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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Atos anti-Dilma reúnem 700 mil em 24 estados e no DF, segundo a polícia


Ao menos 218 cidades do país registraram protestos.
Número de manifestantes é menor do que no dia 15 de março.



Do G1, em São Paulo


Manifestantes fizeram protestos contra o governo de Dilma Rousseff e contra a corrupção em mais de 200 Os números de manifestantes – 700 mil, segundo a polícia, ou 1,5 milhão, segundo os organizadores – foram menores do que nos atos de 15 de março.

Há pouco mais de um mês, 2,4 milhões de pessoas, segundo a polícia, ou 3 milhões, segundo os organizadores, protestaram em 252 cidades de todos os estados do país e no DF.

Em São Paulo, o cofundador do Movimento Brasil Livre, Kim Kataguiri, comentou a baixa nas estimativas de público: "Ainda que tenha tido menos pessoas, para a gente, é mais importante fazer protestos localizados do que reunir todo mundo em um só lugar".

As palavras de ordem de hoje foram as mesmas do último grande protesto: contra a corrupção, o governo e o PT. Mas desta vez todos os principais movimentos, entre eles o Vem Pra Rua, pediram a saída da presidente Dilma Rousseff. Em 15 de março, nem todos falavam em impeachment.

"Nós não éramos a favor [do impeachment] naquele momento porque não achávamos que havia argumento jurídico suficiente ainda. [...] De lá para cá várias teorias jurídicas novas surgiram, inclusive algumas usando a ação de crime comum para investigação da presidente", disse Rogerio Chequer, representante do Vem Pra Rua em São Paulo, ao jornal "Valor Econômico".

Também foram registrados atos em outros países, como na Alemanha, Irlanda e em Portugal.

Ao longo de todo o dia, ao menos 218 cidades registraram atos contra Dilma e a corrupção em 24 estados e no DF.

Veja como foram os protestos em cada estado:
Manifestantes pedem o impeachment da presidente
(Foto: Aline Nascimento/ G1)

ACRE

PARTICIPANTES: 250, segundo a polícia; 400, segundo os organizadores.

(ATO DE 15/3: 5 mil, segundo a polícia e os organizadores.)

COMO FOI: A concentração ocorreu a partir das 14h (16h horário de Brasília) em frente ao Palácio Rio Branco, em Rio Branco. Depois de percorrer as principais ruas do Centro, os manifestantes voltaram para a frente do Palácio e cantaram o hino nacional. O ato terminou às 17h10 (19h10 horário de Brasília).
Manifestantes na Orla de Maceió 
(Foto: Lucas Leite/G1)

ALAGOAS

Capital
PARTICIPANTES: 6 mil, segundo a polícia; 10 mil, segundo os organizadores.

(ATO DE 15/3: 10 mil, segundo a polícia e organizadores.)

COMO FOI: Manifestantes saíram emcaminhada pela Orla de Maceió, da Jatiúca à Ponta Verde, para protestar contra a corrupção no país. O ato é organizado pelo Movimento Brasil Livre. Com apoio de um trio elétrico, um dos integrantes discursou contra os altos preços, a inflação e a taxa de desemprego.

Interior
Manifestantes fizeram uma caminhada de uma hora em Arapiraca, município do Agreste de Alagoas. Há 60 participantes, segundo a polícia; e 150, segundo organizadores. "Nosso ato é simplesmente contra a corrupção nesse país. Fora, Dilma. Fora, PT. Nós queremos um governo honesto, mas de forma nenhuma defendemos a intervenção militar", disse Tarcisio Menezes, do Movimento Brasil Livre.
Sob chuva, manifestantes se reuniram no Centro
de Manaus (Foto: Sérgio Rodrigues/G1 AM)

AMAZONAS

PARTICIPANTES: 900, segundo a polícia e os organizadores.

(ATO EM 15/3: 13 mil, segundo a polícia; 150 mil, segundo organizadores.)

COMO FOI: A concentração começou por volta das 10h30, na Praça do Congresso, em Manaus. Uma caminhada teve início cerca de uma hora depois. Segundo a organização do momento, a chuva que atingiu a capital no início do dia pode ter influenciado na baixa adesão ao movimento na capital. Cerca de 340 policiais acompanharam o deslocamento dos manifestantes, que foi encerrado às 14h20.
Protesto em Salvador (Foto: Ruan Melo/G1)

BAHIA

Capital
PARTICIPANTES: 4 mil, segundo a polícia; 10 mil, segundo os manifestantes.

(ATO EM 15/3: 11 mil, segundo a polícia; 23 mil, segundo organizadores.)

COMO FOI: As pessoas se reuniram no Farol da Barra, em Salvador, às 9h. Com a chegada de um novo grupo, que saiu do Porto da Barra, foi iniciada uma caminhada em direção ao Cristo, onde o protesto chegou pouco antes das 12h, sob chuva.

O ato reuniu entidades como o Sindicato dos Médicos da Bahia, Associação dos Delegados da Polícia Federal, Associação dos Profissionais dos Correios, entre outras.

Um dos principais opositores do governo do Congresso Nacional, o deputado federal Antônio Imbassahy, do PSDB, participou da manifestação. "Como o governo não toma nenhuma atitude contra a corrupção, essa é a forma que o povo tem de reagir", disse.

Interior
Seis cidades do interior da Bahia tiveram protestos: Teixeira de Freitas, Eunápolis, Ilhéus e Itabuna, Vitória da Conquista e Feira de Santana. Em Feira, a segunda maior cidade baiana, a manifestação reuniu 500 pessoas, em números da Polícia Militar e da organização.
Protesto na Praça Portugal, em Fortaleza
(Foto: Gabriela Alves/g1)

CEARÁ

PARTICIPANTES: 25 mil, segundo a polícia e 35 mil, segundo organizadores.

(ATO EM 15/3: 20 mil, segundo a polícia e os organizadores.)

COMO FOI: Manifestantes se reuniram na Praça Portugal, no Bairro Aldeota, na Zona Norte de Fortaleza. Os primeiros participantes chegaram por volta das 14h e os discursos começaram às 16 horas. Às 17 horas, os participantes iniciaram uma caminhada de cerca de 3 km até o Aterro da Praia de Iracema.

Com faixas e cartazes, os manifestantes pediram a saída da presidente Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores. Também havia frases pedindo o fim da corrupção e críticas à lei 4.330, que permite a terceirização de qualquer atividade das empresas.
Manifestação reúne milhares de pessoas caminhando
na direção do Congresso (Foto: Evaristo Sá/AFP)

DISTRITO FEDERAL

PARTICIPANTES: 25 mil, segundo a polícia; 40 mil, segundo organizadores.

(ATO DE 15/3: 45 mil, segundo a polícia; 80 mil, segundo organizadores.)

COMO FOI: Manifestantes se reuniram na no Museu Nacional da República às 9h30 eseguiram em caminhada. Por volta das 10h30, os cerca de 4 mil manifestantes que ocupavam a Esplanada naquele momento começaram a se deslocar em direção ao Congresso Nacional.

Parte dos manifestantes pediu intervenção militar, o que é ilegal e contra a Constituição. Quando houve discurso a favor da proposta em um dos trios elétricos, manifestantes contrários à ideia vaiaram. O ato terminou pouco depois das 13h.

Mais cedo, houve um princípio de confusão no momento em que policiais tentaram retirar o cabo de PVC da bandeira de um manifestante. A Polícia Militar faz cordões de revista ao longo da Esplanada.

De acordo com a PM, dois homens foram presos durante a manifestação. Apenas um deles, no entanto, tinha relação direta com o ato: um morador de rua que empurrou manifestantes na Rodoviária do Plano Piloto. O outro foi um motociclista que iria participar do protesto, mas se envolveu em uma briga de trânsito.
Manifestantes se reuniram em Vila Velha
(Foto: Leandro Nossa/ CBN)

ESPÍRITO SANTO

PARTICIPANTES: 30 mil, segundo a polícia; 35 mil, segundo os organizadores.

Um grupo se concentrou na Praça do Papa, na capital do Espírito Santo nesta tarde. Ele se encontrou com cerca de 3 mil pessoas, segundo a organização, que saíram de Vila Velha.

Os artistas Marcelo Ribeiro e Cláudio Boca fizeram apresentações cantando músicas de protesto. Por volta das 17h, um dos trios saiu da praça na Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, onde seguiu para a Praia de Camburi. O ato foi encerrado.

Interior
No estado, também houve manifestações em Cachoeiro de Itapemirim, Linhares e Colatina.
Manifestantes protestam em Goiânia
(Foto: Sílvio Túlio/G1)

GOIÁS

Capital
PARTICIPANTES: 2,5 mil, segundo a polícia; 20 mil, segundo organizadores.

(ATO EM 15/3: 60 mil, segundo a polícia; 150 mil, segundo os organizadores.)

