em Pernambuco. De acordo com a Petrobras, desde o início do patrocínio ao São João, em 2005, a Bahia é o estado com o maior número de municípios contemplados.

Um dos municípios beneficiados no ano passado foi Uauá (BA), que tem São João como padroeiro. A cidade, conhecida como "a capital do bode", decidiu fazer um São João mais enxuto em tempos de crise: em vez de dez dias de festança, a fogueira será acendida por apenas quatro.

"A Petrobras podia tirar uma parte do dinheiro que levaram do esquema de corrupção e trazer pro São João do Nordeste", diz o prefeito Olímpio Cardoso Filho (PDT). "Não temos para quem apelar." Com a falta de apoio da Petrobras e a dificuldade de obter outras fontes de patrocínio, o prefeito decidiu cortar gastos para fazer uma festa de R$ 100 mil.

No município de Nordestina, o São João da crise terá mais bandas locais e durará menos dias, informou o secretário de administração da prefeitura, Giovanni Oliveira. Em Mutuipe, a diminuição dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM)e uma derrota na justiça por conta de um processo milionário envolvendo desapropriação de terras levaram a prefeitura a cancelar a festança - pelo terceiro ano seguido.

Em Candeias, até São Pedro atrapalhou. Castigado por fortes chuvas recentemente, o município decretou situação de emergência e cancelou por 90 dias todos os eventos festivos, inclusive o São João. Até o fechamento desta edição, a reportagem não havia obtido retorno do presidente da Bahiatursa, Diogo Medrado, empresa de turismo vinculada ao governo da Bahia.

Contraste

Se os pequenos municípios enfrentam uma série de dificuldades, os grandes ainda conseguem garantir a festa, ancorados na tradição e na obtenção de diferentes fontes de patrocínio. O São João de Campina Grande (PB), conhecido como o "Maior São João do mundo" ocorrerá de 5 de junho a 5 de julho e deve atrair 2 milhões de pessoas.

Em Caruaru (PE), a festa terá show de Elba Ramalho e homenageará o ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em 13 de agosto do ano passado.

AE




Papa Francisco: a fé verdadeira faz milagres

Francisco explicou hoje três modos de viver e por que o estilo de vida da fé é tão importante




AFP/Alberto Pizzoli


A fé autêntica, aberta aos outros e ao perdão, faz milagres. Que Deus nos ajude a não cair em uma religiosidade egoísta e mercantil: foi o que disse o Papa Francisco na Missa de hoje na Casa Santa Marta.

O Evangelho do dia propõe “três modos de viver” com as imagens da figueira que não dá frutos, dos negociantes no templo e do homem de fé. “A figueira – afirma o Papa – representa a esterilidade, ou seja, uma vida estéril, incapaz de dar qualquer coisa. Uma vida que não frutifica, incapaz de fazer o bem”.

“Vive para si; tranquilo, egoísta, não quer problemas. E Jesus amaldiçoa a figueira, porque é estéril, porque não fez nada para dar frutos. Representa a pessoa que nada faz para ajudar, que vive sempre para ela mesma, para que nada lhe falte. No final, estas pessoas se tornam neuróticas, todas elas! Jesus condena a esterilidade espiritual, o egoísmo espiritual. ‘Eu vivo para mim, que a mim nada falte e os outros que se virem!’”.

Negociadores da religião

O outro modo de viver – destaca o Papa – “é aquele dos exploradores, dos negociantes no templo. Exploram até mesmo o lugar sagrado de Deus para fazer negócios: trocam moedas, vendem os animais para os sacrifícios, têm até um sindicato para defendê-los. Isso não somente era tolerado, mas permitido pelos sacerdotes do templo”. São “aqueles que fazem da religião um negócio”. Na Bíblia – recorda Francisco – está a história dos filhos de um sacerdote que “obrigavam as pessoas a dar ofertas e ganhavam em cima disso, tanto, também dos pobres”. E “Jesus não economiza nas palavras”: “A minha casa será chamada casa de oração. Vocês, ao contrário, fizeram dela um covil de ladrões”.