COMO FOI: Em Goiânia, o protesto começou por volta das 14h, na Praça Tamandaré, no Setor Oeste. Cerca de uma hora depois, as pessoas partiram em caminhada em direção à sede da Polícia Federal, no Setor Bela Vista, onde chegou por volta das 16h30. O protesto terminou às 17h10, quando os manifestantes se dispersaram do local.

Dois grupos participaram do ato: Movimento Brasil Livre e Movimento Vem Pra Rua. Algumas pessoas pediram intervenção militar durante o protesto.

Interior
Goianos protestam contra a corrupção e a presidente Dilma Rousseff em Rio Verde, no sudoeste do estado. Cerca de 250 pessoas participaram do ato, segundo a PM e também a organização do protesto, o Movimento Popular Rioverdense.

Em Jataí, o protesto também reuniu cerca de 250 pessoas, conforme a PM e a organização. Também foram registrados atos em Catalão e em Anápolis.
Em São Luís (MA), a manifestação começou às 11h
(Foto: Lucas Vieira/G1)

MARANHÃO

PARTICIPANTES: 400, segundo a polícia; 3,5 mil, segundo a organização.

(ATO EM 15/3: 3 mil, segundo a polícia; 5 mil, segundo a organização.)

COMO FOI: O ato convocado pelos movimentos Brasil Livre e Eu Te Amo, Meu Brasil se encontrou com o Acorda, Maranhão, na Avenida Litorânea, em São Luís. Apasseata, com percurso de 3,5 km, saiu às 11h, do Parquinho da Litorânea, e chegou à Praça do Pescador por volta de 12h30. O grupo se dispersou por volta de 12h40 após cantar o Hino Nacional.

"É um movimento de indignação contra toda essa onda de corrupção e também contra a má administração", disse Darcy Fontes, do movimento Eu Te Amo, Meu Brasil.
Protesto em Cuiabá (Foto: André Souza/G1 MT)

MATO GROSSO

Capital
PARTICIPANTES: 8 mil, segundo a polícia; 25 mil, segundo organizadores.

(ATO EM 15/3: 20 mil, segundo a polícia; 35 mil, segundo organizadores.)

COMO FOI: Grupos de manifestantes se reuniram na Praça Ipiranga, no Centro de Cuiabá, para protestar contra o governo federal. O protesto em Cuiabá foi pacífico e monitorado por 700 policiais militares, que acompanharam os manifestantes no trajeto de quase dois quilômetros, com cavalaria e auxílio de um helicóptero, até a Avenida Mato Grosso, ponto final da caminhada. O ato começou as 16h45 [horário local] e terminou às 17h40.

Segundo o empresário Célio Fernandes, um dos líderes do movimento, a presidente não entendeu o recado do dia 15 de março e por isso os manifestantes voltaram às ruas para protestar neste domingo. “Somos um país rico merecemos ter uma qualidade de vida à altura daquilo que nós pagamos”, declarou.

Interior
Houve atos em Rondonópolis, Barra das Garças, Sinop, Sorriso e Alta Floresta. No município de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, cerca de 500 pessoas protestaram, e a Polícia Militar estima menos de 100 pessoas.
Manifestante em Campo Grande (Foto: G1)

MATO GROSSO DO SUL

PARTICIPANTES: 16 mil, segundo a polícia; 19,8 mil, segundo organizadores.

(ATO EM 15/3: 32 mil, segundo a polícia; 100 mil, segundo organizadores.)

COMO FOI: O protesto começou por volta das 16h30 (de MS) e terminou às 19h13, com discursos, hino nacional e balões verdes e amarelos.

A pauta de reivindicações da organização do protesto foi a extinção do PT, a ​transparência nos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), investigação de Dilma e Lula, o afastamento de Dias Tóffoli do julgamento da Operação Lava Jato ​​​​e contra a reforma política do PT.

Interior
No interior do estado, houve atos em Dourados, Ponta Porã, Corumbá e Maracaju. Em Dourados, a PM fala que foram cerca de 700 manifestantes. Já o movimento informa que entre 500 e 600 pessoas foram na manifestação.
Protesto em Belo Horizonte
(Foto: Reprodução GloboNews)

MINAS GERAIS

Capital
PARTICIPANTES: 6 mil, segundo a polícia; 8,5 mil, segundo organizadores.

(ATO EM 15/3: 25 mil, segundo a polícia e os organizadores.)

COMO FOI: A concentração começou por volta das 9h na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul. O ato percorreu ruas do centro da capital até a Praça da Estação. A manifestação aconteceu de forma pacífica e foi encerrada às 14h20. Mais cedo, os participantes fizeram um apitaço em torno do coreto. Um dos cartazes na Praça da Liberdade pediu intervenção militar.

Vários movimentos sociais participaram da organização do protesto, entre eles o Vem Pra Rua, o Brava Gente, Pró-Brasil, Basta Brasil e o Grupo Vergonha.

Interior
Foram registrados atos em Governador Valadares, Montes Claros, Uberlândia, Uberaba, Ipatinga, Divinópolis, Juiz de Fora, Araxá, Santa Rita de Sapucaí, São Sebastião, Teófilo Otoni, Pouso Alegre, Varginha, Coronel Fabriciano, Timóteo e Poços de Caldas. Um dos maiores foi em Uberlândia, com 6 mil participantes, segundo a polícia, e 10 mil, segundo organizadores.
Manifestação em Belém (Foto: Alexandre Yuri/G1)

PARÁ

Capital
PARTICIPANTES: 5 mil, segundo a polícia e os organizadores.

(ATO EM 15/3: 45 mil, segundo a polícia; 60 mil, segundo organizadores.)

COMO FOI: O grupo se concentrou por volta de 9h na Estação das Docas, em Belém, marchando às 10h na direção da Praça da República, onde ficou por cerca de 40 minutos antes de seguir pela avenida Nazaré. A marcha irá até a avenida Visconde de Souza Franco e retorna para praça da República, onde será a dispersão.

Participam do protesto pessoas ligadas aos movimentos Reage Brasil, Vem pra Rua e Brasil Livre. "Nós somos contra o governo que despreza valores democráticos, um governo que tem um projeto totalitário, ditatorial, que tem um projeto de destruir a democracia e aparelhar o estado. A reforma política é um golpe", afirma Leonardo Bruno, do Movimento Brasil Livre.

Interior
Também houve manifestação em Santarém. Algumas pessoas se concentraram na Praça São Sebastião e fizeram uma caminhada. Segundo a polícia, 110 participaram. Segundo organizadores, foram 350.
Em João Pessoa, grupo leva cartazes pedindo
intervenção militar (Foto: Krystine Carneiro/G1)

PARAÍBA

Capital
PARTICIPANTES: 300, segundo a polícia; 1,5 mil, segundo organizadores.

(ATO EM 15/3: 2,5 mil, segundo a polícia; 7 mil, segundo os organizadores.)

COMO FOI: Os manifestantes se concentram no Busto de Tamandaré, entre as praias de Cabo Brando e Tambaú.

Assim como aconteceu em outros protestos, muitas pessoas levaram cartazes apresentando suas reivindicações. Os cartazes reclamam dos aumentos nos preços e atacam o governo, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. Há ainda alguns que pedem intervenção militar.

Interior
Também foi registrado protesto em Campina Grande, onde a caminhada começou às 15h30. Segundo a polícia, participaram 250 pessoas. Segundo organizadores, foram 1,5 mil.
Manifestantes saíram da Praça dos Pioneiros e
foram até a sede da Prefeitura de Paranavaí
(Foto: Fabiano Oliveira/RPC)

PARANÁ

Capital
PARTICIPANTES: 40 mil, segundo a polícia; 60 mil, segundo organizadores.

(ATO EM 15/3: 80 mil, segundo a polícia; 100 mil, segundo organizadores.)

COMO FOI: Em Curitiba, os manifestantes começaram a se reunir na Praça Santos Andrade, no Centro, no início da tarde. Entre os pedidos estão o fim da corrupção e o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Há ainda manifestantes elogiando o juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato.

Interior
A PM informou que 5 mil pessoas estão nas ruas de Londrina protestando contra o governo federal. Os organizadores da manifestação falam em 10 mil pessoas.

Em Maringá, 6 mil foram às ruas, segundo a polícia, e 20 mil, segundo os organizadores.

Também houve atos em Cascavel, Paranavaí, Guarapuava e Foz do Iguaçu.
Manifestantes na Avenida Boa Viagem,
no Recife (Foto: Camila Torres/TV Globo)

PERNAMBUCO

Capital
PARTICIPANTES: 40 mil, segundo os organizadores.

(ATO EM 15/3: 15,1 mil, segundo a polícia; 50,5 mil, segundo organizadores.)

COMO FOI: Dois trios elétricos e um carro de som acompanharam o ato, que começou às 14h e saiu em passeata às 15h. O percurso total foi de 3,5 km de extensão – da pracinha de Boa Viagem ao Segundo Jardim, ambos na avenida Boa Viagem, principal do bairro. O protesto acabou às 17h30.

"A principal pauta do 'Vem pra Rua' no Recife e em todo o Brasil hoje é pedir a saída da presidente Dilma, seja por renúncia, cassação ou impeachment. A resposta que o governo deu aos protestos do dia 15 de março não foi satisfatória", disse Gustavo Gesteira, um dos líderes.

Interior
Integrantes da Maçonaria realizaram uma caminhada no Centro de Caruaru, no Agreste, pela manhã. A organização estima que mais de 100 pessoas tenham participado da mobilização, que começou às 10h e durou 90 minutos. A PM calcula que 60 pessoas participaram. À tarde, um novo protesto reuniu 30 pessoas, segundo organizadores.

PIAUÍ

PARTICIPANTES: 300, segundo a polícia; 1 mil, segundo os organizadores.

(ATO EM 15/3: 4 mil, segundo a polícia; 5 mil, segundo os organizadores).

COMO FOI: Em Teresina, a chuva afastou o público da segunda manifestação na Avenida Marechal Castelo Branco, em frente à Assembleia Legislativa do Piauí.

Os manifestantes executaram o hino nacional logo no início do protesto. Apesar do pouco público, pessoas vieram de longe para participar do protesto. É o caso de Agnaldo Silva Alves, que veio da cidade de Elesbão Veloso, a 155 km de Teresina. “Isso é necessário para que ocorra uma mudança na forma de fazer política e de tratar o povo brasileiro”, afirmou.
Manifestante coloca a mão no peito para cantar o
Hino Nacional (Foto: Alexandre Durão / G1)

RIO DE JANEIRO

PARTICIPANTES: 10 mil, segundo a polícia; entre 20 mil e 25 mil, segundo os organizadores.

(ATO EM 15/3: 100 mil, segundo organizadores.)

COMO FOI: Manifestantes carregam faixas contra a corrupção na Praia de Copacabana. Eles marcham em direção à Praia do Leme, ocupando a pista junto à praia, que já é fechada aos domingos para lazer. Por volta das 12h30, a pista dos prédios também foi parcialmente fechada ao tráfego.

O ato, convocado por redes sociais, foi pacífico e teve apenas um tumulto, quando um homem que provocava os manifestantes com um megafone foi hostilizado e levado por PMs para a delegacia.

Interior
Foram registrados atos em Macaé, Volta Redonda, Barra Mansa, Petrópolis, Campos Goytacazes, Nova Friburgo e Resende. Um dos maiores foi em Volta Redonda, onde 300 pessoas participaram, segundo a PM, e 2,5 mil, segundo os organizadores.
Começa passeata em Florianópolis (Foto: G1)

SANTA CATARINA

Capital
PARTICIPANTES: 25 mil, segundo a polícia e os organizadores.

(ATO EM 15/3: 30 mil, segundo a polícia e organizadores.)

COMO: A concentração de pessoas em Florianópolis foi no Trapiche da Avenida Beira-Mar Norte, às 16h. O grupo seguiu em passeata até as 18h10, quando encerrou o protesto.

Interior
Foram registrados protestos em Criciúma do Sul, Navegantes, Joaçaba, Criciúma, Balneário Camboriú, Chapecó, Lages, Timbó, Curitibanos, Joinville, Pomerode, São Francisco do Sul, Jaraguá do Sul, Barra Velha, Blumenau e Palmitos. O maior deles foi em Chapecó, com 2 mil participantes, segundo organizadores, e 1,5 mil, segundo a PM.
Manifestantes na Avenida Paulista
(Foto: Rafael Arbex/Estadão Conteúdo)

SÃO PAULO

Capital
PARTICIPANTES: 275 mil, segundo a polícia; 800 mil, segundo os organizadores; 100 mil, segundo o Instituto Datafolha.

(ATO EM 15/3: 1 milhão, segundo a polícia e os organizadores.)

COMO FOI: A manifestação em São Paulocomeçou por volta das 12h, quando motociclistas entraram na Avenida Paulista com bandeiras brasileiras e cartazes pedindo o impeachment da presidente e o fim do Partido dos Trabalhadores. Pouco depois, caminhoneiros com faixas “Fora, Dilma” percorreram as marginais dos rios Pinheiro e Tietê ao som de suas buzinas.

Mais tarde, às 14h, a concentração de pessoas aumentou em frente ao Museu de Arte Assis Chateaubriand, o Masp. Líderes do movimento "Vem Pra Rua" discursaram em carro de som, acompanhados de aplausos e músicas como "Que país é esse", da Legião Urbana.

Assim como no dia 15 de março, crianças tiraram fotos com policiais militares, pets acompanharam seus donos e vestiram a bandeira do Brasil. Apesar de uma mulher ter sido detida por ter protestado sem roupa, o ato transcorreu sem incidentes e foi acompanhado por 1.800 policiais militares. O protesto foi encerrado às 18h15.
Em Ribeirão Preto, 25 mil pessoas protestaram,
segundo a PM (Foto: Amanda Pioli/G1)

Interior
Foram registrados atos, entre outras cidades, em Sorocaba, Santos, Praia Grande, Presidente Prudente, Araçatuba, Mogi das Cruzes, Jaú, São José do Rio Preto, Jundiaí, Itu, Bauru, Piracicaba, Campinas, Indaiatuba, Atibaia, Jacareí, Limeira, Lins e Paulínia. Veja mais detalhes.

Um dos maiores protestos do interior, em Ribeirão Preto, reuniu 25 mil pessoas, segundo a polícia e os organizadores. 
Manifestação ocorre em bairro nobre de Aracaju
(Foto: Tássio Andrade / G1)

SERGIPE

PARTICIPANTES: 450 pessoas, segundo a polícia; 2 mil, segundo organizadores.

(ATO EM 15/3: 900, segundo a polícia; 5 mil, segundo os organizadores.)

COMO FOI: As pessoas se reuniram no Bairro 13 de Julho, em Aracaju, e realizaram um protesto contra o governo da presidente Dilma. A concentração começou por volta das 15h no Mirante localizado na Avenida Beira Mar, na Zona Sul da capital. Os manifestantes seguiram em passeata até o Parque Augusto Franco gritando palavras de ordem. O ato foi encerrado de forma pacífica, de acordo com a Polícia Militar.

“Nós fizemos o primeiro ato e nada foi feito. Ao contrário, as coisas estão piores, quadruplicaram a verba do Congresso”, disse João Carlos Lima, representante do Movimento Basta em Sergipe.

Manifestação em Natal (Foto: G1)

RIO GRANDE DO NORTE

PARTICIPANTES: 5 mil, segundo a polícia; 7 mil, segundo os organizadores.

(ATO EM 15/3: 12 mil, segundo a polícia; 40 mil, segundo os organizadores.)

COMO FOI: O protesto começou às 16h30, com concentração no Tirol, zona Sul de Natal. Com faixas e cartazes, os manifestantes criticaram a gestão petista na administração federal. Em meio ao ato público, algumas pessoas pediram o impeachment de Dilma. Outras chegaram a defender uma intervenção militar para destituir o governo do PT.

Por volta das 17h, os manifestantes deixaram o local de concentração e seguiram em direção à avenida Amintas Barros, também na zona Sul. O protesto em Natal foi encerrado por volta das 18h.
Manifestantes pede impeachment em Porto Alegre
(Foto: Felipe Truda/G1)

RIO GRANDE DO SUL

Capital
PARTICIPANTES: 35 mil, segundo a polícia; entre 35 mil e 40 mil, segundo organizadores.

(ATO EM 15/3: 100 mil, segundo a polícia; 120 mil, segundo os organizadores.)

COMO FOI: Com faixas e vestindo verde e amarelo, manifestantes fizeram umacaminhada pelas ruas de Porto Alegre e encerraram o ato por volta das 18h, no Parcão.

Com dois carros de som, os organizadores discursaram e pediram que ninguém participasse do protesto que pede intervenção militar. "Não sigam esses golpistas", diz o porta-voz, que puxa o grito de "democracia".

Mais cedo, um grupo pró-Dilma fez um coxinhaço em Porto Alegre. Participaram 20 pessoas, segundo a polícia; e 200, segundo organizadores.

Interior
Houve manifestações em cidades do interior: Campo Bom, Erechim, Novo Hamburgo, Caxias do Sul, Santa Maria, Rio Grande, Uruguaiana, Bento Gonçalves, Santa Cruz do Sul, Pelotas e Bagé. Em Caxias do Sul, na Serra, cerca de 4,5 mil pessoas se reuniram na Praça Dante Alighieri, segundo a Brigada Militar e a organização do evento.

RONDÔNIA

PARTICIPANTES: 900, segundo a polícia; 1 mil, segundo os organizadores.

(ATO EM 15/3: 15 mil, segundo a polícia; 10 mil, segundo manifestantes.)