“O povo peregrinava ao templo para pedir a bênção do Senhor, fazia um sacrifício: e lá, aquelas pessoas eram exploradas! Os sacerdotes não os ensinavam a rezar, não ministravam catequese... Era um covil de ladrões. Paguem, entrem... Realizavam os rituais, vazios, sem piedade. Não sei se nos fará bem pensar se conosco acontece algo do gênero em qualquer lugar. Não sei? Usar as coisas de Deus para o lucro próprio”.

Vida de Fé

O terceiro modo de viver é “a vida de fé”, como Jesus indica: “’Tenham fé em Deus. Se alguém disser a esta montanha: ergue-te e lança-te ao mar, e não duvidar no coração, mas crer que o que diz se realiza, assim lhe acontecerá’. Acontecerá justamente aquilo que nós, com fé, pedirmos.

“É o estilo de vida da fé. ‘Pai, o que devo fazer para isto?’; ‘Mas peça-o ao Senhor, que te ajude a realizar coisas boas, mas com fé. Somente uma condição: quando vocês rezarem pedindo isso, se vocês tiverem algo contra alguém, perdoem. É a única condição, para que também o vosso Pai que está nos céus vos perdoe as vossas ofensas’. Este é o terceiro estilo de vida. A fé, a fé para ajudar os demais, para se aproximar de Deus. Esta fé faz milagres”.

Meditação final

E, com a seguinte reflexão, o Papa concluiu a sua homilia: “Peçamos hoje ao Senhor… que nos ensine este estilo de vida de fé e que nos ajude a não cair jamais – nós, a cada um de nós, e a Igreja – na esterilidade e no mercantilismo”.


sources: RÁDIO VATICANO




10 conselhos de Dom Bosco aos pais

Simples. Realmente simples.




© Pressmaster/SHUTTERSTOCK



1. Valorize o seu filho. Quando respeitado e estimado, o jovem progride e amadurece.

2. Acredite no seu filho. Mesmo os jovens mais "difíceis" trazem bondade e generosidade no coração.

3. Ame e respeite o seu filho. Mostre a ele, claramente, que você está ao seu lado, olhe-o nos olhos. Nós é que pertencemos a nossos filhos, não eles a nós.

4. Elogie seu filho sempre que puder. Seja sincero: quem de nós não gosta de um elogio?

5. Compreenda seu filho. O mundo hoje é complicado, rude e competitivo. Muda todo dia. Procure entender isto.Quem sabe ele está precisando de você, esperando apenas um toque seu.

6. Alegre-se com o seu filho. Tanto quanto nós, os jovens são atraídos por um sorriso; a alegria e o bom humor atraem os meninos como mel.

7. Aproxime-se de seu filho. Viva com o seu filho. Viva no meio dele.Conheça seus amigos. Procure saber onde ele vai, com quem está. Convide-o a trazer seus amigos para a sua casa. Participe amigavelmente de sua vida.

8. Seja coerente com o seu filho. Não temos o direito de exigir de nosso filho atitudes que não temos. Quem não é sério não pode exigir seriedade. Quem não respeita, não pode exigir respeito.O nosso filho vê tudo isso muito bem, talvez porque nos conheça mais do que nós a ele.

9. Prevenir é melhor do que castigar o seu filho. Quem é feliz não sente a necessidade de fazer o que não é direito. O castigo magoa, a dor e o rancor ficam e separam você do seu filho. Pense, duas, três, sete vezes, antes de castigar. Nunca com raiva. Nunca.

10. Reze com seu filho. No princípio pode parecer “estranho”. Mas a religião precisa ser alimentada. Quem ama e respeita a Deus vai amar e respeitar o seu próximo. “Quando se trata de educação não se pode deixar de lado a religião”.






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