COMO FOI: Em Porto Velho, os manifestantes saíram do ponto de concentração, na Praça das Três Caixas D'água, por volta das 16h30, e encerraram o protesto na Praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, no Centro da cidade.
Manifestantes em Palmas (Foto: Marcos Martins/G1)

TOCANTINS

Capital

PARTICIPANTES: 350, segundo a polícia; 1,2 mil, segundo organizadores.

(ATO EM 15/3: 10 mil, segundo a polícia; 18 mil, segundo organizadores.)

COMO FOI: A concentração de manifestantescomeçou por volta das 16h, na praça dos Girassóis, centro de Palmas. Com faixas, cartazes e até trio elétrico, eles pediram o fim da corrupção e alguns defenderam a intervenção militar. Os manifestantes também gritaram palavras de ordem contra a presidente Dilma Rousseff e pediram pelo impeachment dela. O protesto na capital terminou por volta das 18h30.

Interior
Em Araguaína, a concentração de pessoas para o protesto começou por volta das 15h30 e terminou por volta das 17h20. A estimativa da ONG SOS Liberdade, que organizou o protesto, é que 50 pessoas foram à Praça do Galo.



domingo, 12 de abril de 2015

Pagamento com celular cresce 2.275% desde 2010 no país

O uso de sites de bancos pela internet aumentou 135% no período e responde atualmente por 40% das operações realizadas

11/04/2015 às 16:14 - Atualizado em 11/04/2015 às 16:14
Pagamentos pelo celular crescem no Brasil(VEJA.com/Thinkstock)

Nem dinheiro, nem cartão. Nos últimos cinco anos, a utilização de telefones celulares e outros dispositivos móveis em transações bancárias saltou 2.275% no Brasil, segundo dados consolidados pelo Banco Central (BC). O crescimento supera o atendimento pela internet, que aumentou 135% no período e responde atualmente por 40% das operações realizadas.

Depois da regulação do sistema de pagamento móvel pelo governo brasileiro, os bancos começaram a investir para que os clientes possam responder à pergunta sobre a forma de pagamento com a opção de telefone celular.

O BB anunciou que seus clientes já podem substituir o cartão físico tradicional pelo celular em algumas situações quando for mais prático do que o de plástico. Funciona assim: o lojista informa a opção de pagamento e o valor da compra na máquina. Em seguida, em vez de entregar o cartão ao lojista, o cliente seleciona no smartphone qual cartão deseja utilizar e a forma de pagamento (débito ou crédito). Para finalizar a compra, basta aproximar o celular de uma maquina que tenha leitor sem contato, digitar a senha do cartão para, em seguida, o comprovante ser emitido. Toda a transação acontece em um único aplicativo do banco. Para compras abaixo de 50 reais, às vezes nem é exigida a senha para autorizar o pagamento.

O vice-presidente de Negócios de Varejo do BB, Raul Moreira, estima que, dos 10 milhões de clientes que usam o cartão de crédito todo mês, 1 milhão passarão a utilizar o celular para fazer pagamentos em lojas ao longo deste ano.

(Com Estadão Conteúdo)





Terceirização: entenda o que está em discussão

Projeto de Lei que regulamenta a contratação de terceirizados tramita no Congresso há mais de 10 anos; saiba o que muda se ele for aprovado.

Empresas poderão terceirizar qualquer de suas atividades, se a lei for aprovada(Thomas Kienzle/AFP/VEJA)

Deve ser colocado em votação na noite desta terça-feira, na Câmara dos Deputados, um projeto de lei de 2004 (PL 4330), que regula os contratos de terceirização de serviços por empresas públicas e privadas. A proposta, que está há 10 anos na fila para ser votada, não muda muito a realidade das empresas. Na prática, a legislação só daria solidez e uma base jurídica para algo que já existe, que é a terceirização de trabalho.

O ponto central é que hoje apenas é permitido que empresas contratem terceiros para fazer serviços fora do escopo de sua atividade principal. Isso significa que, em uma empresa de Tecnologia da Informação ou montadora de veículos, pode-se terceirizar a faxina, transporte, segurança e refeitório. O que o PL 4330 propõe é liberar a contratação de terceiros também para atividades que sejam centrais na empresa. Levando em conta os mesmos exemplos, companhias poderão terceirizar a própria montagem de carros em uma montadora ou os profissionais de TI na empresa de tecnologia.

A proposta é de autoria do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO) e conta com Arthur Maia (Solidariedade-BA) como relator. Depois de conversar com o ministro da Fazenda nesta manhã de terça-feira, o presidente da Câmara Eduardo Cunha, garantiu que a matéria seria apreciada ainda nesta terça. Joaquim Levy mostrou, no encontro, preocupação com alguns pontos da proposta e quer garantir que o texto não fique com nenhuma brecha que permita a sonegação de impostos, lembrando que o governo passa por um período de vacas magras e não pode perder fontes de arrecadação.

Conheça os pontos principais do projeto de terceirização:

Público - A proposta abrange tanto o setor privado quanto o público (estatais). Mas, no caso de funcionários públicos (administração direta, autarquias e fundações), ainda será editado um decreto com novas regras. O projeto prevê que o setor público possa contratar terceirizados em vez de abrir concursos públicos, além de arcar com os encargos previdenciários.

LEIA MAIS:

Governo quer arrecadar R$ 5,1 bi com fiscalização do trabalho

Após reunião com Levy, Cunha descarta adiar análise de projeto sobre terceirização

Discordâncias - Contudo, se, por um lado, a proposta dá mais segurança jurídica às empresas e aos empregados, abriu brecha para discussões sobre o direito dos trabalhadores. O governo mobilizou nesse início de semana ministros para adiar a votação, temendo que sua aprovação enfraqueça as relações de trabalho no país. O medo é de que empresas demitam seus funcionários próprios para contratar empresas terceirizadas que pagam salários e benefícios menores.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), a Força Sindical e entidades representativas dos empresários, que são à favor da aprovação do projeto, argumentam ainda que as empresas vão ganhar mais competitividade e liberdade operacional. Por outro lado, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e movimentos sociais tentam vender a ideia de que as mudanças trarão desemprego, além de criarem dificuldades para os trabalhadores lesados recorrerem à Justiça.

Fiscalização - Ao defender a terceirização, o PL 4330, contudo, também regula responsabilidades tanto da contratante quanto da parte terceirizada. Primeiramente, para evitar que a terceirizada funcione apenas como uma intermediadora, 'guarda-chuva', de várias funções, o PL exige que a firma fornecedora da mão de obra seja especializada, tenha objeto social único e prove capacidade econômica compatível com os serviços que oferecem.

A ideia é que as contratantes fiscalizem se as terceirizadas estão cumprindo com todas as obrigações trabalhistas e previdenciárias, tais como pagamento de salários, horas-extras, 13º salário, férias, entre outros. Neste ponto, o governo quer que as contratantes fiquem responsáveis por recolher a contribuição previdenciária dos trabalhadores terceirizados (depósito dos empregados no FGTS).

Em caso de problemas com trabalhadores, se a contratante comprovou que tudo estava em ordem com sua terceirizada, ela se torna uma espécie de 'subsidiária'. Ou seja, só pode ser alvo de ação trabalhista após esgotada a tentativa do trabalhador de receber da terceirizada o valor devido.

O projeto também prevê que o contratante fiscalize suas terceirizadas. Se não o fizer, a empresa arca como responsável 'solidária' de problemas trabalhistas na terceirizada, ou seja, responde conjuntamente na Justiça por eventuais débitos tributários, por exemplo.

Fundo - Está ainda previsto o depósito obrigatório pela fornecedora de mão de obra para um fundo que será utilizado pela empresa contratante, caso a empresa terceirizada não cumpra com suas obrigações trabalhistas. A previsão é que seja recolhido entre 4% a 6% do valor do contrato.

Contribuição sindical - O relator da nova lei se comprometeu a aceitar algumas emendas para conquistar o apoio dos sindicatos. Uma delas é que, em caso de contratação de terceirizados para a atividade fim da empresa contratante, os trabalhadores terão direito ao acordo coletivo da respectiva categoria. Os sindicalistas temem perder o recolhimento da contribuição sindical compulsória que hoje é feito ao sindicato da categoria correspondente à atividade do terceirizado e não da empresa contratante.









sexta-feira, 10 de abril de 2015

Crise política e nome do mercado na Fazenda marcam 100 primeiros dias do governo Dilma

Carolina Martins, do R7, em Brasília

Para cientistas políticos, próximos 100 dias do governo Dilma devem ser mais fáceisDivulgação/Presidência da República

O segundo mandato do governo Dilma completa 100 dias nesta sexta-feira (10) e a presidente deve ter um fôlego da crise política que enfrentou até agora. Essa é a avaliação de especialistas ouvidos peloR7, que acreditam que com o vice-presidente da República, Michel Temer, à frente da articulação com o Congresso, a relação entre o Executivo e o Legislativo deve melhorar.

Nos primeiros 100 dias do novo governo, a presidente Dilma Rousseff teve poucos motivos para comemorar. Ela viu sua popularidade cair e teve de lidar com protestos de manifestantes insatisfeitos com sua gestão e com o escândalo de corrupção na Petrobras, divulgado pela Operação Lava Jato.

De acordo com a pesquisa Datafolha, divulgada em março deste ano, somente 13% dos entrevistados consideram o governo ótimo ou bom, enquanto 62% avaliam a gestão como ruim ou péssima. Também em março, milhões de pessoas se reuniram em várias capitais do País protestando contra a corrupção e pedindo o impeachment da presidente.

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A inflação acima do teto da meta, a alta do dólar e da taxa de juros também começaram a ser sentidas no bolso da população. Os indicadores ruins da economia refletiram na conta de luz e na preço do combustível, que também subiu.

Mas, para o professor de Ciências Políticas da FGV/SP (Fundação Getúlio Vargas de São Paulo) Francisco Fonseca, a crise é fabricada. No entendimento do especialista, a situação política e econômica não é tão ruim quanto a mídia quer fazer parecer.

— Tudo isso adquire esse grau de suposta gravidade devido à amplificação dada pelos grandes meios de comunicação. É um início de governo problemático, mas amplificado negativamente pela mídia. Uma grande parte do que se chama de crise, é uma crise provocada artificialmente por alguns setores.

O cientista político relativiza inclusive os protestos. Para ele, “é uma manifestação de um grupo social muito específico” que ganhou importância porque foi muito noticiada pela mídia.

Já o professor de Ciências Políticas da UnB (Universidade de Brasília) Antônio Flávio Testa avalia que o protesto reflete a insatisfação da sociedade como um todo. Para ele, Dilma não seguiu o programa de governo apresentado durante a campanha eleitoral.

— A maior dificuldade foi ela convencer o eleitorado para ganhar a eleição e depois não cumprir o que prometeu. Esse foi o primeiro desgaste.

Planalto x Congresso

O consenso entre os especialistas é sobre a resistência que a presidente Dilma enfrentou das lideranças do Congresso nesses primeiros 100 dias. A própria eleição do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Câmara demonstrou, logo no segundo mês de governo, um racha na base eleitoral.

O PT tinha um candidato próprio, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que foi derrotado com uma diferença de 131 votos. O resultado acabou revelando também um problema na articulação política entre o Planalto e as lideranças da base no Legislativo.

A falta de comunicação entre os poderes ficou evidente quando o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), devolveu uma MP (Medida Provisória) editada pelo Executivo, com regras que revogavam desonerações na folha de pagamento de vários setores da economia. A medida fazia parte do pacote de ajuste fiscal do governo, para equilibrar as contas públicas.

A aprovação do Orçamento 2015 também exigiu muitas concessões do Executivo. Além das emendas parlamentares obrigatórias até para novos deputados e senadores, o Legislativo conseguiu, durante as negociações, aumentar a verba destinada aos partidos.

Para os especialistas, essa crise com o Congresso deve ser resolvida com Michel Temer na articulação política. O cientista político da UnB acredita que essa foi uma decisão acertada da presidente Dilma e que a medida deve facilitar a relação com os parlamentares.

— Com a chegada de Temer, pode melhorar um pouco esse relacionamento. Se a presidente delegar de fato autonomia para Temer fazer a articulação, ela pode ter os próximos meses um pouco melhores. Tudo indica que é uma medida que pode ser positiva, vai depender da relação dela com Temer.

O professor da FGV/SP também aposta que agora Dilma vai ganhar um fôlego para conduzir as mudanças necessárias na economia e garantir a governabilidade.

— A vinda de Michel Temer reforça a bancada do PMDB, acho que ajuda. Me parece que tanto no cenário econômico como no político deve melhorar.

Dança das cadeiras

Temer assumiu as atribuições da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), que foi extinta pela presidente Dilma. Com isso, o então chefe da pasta, ministro Pepe Vargas, foi realocado na SDH (Secretaria de Direitos Humanos).

Vargas foi o terceiro ministro a perder o cargo, em 100 dias de governo. O primeiro foi Cid Gomes, afastado do Ministério da Educação depois de acusar de “achacadores” os deputados da base aliada ao governo.

Cid foi substituído por Renato Janine, o que é visto pelos especialistas como um ponto positivo, já que é um nome técnico e não político. Janine é filósofo e professor universitário.

A Secretaria de Comunicação Social também ganhou novo chefe três meses após o início do novo governo. Thomas Traumann foi afastado, depois que um e-mail dele com críticas à comunicação do Planalto vazou para a imprensa, e substituído pelo tesoureiro de campanha de Dilma, Edinho Silva.

Mas, o ministro que ganhou força dentro do governo é o chefe da Fazenda, Joaquim Levy. Era grande a expectativa em torno da equipe econômica de Dilma e Levy foi bem aceito pelo mercado financeiro.

Como também é um nome técnico e desvinculado do meio político, a nomeação dele passou uma mensagem de independência. Responsável pelas medidas de ajuste fiscal necessárias para equilibrar as contas do governo, Levy não é unanimidade no PT, mas tem agradado a presidente e negociado bem com o Congresso.

O professor Francisco Fonseca avalia que ele é um nome conservador para um governo que se propõe progressista, mas acredita que isso não deve interferir na condução das políticas centrais.

— Por mais que ele faça ajustes conservadores, não está mudando a rota do governo, não é um governo neoliberal. O governo fez concessões conservadoras, mas não mudou a rota do governo, isso é positivo.









quarta-feira, 8 de abril de 2015

Tecnologia feita em universidade dá fim aos acidentes com drones

A esse ponto, você já deve estar cansado de saber de casos de drones que sofrem os mais variados acidentes – seja porque seu “piloto” não soube controlá-lo direito, porque o dispositivo perdeu o controle ou simplesmente por culpa de um lançamento malfeito. Pois um grupo de estudantes da Universidade de Zurique conseguiu encontrar uma solução bem interessante (e eficiente) para dar fim a esses problemas.

Se você duvida, basta conferir o vídeo logo abaixo. Este mostra um drone sendo literalmente arremessado ao ar nas posições mais improváveis ou mesmo sendo largado por alguém de maneira descuidada; em todas as vezes, contudo, o aparelho não sofre estrago algum. Isso porque ele nem mesmo chega a tocar o chão: ele simplesmente corrige sua posição em pleno ar, numa questão de instantes, e fica a planar em um ponto estaticamente.

https://youtu.be/pGU1s6Y55JI

Evitando quedas em poucos passos

O segredo para que ele realize essa façanha está na utilização de um sistema combinado de sensores. Estes entram em ação em momentos distintos, realizando todas as correções necessárias para evitar uma colisão através de diversas fases. Todo o processo, vale notar, é calculado com a ajuda do hardware de um smartphone.

Tudo começa quando o drone percebe que está em queda livre. Quando isso ocorre, ele ativa um acelerômetro e um giroscópio, que trabalham em conjunto das hélices para corrigir a orientação de seu voo. Em seguida, uma câmera e um sensor de distância analisam o terreno logo abaixo, definindo a distância que estão do chão e determinando um ponto fixo como referência para permanecer em um modo de voo estático. Esse último mecanismo é tão eficiente, vale notar, que ele é capaz de corrigir sua posição mesmo se empurrado ou movido.
Aterrisagem segura

Ok, o sistema de correção de voo deste drone é impressionante. Mas e no caso de você acabar perdendo o controle do drone ou ele ficar fora de seu alcance? A equipe também pensou em uma solução para permitir que o veículo pouse da maneira mais segura que puder, mesmo sem um humano para ajudar.

A solução, para tal, é utilizar um sistema de mapeamento bem semelhante a um que comentamos aqui no TecMundo tempos atrás. Utilizando seu conjunto de câmera e sensor de distância, o drone é capaz de voar pelos arredores de onde se encontra e criar um mapa 3D do local; em seguida, tudo o que ele precisa fazer é analisar o local para encontrar a área mais plana que puder. Achando-o, ele simplesmente voa até lá e realiza um pouso.

É claro que isso não vai necessariamente salvar seu drone da ruína – afinal, ele pode muito bem achar que um pouso no meio da rua é a opção perfeita para esses casos – mas ainda é um avanço e tanto para evitar que esses aparelhos tão caros se tornem sucata por culpa de um lançamento ruim ou de uma pessoa desastrada.

https://youtu.be/phaBKFwfcJ4







FONTE(S)
IMAGENS







terça-feira, 7 de abril de 2015

Empresa americana desenvolve usina de energia portátil e voadora

07/04/2015 14h07 - Atualizado em 07/04/2015 14h07

Empresa americana desenvolve usina de energia portátil e voadora
Aparelho montado em uma espécie de balão pode suprir pequenas vilas durante catástrofes naturais.


Da BBC
Usina eólica portátil pode ser alternativa em situações de catástrofe natural (Foto: BBC)

Uma empresa start-up americana criou uma usina eólica portátil e voadora - que pode ser usada em áreas de catástrofe. Veja o vídeo.

Ela é basicamente um balão de hélio com uma turbina eólica instalada no centro.

O aparelho pode gerar a eletricidade necessária para manter 15 casas ou até mesmo uma pequena vila em um país carente de energia.

A energia elétrica é transmitida por um cabo de força para uma estação no solo.

Diferentemente de usinas eólicas em terra, esta consegue aproveitar ventos de alta velocidade, presentes a mais de 600 metros de altura.

A primeira usina pode decolar até o fim deste ano.



Papa. Urbi et Orbi: tenhamos a coragem do perdão e da paz

2015-04-05 Rádio Vaticana


Na sua mensagem à Cidade e ao mundo (Mensagem “Urbi et Orbi” como habitualmente se chama) o Papa Francisco reconhece antes de tudo o facto central deste dia de Páscoa. “Jesus Cristo ressuscitou! O amor venceu o ódio, a vida venceu a morte, a luz afugentou as trevas!”, acrescentando que foi por nosso amor que Jesus Cristo se despojou da sua glória divina; esvaziou-Se a Si próprio, assumiu a forma de servo e humilhou-Se até à morte, e morte de cruz. Por isso, Deus O exaltou e fê-Lo Senhor do universo. E com a sua morte e ressurreição, Jesus indica a todos o caminho da vida e da felicidade , disse o Papa:

“Este caminho é a humildade, que inclui a humilhação. Esta é a estrada que leva à glória. Somente quem se humilha pode caminhar para as «coisas do alto», para Deus. O orgulhoso olha «de cima para baixo», o humilde olha «de baixo para cima»”.

E o Papa cita em seguida o exemplo dos discípulos Pedro e João que na manhã de Páscoa, informados pelas mulheres, correram até ao sepulcro e, tendo-o encontrado aberto e vazio, se aproximaram e se «inclinaram para entrar no sepulcro. Para entrar no mistério, reiterou pois o Papa Francisco, é preciso «inclinar-se», abaixar-se, porque somente quem se abaixa compreende a glorificação de Jesus e pode segui-Lo na sua estrada, contrariamente à lógica mundana:

“A proposta do mundo é impor-se a todo o custo, competir, fazer-se valer… Mas os cristãos, pela graça de Cristo morto e ressuscitado, são os rebentos duma outra humanidade, em que se procura viver ao serviço uns dos outros, ser não arrogantes mas disponíveis e respeitadores. Isto não é fraqueza, mas verdadeira força! Quem traz dentro de si a força de Deus, o seu amor e a sua justiça, não precisa de usar violência, mas fala e age com a força da verdade, da beleza e do amor”.

E o Papa invocou a este ponto ao Senhor ressuscitado a graça de não cedermos ao orgulho que alimenta a violência e as guerras, mas de termos a coragem humilde do perdão e da paz, tendo acrescentado:

“A Jesus vitorioso pedimos que alivie os sofrimentos de tantos irmãos nossos perseguidos por causa do seu nome, bem como de todos aqueles que sofrem injustamente as consequências dos conflitos e das violências em curso”.

E o pensamento do Papa dirigiu-se antes de tudo para a Síria, dizendo:

“Pedimos paz, antes de tudo, para a Síria e o Iraque, para que cesse o fragor das armas e se restabeleça a boa convivência entre os diferentes grupos que compõem estes amados países. Que a comunidade internacional não permaneça inerte perante a imensa tragédia humanitária no interior destes países e o drama dos numerosos refugiados”.

Em seguida, o Papa implorou paz para todos os habitantes da Terra Santa, para que possa crescer entre israelitas e palestinenses a cultura do encontro e se retome o processo de paz a fim de pôr termo a tantos anos de sofrimentos e divisões. E pediu também paz para a Líbia a fim de que cesse o absurdo derramamento de sangue em curso e toda a bárbara violência, e aqueles que têm a peito o destino do país se esforcem por favorecer a reconciliação e construir uma sociedade fraterna que respeite a dignidade da pessoa. E almejamos que, também no Iémen, prevaleça uma vontade comum de pacificação a bem de toda a população”. E confiou ao Senhor misericordioso o acordo recentemente alcançado em Lausanne (Suíça), a fim de que seja um passo definitivo para um mundo mais seguro e fraterno. E com particular solicitude recordou outros Países africanos a braços com conflitos:

“Do Senhor Ressuscitado imploramos o dom da paz para a Nigéria, o Sudão do Sul e as várias regiões do Sudão e da República Democrática do Congo. De todas as pessoas de boa vontade se eleve incessante oração por aqueles que perderam a vida – penso de modo particular aos jovens mortos na quinta-feira passada numa Universidade de Garissa, no Quénia -, por quantos foram raptados, por quem teve de abandonar a própria casa e os seus entes queridos.”

O Papa recordou igualmente a Ucrânia, desejando que o país reencontre a paz e a esperança, graças ao empenho de todos as partes interessadas. E também pediu paz e liberdade para quem é vítima das novas e antigas formas de escravidão e marginalização:

“Paz e liberdade, pedimos para tantos homens e mulheres, sujeitos a formas novas e antigas de escravidão por parte de indivíduos e organizações criminosas. Paz e liberdade para as vítimas dos traficantes de droga, muitas vezes aliados com os poderes que deveriam defender a paz e a harmonia na família humana. E paz pedimos para este mundo sujeito aos traficantes de armas, que fazem lucros com o sangue dos homens e mulheres”.

A terminar o Papa dirigiu palavras de esperança para todos:

“Aos marginalizados, aos encarcerados, aos pobres e aos migrantes que tantas vezes são rejeitados, maltratados e descartados; aos doentes e atribulados; às crianças, especialmente as vítimas de violência; a quantos estão hoje de luto; a todos os homens e mulheres de boa vontade chegue a voz consoladora do Senhor Jesus: «A paz esteja convosco!». «Não temais! Ressuscitei e estou convosco para sempre!».

E o Papa deu a sua bênção, para a Cidade de Roma e para o mundo inteiro.

“Desejo estender os meus melhores votos de uma Feliz Páscoa a todos vós presentes nesta praça provenientes de vários países, bem como àqueles que estão conectados através dos meios de comunicação social. Levai às vossas casas e a quem encontrardes o alegre anúncio de que o Senhor da vida ressuscitou, trazendo consigo amor, justiça, respeito e perdão!

Muito obrigado pela vossa presença, pela vossa oração e pelo entusiasmo da vossa fé. Um pensamento especial e de gratidão pelo dom das flores, que também este ano vieram dos Países Baixos”

E concluiu desejando Feliz Páscoa a todos e com o habitual Rezai por mim, bom almoço e até logo”













sábado, 4 de abril de 2015

DVD Adoração e Vida - Hoje Livre Sou ( Completo )

Cresce solicitação de refúgio de paquistaneses em Brasília

Grupo relata casos de perseguição pelo Talibã
por Pe. Sérgio Gheller (Rádio Migrantes Espanhol ), dia 02/04/2015 às 10:41



O número de solicitantes de refúgio que migraram de forma forçada do Paquistão chama atenção em Brasília. O grupo de candidatos a refúgio está concentrado em Samambaia-Sul, cidade satélite de Brasília e relata em geral, casos de perseguição pelo grupo extremista árabe Talibã.

A maioria dos solicitantes de refúgio é do sexo masculino e deseja trazer a família para o Brasil, embora o processo de concessão do refúgio seja muitas vezes demorado e burocrático.

A grande dificuldade destes candidatos a refúgio é o aprendizado da língua que enquanto não se concretiza, cria sérias dificuldades de inserção no mercado de trabalho, por causa das barreiras de comunicação. Além disso, os paquistaneses são um grupo que apresenta muitas diferenças culturais do Brasil.

Núcleos de ensino gratuito da língua portuguesa tem sido abertos pelo Instituto de Migração e Direitos Humanos, IMDH, em parceria com a Universidade de Brasília, UNb, para ajudá-los que a superar a barreira do idioma e encontrar trabalho o mais rápido possível.

Em Brasília, o comportamento da migração internacional e solicitação de refúgio foi intensificado a partir de 2010 com a chegada dos haitianos, um fluxo que se manteve nos anos seguintes, mas que deu lugar em seguida à comunidade dos imigrantes senegaleses, bastante representativa. A maioria veio com a Copa do Mundo e permaneceu.

E atualmente, os paquistaneses chamam a atenção, como relata a Diretora do IMDH, irmã scalabriniana Rosita Milesi.

A Rede Casas do Migrante dos Missionários Scalabrinianos também tem oferecido regularmente aulas de língua portuguesa e de outros idiomas para os imigrantes internacionais.

De acordo com a legislação brasileira, o protocolo emitido pela Polícia Federal para o solicitante de refúgio funciona como um documento de identificação, dando direito à emissão da Carteira de Trabalho, ainda em caráter provisório.

As nacionalidades que mais tem refugiados no país são por ordem- a Síria: 1.739; Angola: 1.071; Colômbia: 834, RDC 799 e Líbano: 393.

Roseli Lara








Pastoral da Saúde promove Campanha de doação de sangue

01 ABR - 2015 

Saúde, de 1º a 30 de abril.

por Marcos Beltramin (Portal RCR ), dia 01/04/2015 às 10:06


A iniciativa busca incentivar e orientar a população sobre a doação de sangue. A Campanha quer ajudar os hemocentros que passam por dificuldades em manter os estoques de sangue para atendimentos de emergência.

Para o coordenador nacional da Pastoral da Saúde, Sebastião Geraldo Venâncio, o ato de doar sangue é simples e pode salvar vidas. “Significa muito para quem recebe e para quem doa, pois é um gesto em favor da vida e da saúde plena”, explica Sebastião.

Com a proposta de motivar as doações e disponibilizar informações, foi lançado site da Campanha Nacional e página no Facebook. De acordo com a coordenadora da Pastoral da Saúde no regional Sul 1 da CNBB, Wilda Aparecida Haynes, a Campanha “Abril Solidário” quer contar com o maior número de doadores.

“Ainda a doação de sangue não faz parte da vida da maioria dos brasileiros e brasileiras, e precisamos entrar nessa corrente de solidariedade. Doação de sangue é um gesto de Servir”, disse Wilda.


RCR/Solidariedadetanaveia









sexta-feira, 3 de abril de 2015

Chthonic, variação do Trojan ZeuS, ataca sistemas de banco online

Da Redação

04/01/2015 - 10h07 - Atualizada em 04/01/2015 - 10h08

Um novo malware dirigido a sistemas de banco online e seus clientes foi identificado pelos analistas de segurança da Kaspersky Lab.


Uma nova e importante variação de malware dirigido a sistemas de banco online foi encontrada pelos analistas de segurança da Kaspersky Lab. Identificado como uma evolução do Trojan ZeuS, o Trojan-Banker.Win32.Chthonic, ou apenas Chthonic, para abreviar, já afetou mais de 150 bancos diferentes e 20 sistemas de pagamento, em 15 países, e parece estar destinado principalmente a atacar instituições financeiras do Reino Unido, Espanha, Estados Unidos, Rússia, Japão e Itália.

Apesar de o Chthonic ainda não ter sido detectado na América Latina, o Diretor da Equipe de Investigação e Análises da Kaspersky Lab América Latina, Dmitry Bestuzhev, acredita que sua aparição na região é só uma questão de tempo. 

“Como já vimos antes com outras ameaças, antecipamos que o Chthonic chegará até nossa região por meio de cibercriminosos locais que adotam as técnicas ou compram as tecnologias dos que estão por trás deste malware para difundi-lo em nível regional”, disse.

O Chthonic aproveita funções dos computadores com webcam e teclado para roubar credenciais de banco online, tais como senhas salvas. Os criminosos também podem se conectar ao computador de forma remota e controlá-lo para executar operações. 

Até agora a Kaspersky Lab já descobriu módulos que podem recolher informações do sistema, roubar senhas salvas, registrar teclas pressionadas, permitir acesso remoto e gravar vídeo e som da webcam e do microfone, caso o computador tenha estas funções.

A principal arma do Chthonic é a injeção via web. Isto permite ao Trojan inserir seu próprio código e imagens nas páginas do banco que são carregadas no navegador do computador, possibilitando aos criminosos obter o número de telefone da vítima, as senhas dos usuários, as senhas de uso único geradas por tokens e números PIN.

As vítimas são infectadas através de links da web ou arquivos anexos de e-mail que contém a extensão .DOC, a qual estabelece uma porta para a execução do código malicioso. O arquivo anexo contém um documento RTF desenvolvido especialmente para aproveitar a vulnerabilidade CVE-2014-1761 em produtos Microsoft Office.




Stanford desenvolve método para produzir chips mais rápidos e baratos

IDG News Service

25 de março de 2015 às 12h59

Pesquisadores descobriram novo método para produção de chips a partir de arseneto de gálio. Composto é apontado como o novo silício.


Pesquisadores da Universidade Stanford descobriram uma nova forma mais econômica de fazer chips e painéis solares usando arseneto de gálio, um composto químico sintético que atua como semicondutor e cujas propriedades se comparam ao silício.

Durante muitas décadas, o silício tem sido o semicondutor para eletrônicos ideal. É abundante e barato e seu processso de manufatura é bem compreendido, mas nem sempre ele é a melhor escolha.

A ideia é que eletrônicos ganhariam muito mais velocidade se usarem ao invés do silício o arseneto de gálio. O que torna o composto uma opção melhor para chips que lidam com dados em uma velocidade alta, ou seja, resultariam em computadores mais velozes e eficientes.

A opção também beneficiaria a produção de painéis solares, uma vez que o gálio é muito mais eficiente em converter a luz solar em eletricidade.

No entanto, o composto sintético é muito mais caro. Para se ter uma ideia, um disco de 8 polegadas custa cerca de 5 mil dólares comparado aos 5 dólares de um feito com silício.

O novo método de manufatura desenvolvido pela Stanford não tornará a pastilha de gálio mais barata. Porém permitirá que ele seja reusado de 50 a 100 vezes, o que significa uma redução dramática por custo de chip e a abertura para o uso do material em larga escala.

Como é feito

No processo, aparelhos são feitos em cima de uma pastilha de gálio, assim como acontece com outros materiais. Mas depois, os dispositivos são separados da pastilha usando um laser, o que permite a pastilha seja reusada. O processo então reduziria dramaticamente os custos de um aparelho feito com o material. E como umn benefício extra, as pastilhas de gálio são mais flexíveis.

A universidade submeteu a pesquisa para obtenção de patente e já fala com produtores de chips semicondutores sobre licenciar para testes e eventual uso para sua produção comercial.

Um vídeo divulgado pela própria Stanford revela como é a manufatura do chip:





https://youtu.be/Oh3r95r2JWs



















quinta-feira, 2 de abril de 2015

Inserção da Ideologia de Gênero em todos os municípios do Brasil

O Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado no ano passado (Lei 13.005, de 25 de junho de 2014), prevê metas da educação básica até a pós-graduação para serem atingidas nos próximos dez anos.

A lei estipula que os estados e os municípios elaborem os próprios planos para que as metas sejam monitoradas e cumpridas localmente. Foi determinado o prazo de até 24 de junho de 2015 para que os planos sejam aprovados.

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=21069:estados-e-municipios-tem-prazo-ate-junho-para-instituir-metas&catid=12&Itemid=86

O PNE previa, originalmente, acrescentar nas escolas o ensino da ideologia de gênero, porém foi sancionado sem tal ideologia.

A ideologia de gênero afirma que o homem e a mulher não diferem pelo sexo, mas pelo gênero, e que este não possui base biológica, sendo apenas uma construção socialmente imposta ao ser humano, através da família, da educação e da sociedade. Afirma ainda que o gênero, em vez de ser imposto, deveria ser livremente escolhido e facilmente modificado pelo próprio ser humano. Ou seja, que ao contrário do que costumamos pensar, as pessoas não nascem homens ou mulheres, mas são elas próprias condicionadas a identificarem-se como homens, como mulheres, ou como um ou mais dos diversos gêneros que podem ser criados pelo indivíduo ou pela sociedade. Deveria ser considerado normal passar de um gênero a outro e o ser humano deveria ser educado, portanto, para ser capaz de fazê-lo com facilidade, libertando-se da prisão em que o antiquado conceito de sexo o havia colocado. Para facilitar o ativismo em favor do gênero, a Conferência de Yogiakarta, realizada em 2006 na Indonésia, consagrou os termos 'identidade de gênero' e 'orientação sexual'.

Dom Orani Tempesta, cardeal do RJ alerta para o fato das consequências da implantação da terminologia gênero: "quem se julgar livre para defender os valores naturais e cristãos pode ser duramente perseguido, moral e fisicamente, como já se faz, ainda que um tanto veladamente, em não poucos países". Confira o artigo na íntegra: blog.opovo.com.br/ancoradouro/dom-orani-lanca-nota-alertando-sobre-perigo-da-ideologia-genero-pne/

Recentemente vimos os pais alemães serem não somente perseguidos, mas presos porque em seu país a ideologia de gênero foi aprovada nas escolas. Confira o artigo do prof. Felipe Aquino: cleofas.com.br/na-alemanha-a-policia-prende-por-40-dias-os-pais-de-criancas-que-nao-foram-a-aula-de-ideologia-de-genero/

Portanto, começaram a tramitar em muitos municípios e estados os planos de educação que, entre as metas propostas, inserem a ideologia de gênero com firme propósito de estabelecer uma mudança na educação de nossos filhos.

No último dia 02 de fevereiro, o Ministério de Educação (MEC) lançou nota reiterando a data limite de 24 de junho de 2015 para que estados e municípios elaborem metas e estratégias para a educação local para os próximos 10 anos na forma de planos de educação. A nota menciona o cumprimento do prazo como condição para recebimento de recursos da União via Plano de Ações Articuladas (PAR) - responsável por grande parte dos repasses do governo federal na área.

http://www.observatoriodaeducacao.org.br/index.php/sugestoes-de-pautas/48-sugestoes-de-pautas/1278-2015-02-10-20-13-32

Seguem exemplos de planos municipais que estão tramitando, onde podem ser verificados a política de gênero.

PME SP

Texto do projeto na meta 22
Meta 22:
Promover e institucionalizar mecanismos e práticas educativas de combate a quaisquer formas de preconceito e discriminação (raça-etnia, gênero, idade, orientação sexual, religião, etc.), tendo como foco a equidade, a justiça social e a valorização das diferentes culturas

Link para o texto do plano: http://camaramunicipalsp.qaplaweb.com.br/iah/fulltext/projeto/PL0415-2012.pdf

Outro exemplo de muitos:

PME RS

161. implementar, sob coordenação dos órgãos gestores dos sistemas de ensino – administradores e normatizadores –, a partir da aprovação do Plano Estadual de Educação, políticas de prevenção à evasão motivada por preconceitos ou quaisquer formas de discriminação às identidades étnico-raciais, à orientação sexual, à identidade de gênero.

Link para o texto do plano http://www.educacao.rs.gov.br/pse/html/forum_est_educ.jsp?ACAO=acao1

Diante desse panorama, convidamos todos para que se envolvam e se manifestem junto a câmara de vereadores de sua cidade no intuito de trabalharmos com eficácia para que tal ideologia não se propague em nosso país com suas desastrosas, e até mesmo impensáveis consequências.












Bomba! Arcebispo de Salvador diz que reforma encabeçada pela CNBB não tem consenso dos bispos


Em entrevista à agência de notícias Zenit, o arcebispo de São Salvador da Bahia, Primaz do Brasil, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, disse com todas as letras que o projeto de reforma política atualmente encabeçado pela CNBB não conta com o consenso da maioria dos bispos do Brasil, e reflete somente a ideia de um pequeno grupo reunido em comissão.

Querem saber mais? Dom Murilo afirmou que algumas das propostas contidas nesse projeto de reforma nem ao menos correspondem ao que a maioria dos bispos do Brasil defendem:


“Ao aceitar participar de uma iniciativa que engloba dezenas de entidades, deu no que deu. Insisto: tais propostas não tiveram a participação de todos os Bispos; são fruto, sim, de uma reflexão que envolveu principalmente algumas comissões episcopais.”

A reforma política é necessária, mas tem que reformar para melhor, não pra pior. Em vez de reunir os bispos do Brasil em assembleia e, assim, formular uma proposta de reforma que esteja de acordo com os valores do Evangelho, a CNBB simplesmente abraçou um projeto defendido por mais de 100 entidades de esquerda, entidades essas, em sua grande maioria, difusoras de valores anticristãos, como o aborto, o gayzismo e a ideologia de gênero.

A equipe do nosso blog já havia feito esse alerta em julho do ano passado (confira aqui), a custo de uma chuva de pedradas. Muita gente nos acusou de fomentar a divisão na Igreja e alguns nos chamaram até de hereges! Quem sabe agora, depois de ouvir as declarações de ninguém mais ninguém menos do que o Primaz do Brasil, o povo saia das trevas e abra a mente.

Boa parte dos católicos alimenta o pensamento equivocado de que os fiéis brasileiros devem obediência a tudo o que é determinado pela CNBB. Quem pensa assim não faz a menor ideia do que seja a CNBB e qual a função destinada a ela, segundo o Código de Direito Canônico. Um fiel católico deve obediência a seu pároco, ao bispo local e ao Papa. Ponto!

A CNBB, na verdade, é uma instituição que busca reunir os bispos de todo o Brasil em torno de projetos comuns de evangelização e caridade. Possibilita, dessa forma, que os bispos reúnam forças e facilita a comunicação entre as dioceses do Brasil e a Santa Sé. E que fique claro: a CNBB não está acima da autoridade legítima que cada bispo tem em sua própria diocese!


Engana-se quem pensa que tudo o que sai com o selo “CNBB” reflete o pensamento comum de todos os bispos, ou da maioria deles. Muitas decisões são tomadas somente por pequenos grupos, reunidos em comissões. Bem diferente das decisões da CNBB que são tomadas após a reunião de uma grande assembleia geral de bispos, em que todos votam para comunicar seu acordo ou desacordo com as propostas.

Por não estarem devidamente advertidos sobre os graves problemas desse projeto de reforma, muitos padres e leigos bem intencionados estão recolhendo assinaturas de apoio ao projeto, em diversas paróquias no Brasil. Isso precisa parar!Queira Deus que outros bispos imitem a coragem e zelo pastoral de Dom Murilo Krieger, e manifestem sua insatisfação com essa tentativa de transformar o Brasil em Venezuela, onde falta democracia e papel higiênico (não faz mal, não faz mal, limpa com jornal!).

Para conferir a entrevista de Dom Murilo Krieger, na íntegra, clique aqui.

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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Gênios esquecidos: os programadores que protegem a web sem dinheiro

Você sabe quem é Werner Koch? O nome deste alemão de 53 anos pode não ser proferido com tanta frequência, mas podemos facilmente cita-lo como uma das pessoas mais importantes para a web moderna.

Em 1997, Koch aceitou o desafio de Richard Stallman (polêmico fundador do movimento software livre) e desenvolveu o GNU Privacy Guard, uma poderosa tecnologia de criptografia de dados que é amplamente usada até os dias atuais para proteger comunicações sensíveis. Quer um exemplo? Edward Snowden e milhares de jornalistas ao redor do globo usam esse protocolo para trocar informações sigilosas e realizar denúncias anônimas.

Contudo, uma invenção revolucionária que poderia – e deveria – render milhões de dólares para o autor é, na verdade, um projeto que esteve prestes a ser abandonado por falta de financiamento. Desde que o Privacy Guard foi lançado, Koch prosseguiu trabalhando sozinho no software sem ganhar um único centavo. Em 2013, o europeu esteve prestes a abandonar o programa e arrumar um emprego em período integral, mas acabou desistindo quando o escândalo da NSA foi revelado. “Eu percebi que esta não era a hora de parar”, afirmou Koch em entrevista ao site ProPublica.

Um problema universal

Assim como Werner Koch, dezenas de outros programadores responsáveis por invenções importantíssimas sofrem para manter seus serviços atualizados e em dia com as ameaças que surgem frequentemente na internet. E isso acontece por um motivo simples e lógico: todos eles acreditam que oferecer códigos de segurança gratuitamente é a melhor forma de demonstrar ao público que não há backdoors ou outras fendas no software pelas quais instituições privadas consigam espiar os cidadãos.

Contudo, isso significa que o trabalho desses programadores é voluntário, algo que nem sempre é apropriado para manter um projeto na ativa. Outro bom exemplo disso é o Enigmail, famoso plugin para Mozilla Firefox eSeamonkey que utiliza o protocolo OpenPGP para criptografar emails de entrada e saída. Por mais que seja usado por milhões de pessoas ao redor do mundo, o add-on é mantido por apenas dois programadores que trabalham nele nos tempos livres.

Patrick Brunschwig, criador do Enigmail, passa a maior parte do dia em um trabalho convencional. Também ouvido pela ProPublica, o developer afirmou que recebe não mais do que US$ 1 mil por ano em doações de seus usuários – o que é o suficiente apenas para manter o site funcionando. Outras instituições, como os responsáveis pelo GPGTools (que criptografa mensagens do Apple Mail), já perderam a esperança nesse formato de voluntariado e estão começando a cobrar pequenas taxas dos utilizadores.

Será que agora vai?

Felizmente, a situação de Koch parece ter melhorado. Depois que seu estado alarmante foi comentado pela ProPublica, o desenvolvedor recebeu US$ 60 mil da Linux Foundation e angariu US$ 137 mil na campanha de doações hospedada no próprio site do GNU Privacy Guard.

Além disso, o Facebook e a plataforma de pagamentos online Stripe prometeram doar anualmente US$ 50 mil cada para o alemão. Mais do que obviamente pagar um salário para si próprio trabalhar em tempo integral no software, Koch também planeja usar o dinheiro para contratar um assistente.

Ainda assim, a situação em geral está longe de melhorar. Basta lembrar sobre o escândalo Heartbleed, que explodiu no ano passado: na época, veio à tona a desesperadora informação de que o OpenSSL – protocolo usado por milhares de empresas, incluindo Amazon e Twitter – era mantido por apenas quatro programadores, sendo que apenas um deles trabalhava no projeto em tempo integral. Será que já não está na hora de as grandes corporações prestarem mais atenção nesses heróis que nos ajudam em nossa luta pela privacidade digital?


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